Prepare o champanhe e os croissants. A americana mais amada (e talvez odiada) de Paris está de volta. Emily in Paris, o fenômeno da Netflix, retorna com uma nova temporada em 16 de dezembro, prometendo mais moda, mais romance complicado e mais gafes culturais na Cidade Luz.
A série, criada pelo mestre das comédias românticas urbanas, Darren Star, não busca realismo. É um cartão-postal animado, uma fantasia deliciosa sobre realizar sonhos em Paris, mesmo que você mal fale a língua. E, como provam as temporadas anteriores de Emily in Paris, é um entretenimento irresistivelmente divertido.
A história de Emily in Paris
Emily Cooper aterrissa em Paris vinda de Chicago. Ela é uma jovem executiva de marketing cheia de otimismo e ideias americanas. Seu trabalho é trazer uma perspectiva “moderna” para uma agência de luxo francesa, a Savoir.
O choque cultural é imediato e hilário. Sua chefe, a elegantemente intimidadora Sylvie, a despreza. Seus colegas a veem como uma intrusa barulhenta. E sua falta de francês a coloca em situações constrangedoras.
Em meio ao caos profissional de Emily in Paris, a jovem encontra uma aliada: Mindy, uma babá chinesa herdeira de uma fortuna, que sonha em ser cantora. E, claro, há o amor. Emily se apaixona por seu vizinho, o charmoso chef Gabriel.
O problema? Ele namora Camille, a primeira amiga francesa que Emily faz. A série acompanha a jornada de Emily. Ela tenta equilibrar a carreira, a amizade e um coração dividido.
O fenômeno agridoce: por que amamos odiar (ou odiamos amar) Emily?
Emily in Paris acerta ao abraçar sua própria superficialidade com orgulho. A série não está interessada em um retrato realista de Paris ou do mundo do marketing; ela está interessada em nos transportar para uma fantasia. A moda é impecável, os cenários são deslumbrantes e cada esquina parece saída de um editorial da Vogue.
A obra funciona como puro escapismo. Sim, os clichês sobre os franceses são exagerados. Sim, a sorte de Emily desafia a lógica. Mas, como um fã bem observou, a série é “divertida”.
Os dramas emocionais da protagonista, seus dilemas de trabalho e os choques culturais, por mais fantasiosos que sejam, tocam em algo real. É fácil se envolver na torcida por ela, mesmo quando reviramos os olhos.
O elenco e a produção que nos fazem sonhar com Paris
Emily in Paris é uma criação de Darren Star, o homem que nos deu Sex and the City e Younger. Sua assinatura está em toda parte: o foco na moda, a cidade como personagem e os romances complicados.
Mas, com certeza todo o brilho da obra se concentra em Lily Collins. Sua Emily não é uma heroína complexa, ela é um raio de sol americano, com energia otimista (às vezes irritante).

Ashley Park, como Mindy, rouba a cena com seu talento musical e sua lealdade como amiga. Philippine Leroy-Beaulieu constrói uma Sylvie que é o epítome do chic francês intimidador; cada olhar dela é uma aula de desprezo elegante.
E Lucas Bravo, como Gabriel, personifica o dilema romântico com um charme que justifica a confusão de Emily. Com uma nota 6.9/10 no IMDb, a obra não busca aclamação unânime, mas sim conquistar o público.
Para quem busca uma série leve e com uma dose generosa de romance parisiense, Emily in Paris é a maratona perfeita para sonhar acordado.
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