Best Medicine, adaptação norte-americana da cultuada comédia britânica Doc Martin, continuará receitando boas doses de humor ácido. A Fox oficializou a 2ª temporada da série, que retorna no ciclo televisivo 2026-2027 com 12 episódios — um a menos que na estreia.
O anúncio veio embalado por números robustos e pelo retorno positivo da crítica, consolidando a produção como um dos primeiros grandes acertos da rede no período pós-pandemia. A renovação mantém o protagonista Josh Charles em cena como o cirurgião socialmente desajeitado Dr. Martin Best.
Reação da Fox e desempenho de audiência
Em comunicado, o presidente de programação da Fox, Michael Thorn, classificou Best Medicine como um “fenômeno em ascensão”, atribuindo o êxito à fusão de “humor afiado e muito coração”. Não por acaso, o episódio de estreia saltou de 3,69 milhões de espectadores lineares para 12,6 milhões após a soma de todas as plataformas, firmando-se entre as maiores audiências do cobiçado público de 18 a 49 anos.
A consistência semanal garantiu fôlego para a encomenda de mais um ano, mesmo com a redução de um capítulo. A estratégia replica o movimento da emissora em outras comédias, como Animal Control, renovada recentemente para o quinto ano. Séries como Murder in a Small Town e Going Dutch ainda aguardam definição.
Equipe criativa mantém identidade do original
Responsável pelo roteiro e pela condução criativa, Liz Tuccillo (Sex and the City, Smash) segue no posto de showrunner. A roteirista divide a produção executiva com nomes como Jamie Babbit, Tyson Bidner e Ben Silverman, reforçando a inspiração britânica sem abrir mão de sotaque americano.
Tuccillo recebeu elogios de Thorn por sua “voz distinta”, fator crucial para que o remake encontrasse personalidade própria. A liderança feminina no comando ecoa discussões recentes sobre masculinidades reinventadas na TV, tema que o Salada de Cinema tem acompanhado de perto.
Elenco e destaques de atuação
Josh Charles, conhecido por The Good Wife e Sociedade dos Poetas Mortos, encara uma zona de desconforto divertida ao interpretar um cirurgião brilhante e, paradoxalmente, fóbico a sangue. Sua performance tem sido apontada como peça-chave para o carisma do projeto.
O time se completa com Abigail Spencer, Annie Potts, Josh Segarra e Cree. A participação especial de Martin Clunes — eterno Dr. Ellingham na versão britânica — está agendada para 3 de março, quando viverá o pai de Martin Best. A interação entre antigo e novo protagonista deve render momentos saborosos de metaliguagem televisiva.
Imagem: Divulgação
O que esperar da 2ª temporada
Com a renovação confirmada cedo, a sala de roteiristas ganha tempo para aprofundar a adaptação de Martin à minúscula Port Wenn, em Maine. As tensões geradas pelo choque cultural entre o médico franco e os excêntricos moradores permanecem no centro da trama.
A encomenda de 12 capítulos sugere ritmo enxuto, priorizando arcos mais coesos. Produtores também sinalizam que a doença ocupacional do doutor — seu medo de sangue — continuará como gatilho cômico para casos da semana e dilemas pessoais.
Vale a pena acompanhar Best Medicine?
A primeira temporada marcou 77 % de aprovação crítica no Rotten Tomatoes, contrastando com 55 % de aprovação do público. Mesmo assim, a audiência sólida confirma que a química entre roteiro espirituoso e atuação afiada conquistou espectadores além do nicho médico.
Quem busca uma comédia leve, porém recheada de atritos sociais, encontrará em Best Medicine uma opção interessante, especialmente pelo jogo de cena preciso de Josh Charles. A presença de veteranos como Annie Potts adiciona textura dramática e humor experiente ao conjunto.
Com o retorno garantido e tempo para lapidação, a produção tem terreno fértil para evoluir. Se manter a fórmula de pequenas crises médicas, conflitos de personalidade e paisagens costeiras pitorescas, o seriado promete novas “consultas” divertidas nas noites de terça-feira da Fox.









