Hoppers chegou aos cinemas e, em poucos dias, saltou direto para o topo das produções da Pixar no Rotten Tomatoes. O longa registra 94 % de aprovação do público, número que empata com Toy Story 4, Coco e Divertida Mente 2, ficando atrás apenas de Dois Irmãos – Uma Jornada Fantástica, que tem 95 %.
O feito reacende o prestígio do estúdio após alguns anos de recepção morna e reforça a aposta do diretor Daniel Chong numa aventura original, embalada por humor sombrio e mensagem ambiental. A seguir, o Salada de Cinema destrincha atuação, roteiro e direção que transformaram o filme na nova queridinha da audiência.
Premissa ousada mistura consciência ecológica e comédia nonsense
A trama acompanha Mabel, dublada por Piper Curda, adolescente que vê sua mente presa dentro de um castor robótico para impedir a destruição de uma floresta. A combinação de ficção científica, ativismo climático e situações absurdas rendeu comparações com Avatar, mas o tempero é tipicamente Pixar: emoção, timing cômico e impacto universal.
Críticos elogiaram o equilíbrio entre humor negro e mensagem “para toda a família”. Essa fusão de tons, segundo as primeiras avaliações, devolve ao estúdio a capacidade de discutir temas globais sem perder a leveza, algo que parte do público sentia falta desde 2020.
Elenco de vozes mantém ritmo ágil e carismático
Piper Curda conduz a narrativa com espontaneidade, fazendo de Mabel uma heroína vulnerável e espirituosa. Sua química vocal com Bobby Moynihan, que interpreta o hilário Rei George, sustenta boa parte das piadas mais ácidas.
Entre os coadjuvantes, Jon Hamm, Kathy Najimy, Dave Franco e Meryl Streep emprestam peso dramático aos momentos de tensão. Cada participação trabalha nuances rápidas, mas essenciais para a imersão. O resultado é um conjunto de personagens distintos que conversam bem entre si, algo que a Pixar domina, mas que não aparecia com tanta força desde Coco.
Direção de Daniel Chong simboliza virada estratégica da Pixar
Veterano da equipe criativa de Elio e Divertida Mente 2, Chong assume pela primeira vez o leme de um longa-metragem no estúdio. Sob orçamento de 150 milhões de dólares, ele aposta em set pieces dinâmicas, ritmo enxuto (105 minutos) e liberdade para piadas visuais que lembram curtas clássicos.
Imagem: Divulgação
O diretor também reforça a meta anunciada por Pete Docter de buscar conceitos “universalmente relacionáveis”. Ao focar numa protagonista adolescente e em um dilema ambiental simples de entender, Chong garante identificação rápida, o que se reflete na forte nota do público e na projeção otimista de 40 milhões de dólares no primeiro fim de semana—já suficiente para ultrapassar A Noiva!, suspense estrelado por Maggie Gyllenhaal citado no artigo sobre o desfecho do longa.
94 % do público: em qual posição Hoppers fica no ranking Pixar?
Com o mesmo índice de Toy Story 4, Coco e Divertida Mente 2, Hoppers divide a vice-liderança no chamado “Popcorn Meter”. A tabela abaixo demonstra como a animação já figura entre as cinco favoritas da audiência:
- Dois Irmãos – Uma Jornada Fantástica (2020) – 95 % público / 88 % crítica
- Hoppers (2026) – 94 % público / 94 % crítica
- Toy Story 4 (2019) – 94 % público / 96 % crítica
- Coco (2018) – 94 % público / 97 % crítica
- Divertida Mente 2 (2024) – 94 % público / 91 % crítica
O empate técnico reforça a ideia de “retorno às origens” citada por reviewers, especialmente depois de Soul, Luca e Lightyear terem ido direto para o streaming ou enfrentado bilheterias discretas. Caso a nota se mantenha, Hoppers consolida a retomada criativa do estúdio às vésperas de Toy Story 5, previsto para junho.
Vale a pena assistir?
Para quem busca animação com personalidade, clima aventureiro e performances vocais afiadas, Hoppers entrega exatamente o que promete. O roteiro de Daniel Chong e Jesse Andrews não se estende além do necessário, mantém piadas visuais frequentes e ainda encontra espaço para um recado ambiental claro, porém sem tom panfletário.
Somada à direção vibrante e ao elenco experiente, a recepção de 94 % no Rotten Tomatoes indica que o público saiu satisfeito da sessão. Assim, a nova produção da Pixar surge como opção certeira tanto para fãs antigos quanto para quem torcia por uma novidade impactante no catálogo do estúdio.









