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    Crítica | Hoppers marca a maior nota da Pixar em 7 anos e sinaliza nova fase do estúdio

    Thais BentlinBy Thais Bentlinmarço 2, 2026Nenhum comentário4 Mins Read
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    A Pixar volta a comemorar com Hoppers, animação que chega aos cinemas em 6 de março de 2026 carregando a impressionante marca de 96 % de aprovação no Rotten Tomatoes. O resultado é o melhor do estúdio desde Toy Story 4, lançado em 2019, e empata com clássicos como Monstros S.A. e Ratatouille.

    Com roteiro de Jesse Andrews e direção de Daniel Chong, o filme acompanha Mabel, jovem de 19 anos dublada por Piper Curda, que é transformada em um castor robótico e precisa salvar a floresta da construção de uma rodovia. Entre humor frenético e discussão sobre mudança climática, Hoppers foi descrito por críticos como “um retorno grandioso” da Pixar.

    Enredo enxuto, metáfora ecológica afiada

    Hoppers não perde tempo: logo nos minutos iniciais, Mabel se vê presa em um corpo mecânico depois de um acidente misterioso, ponto de partida para a sátira ambiental. A mudança física da protagonista não é mero artifício visual; ela reforça a sensação de urgência diante da ameaça de um empreendimento que destruirá habitats inteiros.

    Influenciada pela escala épica de Avatar, a narrativa opta por um ritmo ágil, com piadas que quebram a tensão antes que o discurso ecológico soe panfletário. Ainda assim, o subtexto nunca desaparece. Para parte da crítica, a capacidade de Chong em equilibrar aventura, comédia e lição de casa sobre clima lembra a fase clássica do estúdio, quando produções discutiam temas adultos sem subestimar o público infantil.

    Daniel Chong assume a cadeira de diretor

    Conhecido por seu trabalho no departamento criativo de Turning Red, Lightyear e Elemental, Daniel Chong estreia na direção de um longa da Pixar com confiança. Seu olhar parece focado em velocidade: planos curtos, cortes precisos e cenas de ação que não sacrificam a clareza visual.

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    Essa abordagem lembra, em alguns momentos, a energia de Os Incríveis, mas com identidade própria. O cineasta aposta em paletas vibrantes para separar dois mundos: o tecnológico — onde reina o robô castor — e o orgânico — representado pela floresta ameaçada. O contraste reforça o conflito central e mantém o espectador imerso durante os 105 minutos de projeção.

    Elenco de vozes entrega carisma e timing cômico

    Piper Curda lidera o time de dubladores, encontrando o ponto exato entre ingenuidade e coragem para tornar Mabel crível, mesmo depois da transformação metálica. Sua entrega vocal carrega emoção em cenas dramáticas sem deixar de acentuar as punchlines.

    Bobby Moynihan vive o hilário Rei George, castor que usa coroa e funciona como alívio cômico. A química dele com Jon Hamm, que interpreta o prefeito Jerry Generazzo, rende diálogos rápidos e competições de egos que arrancam risadas genuínas. Kathy Najimy completa o núcleo principal como a cientista Dra. Sam, voz da razão que ancora o enredo nos fatos científicos sobre preservação ambiental.

    Crítica | Hoppers marca a maior nota da Pixar em 7 anos e sinaliza nova fase do estúdio - Imagem do artigo original

    Imagem: Divulgação

    A presença de Dave Franco em participações pontuais acrescenta leveza, mas é Moynihan quem rouba a cena em diversas sequências, justificando comentários da imprensa que apontam o humor “desenfreado” como um dos trunfos do longa.

    Recepção crítica e reflexo para a Pixar

    Com 56 análises computadas, a pontuação de 96 % impressiona e coloca Hoppers no topo da era pós-pandemia do estúdio. Para efeito de comparação, Elemental alcançou 73 % entre críticos, enquanto Elio ficou em 83 %. O contraste reforça a ideia de que a nova animação recoloca a marca em território confortável.

    Gregory Nussen, em sua avaliação para o ScreenRant, classificou o filme com 7 de 10 estrelas, elogiando o “ritmo insano” e a coragem de Chong em abraçar estranhezas. A tônica é parecida em outros veículos, que destacam a combinação de pedagogia ambiental e comédia pastelão. Nem mesmo a bilheteria foi esquecida: projeções iniciais sugerem abertura entre 40 e 50 milhões de dólares, valor forte para um título original — desempenho semelhante ao da abertura de Pânico 7, fenômeno recente comentado no Salada de Cinema.

    Internamente, o sucesso crítico serve de termômetro antes de Toy Story 5, previsto para junho, e do próximo projeto inédito, Gatto, agendado para 2027. Caso as estimativas de bilheteria se confirmem, Hoppers deve atenuar o efeito Lightyear, considerado um fracasso financeiro depois de somar 226,4 milhões de dólares em 2022.

    Vale a pena assistir Hoppers?

    Se a curiosidade for descobrir como a Pixar equilibra humor escancarado e debate sobre clima, a resposta é sim. O enredo pode soar estranho à primeira vista, mas a execução segura de Daniel Chong, somada às vozes inspiradas de Piper Curda e Bobby Moynihan, entrega 105 minutos de entretenimento que não subestima crianças — nem adultos.

    crítica Daniel Chong Hoppers Piper Curda Pixar
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    Thais Bentlin

      Sou formada em Marketing Digital e criadora de conteúdo para web, com especialização no nicho de entretenimento. Trabalho desde 2021 combinando estratégias de marketing com a criação de conteúdo criativo. Minha fluência em inglês me permite acompanhar e desenvolver materiais baseados em tendências globais do setor.

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