Batman: Parte II está construindo um elenco de vilões que vai além do que os rumores anteriores sugeriam — e a reviravolta mais interessante não envolve quem foi confirmado, mas quem não é quem se imaginava. Segundo o informante Jeff Sneider, Scarlett Johansson não interpretará Gilda Dent, e Charles Dance não será o pai de Harvey Dent. Os dois vivem personagens ainda sem nome revelado, descritos por fontes de Sneider como uma espécie de “fusão de diferentes personagens” do universo Batman, sem correspondência direta com grandes nomes do material original.
Resumo rápido
- Scarlett Johansson e Charles Dance não interpretam Gilda Dent nem o pai de Harvey Dent, segundo Jeff Sneider
- Brian Tyree Henry está cotado para o papel de Harvey Dent/Duas-Caras, de acordo com Sneider
- Sebastian Stan deve interpretar o supervilão Victor Zsasz, não Harvey Dent como se rumoreava
- A Corte das Corujas é apontada por Sneider como parte da trama de Batman: Parte II
- Batman: Parte II está previsto para estrear nos cinemas em 1º de outubro de 2027
Personagens inventados para Gotham: uma aposta arriscada de Matt Reeves
A ideia de criar personagens que são uma “fusão” de diferentes figuras do universo Batman não é novidade para Matt Reeves. O diretor já demonstrou no primeiro filme uma preferência por adaptar arquétipos em vez de replicar versões canônicas — o Pinguim de Colin Farrell e o Charada de Paul Dano foram releituras profundas, não transposições diretas. O que Sneider descreve agora para Johansson e Dance sugere que Reeves pode estar construindo figuras originais que habitam o mesmo espaço narrativo de personagens conhecidos sem serem prisioneiros da tradição das HQs.
Isso tem implicações diretas para o tipo de história que Batman: Parte II pretende contar. Se os papéis de Johansson e Dance são “fusões”, eles provavelmente funcionam como engrenagens narrativas específicas da trama — personagens construídos para servir à história, não para satisfazer demandas de adaptação fiel. O risco é real: fãs que esperam versões definitivas de figuras clássicas podem se frustrar. A promessa criativa, porém, é de um Gotham mais orgânico.

Brian Tyree Henry como Harvey Dent muda o peso emocional do filme
A escalação de Brian Tyree Henry para Harvey Dent, segundo Sneider, é um dos dados mais significativos dessa atualização. Henry tem um histórico de construir personagens com camadas emocionais complexas — uma característica essencial para Dent, cuja tragédia é precisamente a ruptura interna entre o promotor idealista e o vilão Duas-Caras. Dentro do tom sombrio e psicológico estabelecido por Reeves no primeiro filme, Henry teria o perfil para sustentar essa jornada sem transformá-la em espetáculo.
Já Sebastian Stan, antes associado aos rumores em torno de Harvey Dent, estaria reservado para Victor Zsasz — um assassino serial que aparece brevemente no primeiro filme de Reeves e que, numa expansão do universo, ganha contornos mais densos. A permuta de papéis entre Stan e Henry, se confirmada, reorganiza completamente as expectativas sobre como o arco de Duas-Caras vai funcionar na narrativa. Mais detalhes sobre a participação de Stan no projeto estão nesta análise.
A Corte das Corujas transforma Gotham num problema sistêmico, não individual
O detalhe mais revelador sobre o escopo de Batman: Parte II pode ser justamente a presença da Corte das Corujas. Segundo Sneider, a organização — uma sociedade secreta composta pelas famílias mais antigas e ricas de Gotham, que controla a cidade nas sombras por séculos e usa assassinos chamados Talons para executar sua vontade — está “de fato envolvida” no enredo da sequência.
Nas HQs, a Corte das Corujas representa algo que vilões individuais não conseguem: a ideia de que Gotham é estruturalmente corrompida, que o problema não é um criminoso a ser preso, mas um sistema a ser desmantelado. É exatamente o tipo de escopo que o primeiro filme flertou ao mostrar um Bruce Wayne enfrentando não apenas o Charada, mas a cumplicidade das instituições com o crime. A Corte elevaria essa leitura a um novo patamar — e poderia conectar personagens como os de Johansson e Dance a uma rede de poder maior, o que explicaria por que seus papéis não têm nomes facilmente identificáveis nas HQs.
O que Cristin Milioti e Colin Farrell fazem nesse mapa de vilões
Com tantos nomes novos, vale lembrar que Batman: Parte II também mantém personagens do primeiro filme e da série derivada. Colin Farrell retorna como o Pinguim — e há discussões ainda abertas sobre o estado do personagem após os eventos de The Penguin. A questão de Cristin Milioti na continuidade também permanece em aberto, como já analisamos aqui. Barry Keoghan segue como o Coringa, personagem que apareceu brevemente no final do primeiro longa e cuja função na sequência ainda não foi detalhada.
O que se configura, portanto, é um filme com pelo menos cinco ou seis linhas de vilões ativas ao mesmo tempo — Harvey Dent/Duas-Caras, Victor Zsasz, a Corte das Corujas, o Pinguim, o Coringa, e os personagens ainda sem nome de Johansson e Dance. Gerenciar esse volume sem que o filme perca coesão narrativa é o maior desafio criativo que Reeves terá pela frente.
O que fica em aberto
Toda a atualização de Sneider, por mais detalhada que seja, ainda pertence ao território do não confirmado oficialmente. Matt Reeves revelou o elenco principal em junho de 2026, mas as funções específicas de cada ator — especialmente de Johansson e Dance — seguem sem descrição oficial. A natureza “fundida” dos personagens pode ser tanto uma decisão criativa sólida quanto algo ainda em desenvolvimento no roteiro.
Batman: Parte II está previsto para os cinemas em 1º de outubro de 2027. Até lá, a pergunta que fica não é apenas quem são os vilões, mas se Reeves consegue equilibrar um Gotham tão densamente povoado sem repetir o erro histórico de sequências que sufocam seu protagonista com antagonistas demais.
Fonte principal: superherohype.com. Informações complementares: Jeff Sneider/The InSneider, Matt Reeves (declaração pública junho 2026).









