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    ELENCO | Rebecca Ferguson não fecha portas para retorno ao universo Peaky Blinders após The Immortal Man

    Thais BentlinBy Thais Bentlinmarço 23, 2026Nenhum comentário4 Mins Read

    A estreia global de Peaky Blinders: The Immortal Man, em 20 de março, acrescentou uma peça nova e intrigante ao já robusto tabuleiro do clã Shelby. No centro da novidade está Rebecca Ferguson, que interpreta a misteriosa Kaulo Chiriklo e, ao mesmo tempo, revive em flashbacks Zelda Chiriklo, antiga paixão de Tommy Shelby.

    Pouco depois da chegada do longa à Netflix, a atriz comentou, em entrevista à Radio Times, que “nunca diz nunca” a um possível reencontro com a franquia. A declaração, apesar de comedida, bastou para atiçar fãs e reforçar especulações sobre o futuro da saga criminosa ambientada em Birmingham.

    Rebecca Ferguson e o duplo desafio em The Immortal Man

    Assumir dois papéis distintos em uma mesma produção costuma exigir timing e sutileza. Ferguson navega entre passado e presente ao alternar Zelda, vista em lembranças, e Kaulo, figura que domina o enredo atual. A atriz constrói nuances claras: enquanto Zelda carrega melancolia, Kaulo surge prática, quase implacável, ao influenciar cada movimento de Duke Selby (Barry Keoghan).

    Esse jogo de contrastes mantém a narrativa ágil. Ferguson dosa gestos, altera o tom de voz e, principalmente, revela intenções apenas pelo olhar. O roteiro aproveita bem a performance e entrega à atriz falas pontuais, porém decisivas — afinal, Kaulo é descrita como “a única pessoa capaz de dizer ‘pare’ e ser ouvida”. O resultado sustenta o suspense que permeia a produção e amplia a importância da personagem para os rumos do clã Shelby.

    Impacto de Kaulo Chiriklo na trama da família Shelby

    Kaulo foi apresentada como a irmã de Zelda, o que automaticamente conecta suas ações à história pregressa de Tommy Shelby (Cillian Murphy). No novo filme, a vidente pressiona Duke a reivindicar o lugar do pai e a consolidar poder dentro da família. Embora o plano não se concretize nos moldes desejados, o desfecho deixa Kaulo ao lado de Duke, agora chefe do clã, confirmando sua ascensão em meio às cinzas da guerra.

    A introdução dessa personagem faz o universo de Peaky Blinders respirar novos ares sem abandonar raízes. A saga, que já expandiu horizontes ao longo de seis temporadas, encontra em Kaulo um elo capaz de costurar passado e presente — efeito semelhante ao que produções que mesclam gerações vêm explorando para se manterem atuais.

    Portas abertas: o que a fala de Ferguson significa para Peaky Blinders

    Ainda não existe confirmação de sequência, série derivada ou qualquer spin-off. Mesmo assim, a frase “eu nunca digo nunca” deixa brecha clara. Considerando o peso narrativo conquistado por Kaulo em apenas 112 minutos de projeção, é difícil imaginar que a franquia ignore esse potencial.

    ELENCO | Rebecca Ferguson não fecha portas para retorno ao universo Peaky Blinders após The Immortal Man - Imagem do artigo original

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    Imagem: Divulgação

    O posicionamento de Ferguson, portanto, funciona como termômetro. Caso os executivos optem por continuar a história, a presença da atriz já se mostra viável — e desejada. Vale lembrar que, ao longo dos anos, o criador Steven Knight sempre manteve portas entreabertas para ampliar o universo da gangue de bonés. A volta da atriz adicionaria valor de produção e reforçaria a identidade feminina que The Immortal Man destaca.

    A direção e o roteiro em sintonia com o elenco

    A narrativa de The Immortal Man se sustenta em ritmo preciso, equilibrando contexto histórico da década de 1940 com dramas internos. Embora nomes de direção e roteiro não tenham sido divulgados no material oficial, a condução demonstra familiaridade com a linguagem estética da série original: iluminação sombria, trilha percussiva e enquadramentos que valorizam o rosto dos intérpretes, sobretudo nas cenas de tensão entre Kaulo e Duke.

    O texto, por sua vez, aposta em diálogos enxutos. Em vez de longas explicações, cada fala serve para avançar a trama. Quando Ferguson afirma que um personagem não precisa, necessariamente, continuar a qualquer custo, ela ecoa a filosofia do roteiro: deixar o público “satisfeito com a insatisfação”. A estratégia lembra a ousadia de filmes como Undertone, da A24, que, segundo dados de bilheteria, rendeu 30 vezes o investimento justamente por confiar na inteligência do espectador.

    Vale a pena assistir Peaky Blinders: The Immortal Man?

    Para quem acompanha a trajetória de Tommy Shelby desde a série da BBC, o filme oferece um olhar renovado. O destaque recai sobre Rebecca Ferguson, que exerce domínio absoluto em cena e amplia as camadas dramáticas da família Shelby. A produção se sustenta de forma independente, mas mantém pontes suficientes para futuras continuações, caso a Netflix decida avançar.

    Nesse sentido, The Immortal Man cumpre a promessa de expandir o universo sem repisar territórios já explorados. Ao fim, a sensação é de que o jogo permanece aberto — e a fala de Ferguson só reforça que, no mundo de Peaky Blinders, nunca se deve descartar um retorno.

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    Kaulo Chiriklo Netflix Peaky Blinders Rebecca Ferguson The Immortal Man
    Thais Bentlin

    Sou formada em Marketing Digital e criadora de conteúdo para web, com especialização no nicho de entretenimento. Trabalho desde 2021 combinando estratégias de marketing com a criação de conteúdo criativo. Minha fluência em inglês me permite acompanhar e desenvolver materiais baseados em tendências globais do setor.

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