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    Cadetes de novas espécies desafiam tradição em Star Trek: Starfleet Academy

    Thais BentlinBy Thais Bentlinjaneiro 23, 2026Nenhum comentário5 Mins Read

    Star Trek sempre viveu de expandir fronteiras, mas a franquia raramente oferece a um ator a chance de inventar uma raça inteira do zero. Foi exatamente essa responsabilidade que caiu no colo de Bella Shepard e George Hawkins em Star Trek: Starfleet Academy, nova aposta do universo criado por Gene Roddenberry.

    Na primeira temporada, ambos carregam o peso — e o privilégio — de apresentar, respectivamente, a Dar-Sha Genesis Lythe e o Khioniano Darem Reymi. A missão envolve mais do que maquiagem e próteses espetaculares: exige estabelecer cultura, gestos e até a forma de encarar o vazio do espaço, tudo sob a batuta de Alex Kurtzman e Noga Landau.

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    A construção de Genesis Lythe e o peso de ser a primeira Dar-Sha

    Durante entrevista coletiva, Bella Shepard não escondeu o frio na barriga ao falar da ausência de “mapa” para interpretar Genesis Lythe. A atriz explica que criar uma Dar-Sha significou detalhar hábitos, crenças e reações sem referência prévia dentro do cânone. O processo começou com conversas intensas com a sala de roteiro liderada por Gaia Violo, que estabeleceu algumas linhas culturais básicas. A partir daí, Shepard preencheu as lacunas com estudo de linguagem corporal e vocal.

    Genesis é descrita pelos roteiros como “alpha cadet” — termo que, na prática, a coloca sempre sob holofotes. Para transmitir autoconfiança, Shepard adotou postura ereta e fala cadenciada, contrastando com o frenesi de outros colegas de turma. A atriz comenta que as cenas em que a personagem enfrenta o vácuo espacial foram as mais desafiadoras: “Criar a ideia de que aquele corpo é biologicamente preparado para a falta de oxigênio mudou tudo no meu jeito de respirar em cena”.

    George Hawkins explica a essência do primeiro Khioniano

    Enquanto Shepard se apoia no mistério em torno dos Dar-Sha, George Hawkins recebe material mais físico para compor Darem Reymi. O personagem revela sua verdadeira forma Khioniana logo no episódio de estreia, realizando uma caminhada espacial sem traje. Hawkins contou que a leitura inicial do roteiro trouxe a sensação de “bênção”, mas também de controle de expectativas: “Não posso pensar na lista de atores lendários que criaram espécies antes, porque meu foco precisa ser a verdade de Darem”.

    Nos bastidores, o ator mergulhou em biologia fictícia para justificar a imunidade do cadete ao vácuo. Ele discutiu com o departamento de efeitos especiais sobre a coloração da pele e a fisiologia adaptada à radiação. Esse cuidado traduz-se em tela quando Darem exibe leve rigidez nos ombros e pisca menos do que um humano, sinalizando economia de umidade corporal. A busca por autenticidade faz eco a trabalhos de elenco afiado e roteiro ousado já vistos em produções como Fallout, da Prime Video.

    Visão de Alex Kurtzman e Noga Landau para a Academia

    O retorno da Academia da Frota a São Francisco, cenário que não recebia cadetes havia 120 anos, parte de uma decisão criativa do showrunner Alex Kurtzman em parceria com Noga Landau. A dupla queria ressaltar a tensão entre tradição e renovação. Ao colocar dois recrutas de origem inédita no centro da trama, eles reforçam a ideia de que o futuro da Federação depende do que ainda não foi catalogado.

    Para chegar lá, Kurtzman dirigiu o episódio piloto e determinou um clima que mistura drama adolescente com diplomacia intergaláctica. Ele orientou o elenco a trabalhar em “camadas”, sempre lembrando que os cadetes ainda são jovens, por mais capazes que pareçam. Já o roteiro de Gaia Violo injeta conflitos familiares como motor. Tanto Genesis quanto Darem carregam a pressão de pais exigentes, ampliando o choque de egos no episódio “Vitus Reflux”, responsável pelo selo Certificado Fresh no Rotten Tomatoes.

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    Cadetes de novas espécies desafiam tradição em Star Trek: Starfleet Academy - Imagem do artigo original

    Imagem: Divulgação

    Conflitos familiares e rivalidade moldam a narrativa

    O episódio 3 serve de campo de batalha para mostrar o embate direto entre Genesis e Darem. A rivalidade nasce na sala de aula, evolui para simuladores de voo e atinge o ápice quando ambos precisam provar capacidade de liderança. Essa disputa deixa de ser apenas acadêmica a partir do momento em que questões pessoais afloram: expectativas familiares altas, sensação de isolamento cultural e o desejo comum de chegar ao posto de capitão.

    Nesse contexto, a química entre Shepard e Hawkins é essencial. Diálogos rápidos revelam a arrogância calculada de Darem e o sarcasmo defensivo de Genesis. A interação atinge tom cômico quando a Dar-Sha se vê obrigada a “podar” o excesso de confiança do Khioniano, criando dinâmica que lembra rivalidades bem-humoradas vistas em thrillers como You, da Netflix. Embora o humor esteja presente, a série nunca perde de vista a competição séria que impulsiona a trama.

    Star Trek: Starfleet Academy vale a pena?

    Com 8,2 de média no IMDb e aprovação inicial elevada, Star Trek: Starfleet Academy surge como peça-chave para expandir a franquia. O destaque vai para o trio de espécies inéditas — Dar-Sha, Khionianos e Kasqianos — conduzido por roteiros que equilibram aventura e dilemas juvenis. A recepção crítica positiva aponta que o público abraçou a proposta de olhar a Federação por olhos novatos.

    Além da boa aceitação, o projeto carrega pedigree de produção: direção de Alex Kurtzman, participação de Gene Roddenberry na criação original e supervisão de Noga Landau. Esses nomes reforçam confiança na consistência do universo apresentado. Para quem acompanha o Salada de Cinema, a série entrega justamente o tipo de construção de mundo que mantém o espectador atento a cada detalhe.

    No fim, a temporada de estreia estabelece bases sólidas. Bella Shepard e George Hawkins mostram que assumir raças inéditas é tarefa inquisitiva e recompensadora, enquanto o roteiro não perde a chance de explorar conflitos internos e externos. Com esses elementos, Star Trek: Starfleet Academy se consolida como capítulo relevante na mitologia da Frota Estelar.

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    Alex Kurtzman Bella Shepard George Hawkins Star Trek Starfleet Academy
    Thais Bentlin

    Sou formada em Marketing Digital e criadora de conteúdo para web, com especialização no nicho de entretenimento. Trabalho desde 2021 combinando estratégias de marketing com a criação de conteúdo criativo. Minha fluência em inglês me permite acompanhar e desenvolver materiais baseados em tendências globais do setor.

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