Mestres do Universo ainda não chegou aos cinemas — a estreia está marcada para 5 de junho de 2026 — mas o diretor Travis Knight já está pensando no que vem a seguir. Em entrevista ao ScreenRant, Knight revelou que tem “imaginado” cenários para uma possível sequência e que há ideias que não couberam no primeiro filme mas que ele quer explorar futuramente.
O cineasta foi direto: a continuidade da franquia não depende dele, mas do público. E essa clareza revela tanto sobre a confiança da produção quanto sobre a pressão que o filme carrega nas costas.
O que Travis Knight quer explorar em Mestres do Universo 2?
Knight deixou claro que o centro de qualquer sequência seria emocional, não espetacular. “Penso no que acontece a seguir com Adam”, disse o diretor. “Para onde vai a próxima fase da vida dele, agora que ele é propriamente o He-Man? O que isso significa?”
A resposta que ele mesmo dá é reveladora: “É sempre sobre relacionamentos para mim. Como esses relacionamentos evoluem daqui para frente?”
Esse foco em vínculos humanos — e não apenas em batalhas épicas — é a mesma filosofia que Knight aplicou em Bumblebee, onde o coração emocional do filme superou as expectativas de um público que esperava apenas ação. A aposta é que o mesmo funcionará com He-Man e o universo de Nicholas Galitzine no papel principal.
Por que Knight trabalhou como se não houvesse segunda chance?
Um detalhe da entrevista merece atenção especial: Knight revelou que dirigiu Mestres do Universo com a mentalidade de que seria sua única oportunidade de contar essa história.
Essa postura — comum na sua carreira — significa que a equipe não guardou nada para depois. Tudo o que cabia no primeiro filme foi colocado ali, sem cálculo de “deixar para a sequência”.
“Acho que é divertido, acho que é empolgante”, disse Knight sobre o resultado. “Acho que tem um coração incrível, acho que conta uma história emocional.” O diretor completou afirmando estar “incrivelmente orgulhoso” do trabalho da equipe e dos atores.
O que sobrou para uma possível sequência, então?
Se Knight usou tudo que tinha para o primeiro filme, o que sobra para um segundo? A resposta está nas próprias palavras dele: há ideias que ele queria incorporar mas não pôde executar neste primeiro capítulo.
Knight mencionou o desejo de aprofundar “aspectos mais profundos” de alguns personagens — sem citar nomes específicos. Considerando que o filme reúne um universo amplo, com figuras como Dolph Lundgren em papel ainda não completamente revelado e Jared Leto como Skeletor, há espaço considerável para expansão.
A franquia original tem décadas de material — personagens, mitologias e conflitos que mal foram arranhados em um único longa. O problema, historicamente, é que reboots ambiciosos raramente chegam ao segundo ato.
A sequência vai acontecer ou depende das bilheterias de junho?
Knight foi honesto ao extremo: “Se os fãs não quiserem sequências, não faremos nenhuma. Mas se quiserem, seremos muito sortudos em desenvolvê-las.”
Essa declaração funciona como pressão velada e convite ao mesmo tempo. O diretor sabe que Mestres do Universo precisa performar nas bilheterias de junho de 2026 para que qualquer plano de continuidade saia do papel.
O mercado de 2026 está competitivo, e um reboot de propriedade nostálgica — por mais que o trailer tenha gerado reações positivas — precisa converter curiosidade em ingresso vendido.
Mestres do Universo tem potencial para uma franquia duradoura?
A pergunta real não é se Knight tem ideias para uma sequência — claramente tem. A pergunta é se Mestres do Universo conseguirá construir uma base de fãs nova o suficiente para sustentar uma franquia, sem depender apenas da nostalgia da geração que cresceu com He-Man nos anos 1980.
Knight parece consciente disso. Sua aposta em storytelling emocional e em relacionamentos como motor narrativo sugere que o objetivo é criar um filme que funcione para quem nunca ouviu falar de Eternia — e não apenas para quem colecionava os bonecos.
Se o público responder na mesma intensidade com que a produção claramente entregou, Travis Knight pode finalmente explorar os “aspectos mais profundos” que ficaram guardados — e He-Man ganha uma segunda chance que o Masters of the Universe de 1987 nunca teve.









