Se você cresceu nos anos 80 e 90, provavelmente passou tardes assistindo a heróis japoneses em armaduras coloridas lutando contra monstros. Círculo de Fogo, o espetáculo de Guillermo del Toro que está em destaque na Netflix, é a versão de 200 milhões de dólares desse sonho.
O filme de 2013 não é uma ficção científica complexa. Com 2 horas e 10 minutos, é a carta de amor mais pura e barulhenta já feita aos filmes de monstros gigantes (Kaijus) e robôs gigantes (Mechas). Círculo de Fogo é a chance de desligar o cérebro e voltar a ser criança.
A história de Círculo de Fogo
O apocalipse não veio do espaço, mas do fundo do oceano. Uma fenda interdimensional se abre no Pacífico, liberando criaturas colossais, os Kaiju, que começam a destruir cidades costeiras. A resposta da humanidade é igualmente grandiosa: Jaegers, robôs gigantes pilotados por duas pessoas conectadas neuralmente.
Por um tempo, os Jaegers seguram a linha de frente. Mas os Kaiju estão evoluindo, ficando mais fortes. O programa Jaeger está sendo desativado. A última esperança reside em um velho robô obsoleto e em dois pilotos quebrados: um ex-herói assombrado pelo passado e uma novata com um trauma a superar.
A paixão de Del Toro pela destruição e pela infância
Círculo de Fogo funciona porque é dirigido por um fã. Guillermo del Toro não está interessado em realismo; ele está interessado em peso. Você sente cada passo metálico dos Jaegers, cada rugido gutural dos Kaiju. O filme é um balé de destruição, onde um robô pode usar um navio cargueiro como taco de beisebol.
A obra atende de maneira espantosa à carência de uma geração que cresceu com Jiraiya e Changeman. É uma aventura simples, mas desmedida, que busca, sem pretensão, satisfazer os adultos de hoje, transformando-os em crianças novamente. Não há ironia aqui, apenas a pura alegria de ver monstros e robôs trocando socos.
A equipe que construiu a batalha pelo Pacífico
A direção do longa é do mestre do fantástico, Guillermo del Toro (A Forma da Água), que co-escreveu o roteiro com Travis Beacham.
Círculo de Fogo vive na energia de seu elenco. Charlie Hunnam, como o piloto Raleigh Becket, traz o peso do herói relutante; ele não quer voltar para a luta, mas o chamado é mais forte.
Idris Elba, como o marechal Stacker Pentecost, é a personificação da autoridade; seu discurso para “cancelar o apocalipse” é um dos momentos mais icônicos do cinema de ação recente.

E Rinko Kikuchi, como a novata Mako Mori, é o coração emocional do filme; sua jornada para superar o trauma é tão importante quanto a batalha final. O filme foi indicado ao Oscar de Melhores Efeitos Visuais.
A obra é uma recomendação essencial para quem ama o gênero. É um espetáculo visual feito com paixão, perfeito para quem adora uma boa ação. Círculo de Fogo está na Netflix.
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