Bob Odenkirk voltou a falar sobre o destino de Nobody 3. Mesmo após dois longas elogiados, a franquia ainda não teve a continuação confirmada pela Universal Pictures.
Durante o tapete vermelho do Saturn Awards, o ator e produtor explicou que tem ideias para mais dois capítulos, mas segue sem resposta do estúdio. A seguir, veja como a bilheteria, as atuações e o caminho criativo podem influenciar essa decisão.
Bilheteria mantém esperança de Nobody 3
Nobody 2 chegou aos cinemas em agosto de 2025, quatro anos depois do original. O longa arrecadou pouco mais de US$ 43 milhões, valor inferior aos US$ 57,5 milhões do primeiro filme. Como o orçamento subiu para US$ 27 milhões, a sequência não atingiu com folga o ponto de equilíbrio, mas empurrou a série além da marca de US$ 100 milhões somando as duas bilheterias.
Esse resultado mantém viva a possibilidade de uma terceira parte. A Universal vem colaborando com a 87North Productions há quatro anos – parceria que inclui projetos variados, como a cinebiografia do Bon Jovi e a continuação de Violent Night. O histórico sugere que o estúdio prefere consolidar marcas já conhecidas do público.
Atuação de Bob Odenkirk e elenco de retorno
No papel de Hutch Mansell, Odenkirk equilibra o humor ácido de um homem comum com a letalidade de um ex-agente do governo. A composição rendeu ao ator um novo nicho no cinema de ação, diferente do advogado Saul Goodman que o tornou famoso. A boa recepção do público ao protagonista explica a intenção de prolongar a jornada do personagem.
Nobody 2 trouxe de volta Connie Nielsen, Christopher Lloyd e RZA. Nielsen, especialmente, ganhou mais espaço e demonstrou habilidade em cenas de combate, abrindo margem para que Becca Mansell tenha papel ativo caso o terceiro filme receba sinal verde.
Direção sangrenta de Timo Tjahjanto
O indonésio Timo Tjahjanto, conhecido pela violência estilizada, comandou o segundo capítulo. Segundo Odenkirk, o diretor “deixou tudo muito sangrento”, o que pode ter refletido tanto na classificação indicativa quanto no apelo comercial. Entre as sequências mais comentadas está a briga dentro de um barco turístico, inspirada nos filmes de Jackie Chan, mas turbinada por litros de sangue cenográfico.
Em conversa com repórteres, o astro cogitou dois caminhos para Nobody 3: manter a pegada aventuresca ou mergulhar em uma atmosfera ainda mais sombria – “talvez o filme mais violento que você já viu”, afirmou. Essa dualidade será decisiva para escolher o novo diretor, já que o tom influencia diretamente no orçamento e na classificação.
Imagem: Divulgação
Roteiro de Derek Kolstad ainda tem história para contar
Criador de John Wick, Derek Kolstad imaginou Hutch como o oposto do matador de Keanu Reeves: um pai esforçado que tenta suprimir o passado. O final de Nobody 2 deixou pendências, principalmente a dívida que o protagonista contraiu com o Barber (Colin Salmon). Esse gancho fornece motivação narrativa sem precisar reinventar todo o universo.
Kolstad e Aaron Rabin assinaram o último roteiro e já esboçaram tramas centradas no casal Hutch e Becca. O episódio em que eles se conheceram – ele coberto de sangue após uma missão – pode render flashbacks. Há, portanto, material dramático e de ação suficiente para sustentar mais um longa, caso o estúdio aprove.
Vale a pena assistir à franquia Nobody?
Os dois filmes carregam avaliações positivas no Rotten Tomatoes: 83 % para o original e 76 % para a continuação, ambas com selo “Certified Fresh”. A recepção sugere consistência na mistura de humor negro e pancadaria coreografada.
Apesar de a bilheteria da sequência ter ficado aquém do esperado, o desempenho foi suficiente para cobrir o custo de produção. Além disso, o carisma de Odenkirk e a inventividade nas cenas de luta continuam atraindo fãs de ação que buscam alternativas às grandes franquias.
Enquanto a Universal não bate o martelo sobre Nobody 3, os dois capítulos existentes oferecem um pacote enxuto: 89 minutos cada, ritmo acelerado e espaço para personagens coadjuvantes brilharem. Para quem curte ação estilizada com pitadas de humor, a maratona vale o ingresso — e aguardar o desfecho dessa história pode ser parte da diversão para os leitores do Salada de Cinema.


