Em um mundo onde a educação é digital e a vida é corrida, um homem decidiu criar seus filhos à margem. Capitão Fantástico, o aclamado filme de 2016, voltou a ter destaque no streaming. E grande parte de seu sucesso, está ligado ao fato dele ser um manifesto filosófico que questiona o que realmente significa ser “educado” e “civilizado”.
Disponível no Prime Video, Capitão Fantástico conta com a duração de 1 hora e 58 minutos e é um dos melhores de Viggo Mortensen, com uma nota sólida de 7.8 no IMDb. A obra é uma jornada de volta à civilização que te faz rir, chorar e questionar cada pilar da sua vida moderna, preparado para se encantar?
Qual é a história de Capitão Fantástico?
Nas vastas florestas do Noroeste do Pacífico, Ben Cash (Viggo Mortensen) criou seus seis filhos em total isolamento. Eles vivem fora do sistema, sem celulares, sem escolas.
As crianças são ensinadas a caçar, a falar seis idiomas, a debater filosofia e a sobreviver a qualquer custo. O mundo deles é um paraíso de autossuficiência e aprendizado rigoroso.
Essa utopia é forçada a acabar. Uma tragédia familiar os obriga a voltar à sociedade. Pela primeira vez, os filhos de Ben, que são gênios intelectuais, precisam enfrentar o mundo que ele despreza.
A série de encontros hilários e constrangedores com a cultura pop, o fast-food e a família “normal” de sua falecida esposa se torna o grande teste. Ben precisa decidir se está protegendo seus filhos ou os isolando da única realidade que existe.
A análise do filme
A força de Capitão Fantástico está na ambiguidade moral. A direção e o roteiro de Matt Ross se recusam a dar respostas fáceis. O filme não romantiza o isolamento. Vemos os benefícios (a inteligência, a força) e os custos (a inadaptação social) dessa educação radical.
A obra funciona como um espelho da nossa sociedade. A cada confronto entre a inteligência brutal dos filhos de Ben e a mediocridade da vida suburbana, o filme faz uma crítica sutil, mas afiada. A grande questão é: o amor é o suficiente para justificar o isolamento total?
O elenco e a produção que dão rosto à utopia
O filme é dirigido e escrito por Matt Ross. A obra é inteiramente sustentada pela performance de Viggo Mortensen. Ele constrói Ben Cash com uma integridade feroz. Seu olhar carrega a convicção de quem está certo e, ao mesmo tempo, o pânico de quem percebe que pode ter arruinado a vida de seus filhos.

Mortensen recebeu uma indicação ao Oscar por este papel. George MacKay e Samantha Isler interpretam os filhos com uma naturalidade que vende a ideia da utopia.
A eles se junta Frank Langella (Jack), o sogro que representa o extremo oposto de Ben, a voz da civilidade e do sistema. Com nota 7.8/10 no IMDb, a obra é um sucesso. Se você busca um filme que te faz rir, chorar e, mais importante, questionar cada decisão que você tomou na vida, esta é a sua sessão.
A obra nos deixa com uma reflexão: a liberdade total é linda. Mas o que fazer com ela quando você percebe que seus filhos precisam de um pouco de conforto, em vez de apenas verdade? Capitão Fantástico no Prime Video, vai responder para você!
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