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    Dark terminou há cinco anos, mas Dark Matter preenche o vazio das séries de viagem no tempo

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    By Thais Bentlin on janeiro 5, 2026 Séries

    Quando Dark se despediu da Netflix em 2020, muitos fãs de ficção científica sentiram que nenhum outro título conseguiria ocupar o espaço deixado pela produção alemã. A trama sobre paradoxos temporais, traumas geracionais e amores predestinados virou referência imediata no gênero.

    Quase quatro anos depois, Dark Matter chegou ao catálogo da Apple TV+ e rapidamente atraiu comparações. Baseada no livro de Blake Crouch, a série troca buracos de minhoca por realidades paralelas, mas mantém o foco no dilema humano por trás dos experimentos científicos.

    Séries de viagem no tempo ganham novo fôlego com Dark Matter

    Dark é lembrada como uma das séries de viagem no tempo mais complexas já lançadas. Entre 2017 e 2020, o formato de três temporadas narrou loops causais, bootstrap paradoxes e linhas do tempo cruzadas envolvendo quatro famílias na fictícia Winden. O enredo desenvolvido por Baran bo Odar e Jantje Friese chegou ao fim com desfecho considerado natural, sem pontas soltas.

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    No entanto, a despedida deixou um vácuo criativo para quem aprecia narrativas que misturam amor, filosofia e física. É exatamente esse público que a Apple TV+ mira com Dark Matter, estreada em 7 de maio de 2024. A produção acompanha o físico Jason Dessen, vivido por Joel Edgerton, raptado por uma versão de si mesmo e lançado em dimensões múltiplas. A cada tentativa de retorno à própria realidade, o personagem se depara com versões alternativas de sua esposa Daniela (Jennifer Connelly) e da vida que poderia ter levado.

    Assim como Dark, Dark Matter explora o preço das escolhas e a obsessão por um destino idealizado. Enquanto a série alemã mostrava dois jovens destinados a se amar mesmo que isso destruísse o mundo, a adaptação do livro de Crouch coloca o protagonista diante do arrependimento de caminhos não escolhidos. Em ambos os casos, o romance funciona como motor dramático que faz o espectador relevar, ou até mesmo buscar, a complexidade dos conceitos científicos.

    Ainda na primeira temporada, Dark Matter apresenta estrutura linear, facilitando a entrada de quem se intimida com cronogramas confusos. A simplicidade é apenas aparente: episódios finais trazem colapso de múltiplas versões de Jason, demonstrando que o roteiro não pretende poupar o público de reflexões existenciais. O streaming já confirmou a segunda temporada, sinal de confiança na escalada de desafios quânticos.

    Entre os pontos de convergência, chama atenção a maneira como ambas as produções usam diagramas visuais para explicar paradoxos ou ramificações de realidade. Em Dark, o quadro-negro na caverna virou ícone. Em Dark Matter, a “caixa de Schrödinger” ganha forma física no laboratório clandestino que permite deslocamento dimensional. A iconografia ajuda a transformar teorias abstratas em algo palpável, recurso decisivo para engajar quem procura séries de viagem no tempo que não sejam meramente expositivas.

    Dark terminou há cinco anos, mas Dark Matter preenche o vazio das séries de viagem no tempo - Imagem do artigo original

    Imagem: Divulgação

    Amor, culpa e múltiplos caminhos: o elo temático que aproxima as duas produções

    Nas duas histórias, a ciência serve de pano de fundo para discutir sentimentos universais. Em Dark, o elo entre Jonas e Martha atravessa séculos de dor, provando que uma relação pode se tornar catalisadora de catástrofes. Já em Dark Matter, Jason descobre que nenhuma versão de sucesso profissional compensa perder a cumplicidade de Daniela. Amor vira bússola moral, ainda que leve os personagens a decisões extremas.

    Para o espectador acostumado a novelas e doramas, a pegada melodramática não passa despercebida. Cada dobra de realidade confronta o casal com renúncias, ciúme e perdão, ingredientes comuns em folhetins tradicionais. A diferença está no palco high-tech onde esses sentimentos se desenrolam, mesclando emoção familiar a teorias quânticas. O resultado agrada quem busca séries de viagem no tempo que entreguem tanto suspense quanto tensão romântica.

    Na prática, Dark Matter não pretende substituir Dark por completo, algo reconhecido pelo próprio criador Blake Crouch. Ainda assim, a novidade da Apple TV+ oferece frescor ao subgênero, aliado a fotografia polida e elenco premiado. Para assinantes que ainda lamentam o fim da produção alemã, a saga de Jason surge como convite para voltar a questionar destino, livre-arbítrio e as consequências de amar além da lógica.

    Com a confirmação de uma segunda temporada, a expectativa é que Dark Matter aprofunde suas brincadeiras narrativas — quem sabe incluindo linhas temporais mais caóticas, ao gosto dos fãs de Winden. Enquanto isso, o streaming amplia a oferta de ficções científicas de alto conceito e incentiva a comparação saudável entre catálogos. Para o público do site Salada de Cinema, surge a oportunidade de acompanhar outra jornada intrigante, que testa fórmulas de amor e ciência em igual medida.

    Ficha técnica

    Dark

    • Lançamento: 2017–2020 (3 temporadas)

    • Produtora: Netflix

    • Gênero: ficção científica, suspense, drama familiar

    • Criadores: Baran bo Odar, Jantje Friese

    Dark Matter

    • Estreia: 7 de maio de 2024 (1ª temporada), renovada para 2ª

    • Produtora: Apple TV+

    • Gênero: ficção científica, thriller, drama

    • Criador: Blake Crouch

    • Elenco principal: Joel Edgerton, Jennifer Connelly

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    Thais Bentlin
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    Sou formada em Marketing Digital e criadora de conteúdo para web, com especialização no nicho de entretenimento. Trabalho desde 2021 combinando estratégias de marketing com a criação de conteúdo criativo. Minha fluência em inglês me permite acompanhar e desenvolver materiais baseados em tendências globais do setor.

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