Planos são feitos para dar errado. E ninguém prova isso de forma mais hilária e caótica do que a protagonista de O Plano de Maggie. A comédia de 2015, dirigida por Rebecca Miller, é um estudo sobre a Geração Y tentando controlar o incontrolável: o coração.
Com Greta Gerwig no centro do furacão, O Plano de Maggie parece uma versão moderna dos triângulos amorosos neuróticos de Woody Allen. É um filme sobre pessoas inteligentes tomando decisões terrivelmente estúpidas em nome do amor, disponível assistir no Prime Video.
A história de O Plano de Maggie
Maggie tem um plano. Independente e prática, ela decide ter um filho sozinha, via inseminação artificial. Tudo está meticulosamente organizado. Até que ela conhece John, um professor universitário preso em um casamento infeliz com a intimidadora Georgette, uma acadêmica dinamarquesa.
Maggie se apaixona. O plano do bebê é adiado. Novo plano: salvar John de seu casamento tóxico. Ela consegue. Eles se casam, têm uma filha. Mas a vida real não se encaixa no plano.
Maggie se vê sobrecarregada, cuidando dos filhos de John, de sua própria filha e do marido, que parece mais infantil do que nunca. Ela percebe que ele ainda ama Georgette. Novo plano: fazer com que os dois voltem a ficar juntos.
A comédia que ri da nossa necessidade de controle
A genialidade de O Plano de Maggie está na sua protagonista. Greta Gerwig não interpreta Maggie; ela a encarna com uma mistura de otimismo ingênuo e uma necessidade quase patológica de “consertar” a vida das pessoas. O filme ri não dela, mas conosco, de nossa própria tendência a acreditar que podemos roteirizar o amor.
Rebecca Miller dirige a obra como uma farsa sofisticada. Os diálogos são rápidos, cheios de referências literárias e uma ironia que nunca se torna cruel.
A produção entende que as pessoas mais inteligentes são, muitas vezes, as mais cegas para as verdades óbvias sobre seus próprios corações. O filme não julga; apenas observa, com um sorriso no rosto, o castelo de cartas desmoronar.
O elenco e a produção por trás do caos calculado
O Plano de Maggie é escrito e dirigido por Rebecca Miller (A Vida Íntima de Pippa Lee). A obra vive na performance central de Greta Gerwig (Frances Ha, diretora de Barbie).
Sua Maggie é o motor da comédia; vemos a lógica absurda de seus planos se formar em seu olhar esperançoso. Ethan Hawke, como John, constrói o intelectual narcisista com uma vulnerabilidade que o impede de ser apenas um canalha; ele é o homem perdido que Maggie tenta salvar, sem perceber que ele não quer ser salvo.

E Julianne Moore, como Georgette, rouba cada cena. Sua acadêmica dinamarquesa não é uma vilã; é uma força da natureza, uma mulher tão intimidadora quanto hilária.
Com 86% de aprovação no Rotten Tomatoes, o filme é uma recomendação para quem busca uma comédia romântica inteligente. É uma obra que te faz rir das voltas que o amor dá, mesmo quando elas nos levam de volta ao ponto de partida.
O Plano de Maggie nos deixa com uma lição irônica: os melhores planos são aqueles que a vida faz por nós, geralmente quando estamos ocupados demais fazendo os nossos próprios.
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