A franquia Pânico acaba de ganhar um novo capítulo de sucesso financeiro. Mesmo carregando a pior avaliação crítica da série e cercado de controvérsias, Scream 7 encerra o primeiro fim de semana nos Estados Unidos com números muito acima das previsões iniciais.
De acordo com dados divulgados na manhã de sábado, o longa acumulou US$ 60 milhões em apenas três dias, resultado que ultrapassa em mais de US$ 15 milhões as projeções mais otimistas para o período de estreia.
Estreia doméstica bate recorde da franquia
O sétimo filme do icônico Ghostface deixa para trás o desempenho de Scream VI, antigo recordista com US$ 44,4 milhões, e assume a ponta como a melhor abertura doméstica da marca em três décadas de história. Além disso, Scream 7 garantiu o primeiro lugar nas bilheterias do fim de semana, superando com folga o drama Wuthering Heights, que ficou na casa dos US$ 32,8 milhões.
O resultado ganha ainda mais relevância ao notar que o terror estrelado por Neve Campbell chega aos cinemas com apenas 33% de aprovação no Rotten Tomatoes, o pior índice da série – até então, o ponto mais baixo era de Scream 3, com 45%. A rejeição crítica, no entanto, não afastou o público, que lotou as salas e impulsionou o longa a uma abertura que já iguala o montante global inicialmente esperado pelos analistas.
Produção enxuta e retorno rápido do investimento
Com orçamento de produção estimado em US$ 45 milhões, a nova caça ao Ghostface recuperou o investimento de forma relâmpago. O desempenho inicial cobre todo o custo de filmagem e ainda coloca o projeto a caminho do ponto de equilíbrio, calculado em torno de US$ 112,5 milhões.
Os números também apontam para uma possível estreia mundial acima de US$ 80 milhões, já que os US$ 60 milhões contabilizados referem-se apenas ao mercado norte-americano. Os totais internacionais serão conhecidos no domingo e podem alavancar ainda mais o saldo positivo do projeto.
Impacto das críticas e controvérsias no desempenho futuro
Apesar da arrancada, o fôlego de Scream 7 nas próximas semanas permanece uma incógnita. Lançamentos de terror costumam concentrar boa parte da receita nos primeiros dias e, não raramente, sofrem quedas de 60% ou mais no segundo fim de semana. A isso somam-se fatores externos que rondam a produção.
Entre eles, a demissão de Melissa Barrera – protagonista dos dois capítulos anteriores – após postagens pró-Palestina em redes sociais. A decisão provocou campanhas de boicote e adicionou tensão ao lançamento. Especialistas apontam que a polêmica pode ter limitado um desempenho ainda mais expressivo e pode continuar influenciando a trajetória de bilheteria nas próximas semanas.
Imagem: Jeffrey er
Perspectivas de continuação sob comando de Kevin Williamson
Dirigido por Kevin Williamson, que também assina o roteiro ao lado de Guy Busick e James Vanderbilt, Scream 7 não deixa ganchos óbvios para uma sequência. Mesmo assim, o cineasta revelou já ter conversado com a intérprete de Sidney Prescott sobre ideias para um possível Scream 8.
Se a atual trajetória se mantiver – e o filme conseguir reduzir perdas típicas da segunda semana – a Paramount deve dar sinal verde para esse próximo passo. A consistência do público fã do Slasher e o interesse renovado no legado de Ghostface servem de termômetro animador para que a série continue em alta.
Scream 7 vale o ingresso?
A nota baixa no Rotten Tomatoes indica que a nova matança de Ghostface não agrada a todos. Ainda assim, o público demonstra curiosidade em conferir o reencontro de Neve Campbell e Courteney Cox com seus personagens históricos. Para quem acompanha a saga desde os anos 1990, pesa também o fator nostalgia, capaz de superar a recepção fria da crítica.
O elenco veterano, aliado ao texto escrito por nomes experientes da franquia, garante ao menos uma entrega fiel ao espírito original, mesmo que a execução divida opiniões. Quem busca uma avaliação detalhada dos acertos e tropeços pode conferir a crítica completa de Scream 7 publicada aqui no Salada de Cinema.
No fim, a curiosidade em torno das polêmicas fora de cena, somada à força de um antagonista clássico do terror, ajuda a explicar o magnetismo que lotou sessões. Se a sua prioridade é acompanhar de perto os rumos culturais do gênero slasher – e entender por que o filme já superou títulos de grande orçamento como Avatar: Fogo e Cinzas no noticiário recente – a ida ao cinema pode valer a pena, ainda que apenas para formar a própria opinião sobre o capítulo mais controverso da franquia.









