Ghostface atacou novamente — e, desta vez, o alvo foi a bilheteria norte-americana. A continuação Scream 7, lançada três décadas após o filme original, tornou-se o quarto título da saga a romper a barreira de US$ 100 milhões nos Estados Unidos.
O feito impressiona não apenas pelo valor alcançado, mas pela velocidade: bastaram 15 dias em cartaz para que a produção superasse a marca, quebrando o recorde interno que pertencia a Scream VI, conquistado em 28 dias.
Scream 7 supera estreia anterior e desbanca recorde interno
Dirigido por Kevin Williamson — roteirista dos dois primeiros filmes e agora no comando total do projeto —, o novo capítulo abriu com expressivos US$ 63,6 milhões. O número pulou à frente do lançamento de Scream VI, que havia começado com US$ 44,4 milhões.
No entanto, a maré oscilou rapidamente. A segunda semana registrou queda de 73,3%, a pior da história da franquia, superando a retração de 62,4% vista em Scream 4 (2011). Mesmo assim, o longa reagiu: segundo a Deadline, o terror adicionou US$ 2,2 milhões apenas na sexta-feira mais recente, alcançando US$ 100,4 milhões no mercado doméstico.
Comparativo de desempenho dentro da série
Até agora, somente quatro produções de Pânico alcançaram a casa das nove cifras nos EUA. A tabela abaixo sintetiza o tempo que cada filme levou para romper o teto e seus totais atualizados:
- Scream (1996): 157 dias+ | US$ 103 mi doméstico
- Scream 2 (1997): 135 dias+ | US$ 101,4 mi doméstico
- Scream VI (2023): 28 dias | US$ 108,4 mi doméstico
- Scream 7 (2026): 15 dias | ~US$ 105,6 mi (projeção até domingo)
Com essa rapidez, o sétimo longa tem tudo para ultrapassar o desempenho final de Scream VI ainda na terceira semana de exibição. A diferença necessária é de apenas US$ 2,8 milhões, valor que o histórico recente sugere ser atingido sem dificuldade.
Elenco veterano sustenta o interesse do público
A presença de Neve Campbell como Sidney Prescott continua sendo o principal chamariz para fãs antigos. Ao lado dela, Courteney Cox retoma o papel da repórter Gale Weathers, garantindo o elo emocional com as obras lançadas desde 1996.
Embora o Rotten Tomatoes aponte 31% de aprovação — o índice mais baixo no universo Scream —, a bilheteria reforça que a nostalgia pesa mais que a crítica negativa. A dobradinha de Campbell e Cox sustenta a narrativa e, de quebra, agrega valor promocional; aparato semelhante vem ocorrendo em outras franquias de horror, como a que deverá ganhar continuação em Sexta-Feira 13.
Imagem: Jessica Miglio
Roteiro enxuto e orçamento controlado impulsionam lucratividade
Com custo estimado em US$ 45 milhões, Scream 7 precisa de algo em torno de US$ 112,5 milhões para atingir o ponto de equilíbrio. O patamar já está ao alcance, considerando os US$ 153 milhões globais reportados até o momento.
O roteiro assinado por Williamson, Guy Busick e James Vanderbilt segue a fórmula de metalinguagem e comentários sobre o próprio gênero, mas aposta em ritmo mais enxuto — a montagem de 114 minutos é a segunda mais curta da série. Mesmo sob críticas, essa estratégia manteve as sessões cheias durante o primeiro fim de semana e facilitou o boca a boca positivo entre fãs de terror slasher.
Vale a pena assistir Scream 7 nos cinemas?
Para quem acompanha a saga desde os anos 1990, o filme representa um reencontro com ícones que ajudaram a redefinir o terror adolescente. A bilheteria robusta indica que o interesse do público continua alto e que a experiência coletiva na sala escura segue sendo parte da diversão.
O enredo mantém a autoconsciência típica da marca, misturando sustos, humor ácido e referências a produções contemporâneas. Ainda que a recepção crítica seja morna, o longa entrega o pacote tradicional: máscara, ligações telefônicas sinistras e reviravoltas sanguinolentas.
Para espectadores que buscam puro entretenimento e atmosfera nostálgica, Scream 7 cumpre o compromisso. E, com a possibilidade de um oitavo capítulo já no horizonte, ver a produção no cinema é, além de divertido, a chance de participar do fenômeno que mantém Ghostface pulsando nas telonas.









