Ghostface prepara mais um susto – desta vez, nas bilheterias. Pânico 7 (Scream 7) chega aos cinemas em 27 de fevereiro com previsão de abertura doméstica que pode alcançar a marca dos US$ 45 milhões.
Se o valor se confirmar, o longa conquista o maior fim de semana de estreia da série iniciada em 1996 e reforça a força da marca três décadas depois da primeira aparição da máscara branca.
Projeção de estreia coloca Pânico 7 perto de recorde
De acordo com dados divulgados pelo The Hollywood Reporter, o sétimo filme deve faturar entre US$ 40 e 45 milhões nos seus três primeiros dias nos Estados Unidos. A faixa revisada supera as estimativas iniciais, que giravam em torno de US$ 35 milhões até o início de fevereiro.
O teto das projeções leva Pânico 7 a brigar diretamente com o desempenho de Pânico VI, que abriu com US$ 44,4 milhões em 2023. Se ultrapassar esse valor, o novo capítulo assume isolado o posto de maior lançamento da franquia em números nominais. Ajustando-se os ingressos à inflação, ele ainda ocuparia a quarta colocação, atrás dos três primeiros longas lançados entre 1996 e 2000.
Mesmo assim, o thriller já desponta como a maior estreia doméstica de 2026 até o momento, deixando para trás os US$ 32,8 milhões registrados por Wuthering Heights. A tendência é que esse título permaneça por pelo menos três semanas, até a chegada de Project Hail Mary, aventura espacial estrelada por Ryan Gosling.
Impacto do retorno do elenco legado
Boa parte do apelo comercial de Pânico 7 recai sobre a volta de nomes que se tornaram sinônimo da série. Neve Campbell retorna ao papel de Sidney Prescott, acompanhada de Courteney Cox como Gale Weathers e David Arquette vivendo mais uma vez Dewey Riley. Matthew Lillard e Scott Foley também figuram na lista de participações especiais, reforçando a nostalgia para fãs de longa data.
A reunião do elenco original, somada a figuras que marcaram as sequências recentes, funciona como combustível promocional. O estúdio aposta na química já testada entre Campbell, Cox e Arquette para atrair espectadores que acompanham a trajetória desde os anos 1990.
No entanto, o filme não contará com Melissa Barrera, presente nos capítulos de 2022 e 2023. A atriz foi desligada da produção em 2023 após postagens nas redes sociais em apoio à causa palestina, fato que gerou polêmica e incentivou chamadas de boicote nas mesmas plataformas. Resta saber se a controvérsia terá impacto significativo além das redes, mas até o momento as previsões continuam robustas.
Kevin Williamson assume a direção e o roteiro
Figura central no sucesso inicial da saga, Kevin Williamson estreia na direção em Pânico 7. Roteirista dos três primeiros filmes e produtor envolvido nas últimas sequências, o cineasta agora acumula a função de comandar o set, repetindo a parceria de bastidores com Guy Busick e James Vanderbilt na elaboração do roteiro.
O orçamento divulgado é de US$ 45 milhões. O valor, relativamente contido para um título de apelo global, coloca a produção numa posição confortável: basta repetir a menor estimativa de abertura doméstica para igualar praticamente todo o custo de produção. Caso alcance os US$ 60 milhões projetados para o mercado mundial no mesmo fim de semana, o longa estará mais da metade do caminho rumo ao ponto de equilíbrio calculado em US$ 112,5 milhões.
Imagem: Divulgação
O investimento enxuto segue a lógica adotada pelos estúdios em slashers recentes, que geralmente misturam elencos consagrados com talentos emergentes sem inflar tanto os custos, garantindo margem de lucro mais rápida.
Comparativo financeiro com os capítulos anteriores
Para mensurar o peso da estreia de Pânico 7, vale observar o histórico de bilheteria dos capítulos passados. O original de 1996 arrecadou modestos US$ 6,3 milhões no primeiro fim de semana, mas ganhou força com o boca a boca e fechou com US$ 173 milhões globais. O fenômeno impulsionou Pânico 2 e Pânico 3, que também abriram acima de US$ 30 milhões cada.
Já Pânico 4, lançado em 2011, sofreu com a longa espera entre sequências e estreou com US$ 18,7 milhões. A retomada voltou a acelerar em 2022, quando o reboot batizado apenas de Pânico (sem numeração) marcou US$ 30 milhões de início e alcançou US$ 138,8 milhões ao redor do mundo.
Pânico VI, até então detentor do recorde da franquia, abriu com US$ 44,4 milhões e encerrou a carreira internacional em US$ 169,1 milhões. Caso o sétimo filme apresente desempenho semelhante, os analistas projetam receita entre US$ 152,4 e 171,4 milhões globalmente. Números suficientes para consolidar o projeto como mais um acerto comercial dentro do portfólio da Paramount, que recentemente esteve envolvida em negociações de alto valor, como o movimento relatado na oferta de compra da Warner Bros..
Vale a pena assistir Pânico 7?
Para quem acompanha a série slasher desde o início, Pânico 7 promete resgatar o espírito do original com o retorno do trio protagonista e a presença de Kevin Williamson no comando criativo. A mistura de nostalgia e renovação costuma agradar a esse público específico.
Do ponto de vista de mercado, a expectativa de abertura recorde indica alto interesse popular; logo, espectadores curiosos sobre fenômenos culturais provavelmente encontrarão motivo para conferir o filme ainda no primeiro fim de semana.
Já quem procura apenas entretenimento pontual encontrará uma produção de orçamento controlado, ritmo ágil e atmosfera familiar, características que tornaram a marca Pânico um sucesso constante. Fica, portanto, a decisão de cada cinéfilo pesar se a volta de Ghostface merece um ingresso – o Salada de Cinema acompanhará de perto os resultados finais.



