Close Menu
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Salada de Cinema
    • Criticas
    • Filmes
    • Séries
    • Animes
    • Quadrinhos
    • Listas
    Facebook X (Twitter) Instagram YouTube
    Salada de Cinema
    Início » CRÍTICA | Peaky Blinders: The Immortal Man traz Rebecca Ferguson como herdeira espiritual de Polly Gray

    CRÍTICA | Peaky Blinders: The Immortal Man traz Rebecca Ferguson como herdeira espiritual de Polly Gray

    0
    By Thais Bentlin on março 20, 2026 Filmes

    Peaky Blinders: The Immortal Man chega à Netflix em 20 de março ostentando 93% de aprovação no Rotten Tomatoes e a expectativa de manter o alto nível da série original. A grande questão era quem ocuparia o vácuo deixado por Polly Gray, matriarca interpretada pela inesquecível Helen McCrory. Rebecca Ferguson assume o desafio ao viver Kaulo, figura romani capaz de resgatar o componente místico que sempre permeou a família Shelby.

    Nesta crítica, o Salada de Cinema analisa como Ferguson honra o legado de McCrory, avalia a química com Cillian Murphy e observa as escolhas do diretor Tom Harper e do roteirista Steven Knight para sustentar a aura trágica, porém sedutora, que tornou a marca tão popular.

    A sombra de Polly Gray paira sobre Kaulo

    Kaulo surge em cena carregando o mesmo misto de autoridade silenciosa e espiritualidade que fez de Polly Gray um pilar da narrativa. Segundo a própria Ferguson, bastou ler no roteiro a frase “você não esperava que um pássaro voasse para dentro” — dita por Tommy Shelby — para compreender que a personagem funcionaria como espelho de sua antecessora. O resultado é uma atuação baseada na contenção: poucas palavras, muitos olhares e a sensação constante de que Kaulo enxerga além do momento presente.

    Esse posicionamento remete diretamente ao que McCrory fez nas cinco primeiras temporadas. Ao invés de copiar trejeitos, Ferguson busca a mesma energia, respeitando a memória da intérprete original. A comparação é inevitável, mas a força de Kaulo está justamente em não tentar ser Polly; ela apenas ocupa o espaço de conselheira implacável, capaz de alertar Tommy sobre perigos que ultrapassam a lógica.

    A química entre Rebecca Ferguson e Cillian Murphy

    Cillian Murphy, agora também produtor executivo, volta a vestir o terno escuro de Tommy Shelby em um momento de isolamento autoimposto. É Kaulo quem o arranca dessa reclusão ao pedir ajuda para salvar Duke (Barry Keoghan) das garras de simpatizantes nazistas. A dupla constrói uma relação de respeito instantâneo, lembrando a dinâmica tensa que Tommy mantinha com Polly.

    Continue lendo

    • Imagem destacada - ELENCO | Rebecca Ferguson não fecha portas para retorno ao universo Peaky Blinders após The Immortal Man
      FilmesELENCO | Rebecca Ferguson não fecha portas para retorno ao universo Peaky Blinders após The Immortal Man
    • Imagem destacada - NOTÍCIA | Barry Keoghan assume papel de Duke Shelby em Peaky Blinders: O Homem Imortal
      FilmesNOTÍCIA | Barry Keoghan assume papel de Duke Shelby em Peaky Blinders: O Homem Imortal
    • Imagem destacada - CRÍTICA | O desfecho de Tommy Shelby em Peaky Blinders: The Immortal Man encerra era com tiro de misericórdia
      FilmesCRÍTICA | O desfecho de Tommy Shelby em Peaky Blinders: The Immortal Man encerra era com tiro de misericórdia

    Murphy reconheceu publicamente que as duas personagens “pertencem à mesma tradição”, e isso transparece na tela. Ferguson contracena sem medo de disputar o centro da atenção e entrega respostas frias que equilibram a intensidade do protagonista. Esse embate de egos faz o público recordar o duelo de atuações visto em outros projetos recentes, como aquele entre Ethan Hawke e Russell Crowe em The Weight, reforçando como boas parcerias podem elevar um roteiro.

    Direção de Tom Harper mantém a tensão

    Tom Harper, que já havia conduzido episódios da série, assume a cadeira de diretor no longa de 112 minutos. Ele opta por enquadramentos fechados, luz difusa e cores soturnas, preservando o visual industrial que marcou Peaky Blinders. As cenas em que Kaulo profere presságios trazem movimentos de câmera lentos, quase cerimoniais, ressaltando o magnetismo de Ferguson.

    CRÍTICA | Peaky Blinders: The Immortal Man traz Rebecca Ferguson como herdeira espiritual de Polly Gray - Imagem do artigo original

    Imagem: Divulgação

    Quando a trama exige ação, Harper recorre a cortes secos e trilha percussiva para acelerar o coração do espectador. Nada parece gratuito: cada tiro, cada explosão e cada silêncio reforçam o peso das escolhas morais. O trabalho de montagem também evita excessos, o que deixa as atenções focadas no conflito interno de Tommy e na tentação que ronda Duke.

    Roteiro de Steven Knight expande o legado

    Steven Knight, criador da série, sabe que o público chega ao filme com o luto por Polly ainda fresco. Por isso, insere diálogos que reconhecem a ausência da matriarca e apontam Kaulo como “o pássaro” inesperado. O texto delineia paralelos claros entre as duas figuras femininas sem transformar a nova personagem em substituta rasa.

    Ao mesmo tempo, Knight planta sementes para futuras extensões da franquia — já confirmada para uma série situada em 1953. A presença do vilão Beckett, interpretado por Tim Roth, evidencia que o submundo europeu do pós-guerra seguirá rendendo histórias. O roteirista equilibra fan service, ao trazer de volta nomes como Ada (Sophie Rundle) e Johnny Dogs (Packy Lee), e novidades capazes de sustentar um novo ciclo narrativo.

    Vale a pena assistir Peaky Blinders: The Immortal Man?

    Com 93% de aprovação inicial, Peaky Blinders: The Immortal Man cumpre a missão de evoluir a saga Shelby sem trair suas origens. Rebecca Ferguson entrega uma performance hipnótica, Cillian Murphy continua dominando a tela e Tom Harper orquestra um filme que dialoga com a série e prepara terreno para o futuro. Para quem busca dramas de crime com pitadas sobrenaturais, o retorno a Birmingham — agora via Netflix — é convite irrecusável.

    Cillian Murphy Peaky Blinders: The Immortal Man Rebecca Ferguson Steven Knight Tom Harper
    Nos siga no Google News Nos siga no WhatsApp
    Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn WhatsApp Reddit Email
    Thais Bentlin
    • LinkedIn

    Sou formada em Marketing Digital e criadora de conteúdo para web, com especialização no nicho de entretenimento. Trabalho desde 2021 combinando estratégias de marketing com a criação de conteúdo criativo. Minha fluência em inglês me permite acompanhar e desenvolver materiais baseados em tendências globais do setor.

    Você não pode perder!
    Séries

    Final explicado de Cães de Caça temporada 2: o novo inimigo muda completamente o jogo

    By Toni Moraisabril 4, 2026

    O final de Cães de Caça (Bloodhounds) – temporada 2, lançado oficialmente pela Netflix em…

    Como assistir todas as séries de Star Trek na ordem cronológica do universo

    abril 4, 2026

    One Piece retorna com arco de Elbaf — nova fase pode revelar segredo final da história

    abril 4, 2026
    Inscreva-se para receber novidades

    Subscribe to Updates

    Receba novidades toda sexta-feira direto no seu e-mail!

    Sobre nós
    //

    Salada de Cinema é um site da cultura pop, que traz notícias sobre quadrinhos, animes, filmes e séries. Tudo em primeira mão com curadoria de primeira.

    Categorias
    • Animes
    • Criticas
    • Filmes
    • Listas
    • NoStreaming
    • Quadrinhos
    • Séries
    • Uncategorized
    Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest RSS
    • Contato
    • Sobre nós
    • Quem faz o Salada de Cinema
    • Política de Privacidade e Cookies
    © 2026 Salada de Cinema. Todos os direitos reservados.

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.