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    CRÍTICA: Chainsaw Man – quando a MAPPA decepa o herói shonen clássico

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    By Matheus Amorim on fevereiro 16, 2026 Animes

    Quem cresceu com protagonistas altruístas, discursos sobre “poder da amizade” e finais edificantes pode estranhar o turbilhão sanguinolento de Chainsaw Man. A adaptação do estúdio MAPPA, lançada em 2022, deixou parte do público japonês perplexa por romper cada regra não escrita do shonen, mesmo somando 97% de aprovação no Rotten Tomatoes.

    Nesta crítica, o Salada de Cinema investiga como a direção de Ryu Nakayama, o roteiro de Hiroshi Seko e o trabalho do elenco de voz entregam uma série que parece mais um longa-metragem de arte do que um anime de fim de semana. Sem conclusões fáceis, apenas a dissecação de um fenômeno que divide opiniões.

    A quebra das regras do shonen

    Desde os anos 80, o subgênero shonen costuma erguer heróis moralmente impecáveis, com sonhos grandiosos como virar Hokage ou Rei dos Piratas. Tatsuki Fujimoto, autor do mangá, resolveu serrar esse pedestal ao meio e nos apresentou Denji, garoto cuja ambição mal passa de comer torrada com geleia e, quem sabe, ter um encontro.

    Esse anti-herói satiriza o arquétipo do “Escolhido”. Aqui, morte é casual, nada épica; personagens carismáticos caem sem aviso e background triste não serve de escudo. A sensação de perigo constante transforma o silêncio em prenúncio de carnificina. Fujimoto impõe tensão pura, e a versão animada assume esse clima sem suavizar o grotesco.

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O boom dos reboots e a força dos animes cult dos anos 80 Reboots movimentam cifras robustas e, ao mesmo tempo, apresentam clássicos a novas gerações. Esse fenômeno impulsiona catálogos de streaming e abastece eventos como a AnimeJapan com anúncios que fazem o fã mais veterano suspirar. Mesmo nesse cenário, existe uma parcela de obras esquecidas que, caso ganhassem nova roupagem, teriam tudo para repetir o sucesso recente de algumas franquias. O segredo está no material original: roteiros sólidos, temáticas universais e diretores que marcaram época. Sete joias esquecidas que continuam relevantes  <strong>O Pequeno Príncipe Cedie (Little Prince Cedie)</strong> – 43 episódios <em>Estúdio: Nippon Animation</em> A trajetória do garoto nova-iorquino que descobre ser herdeiro de um condado inglês rende um drama histórico com recados sobre classe social e reconciliação familiar. A atuação de voz infantil contrasta com a rigidez do avô, criando tensão genuína em tela. <strong>Lady Georgie</strong> – 45 episódios <em>Estúdio: Tokyo Movie Shinsha</em> Representante máximo do shoujo trágico, a série revisita o triângulo amoroso de uma menina adotada que busca suas origens. Os dubladores entregam emoções à flor da pele, enquanto o roteiro não teme escancarar segredos sombrios de família. <strong>A Adaga de Kamui (The Dagger of Kamui)</strong> – Filme único <em>Estúdio: Madhouse</em> Dirigido por Rintarou, o longa acompanha Jiro, descendente de Ainu, num Japão turbulento. A fotografia cheia de pinceladas aquareladas e as coreografias de luta transformam cada quadro numa pintura em movimento. <strong>Viagem pelo Mundo das Fadas (A Journey Through Fairyland)</strong> – Filme único <em>Estúdio: Sanrio</em> Fantasia musical que mistura oboé, jardins mágicos e criaturas travessas. A trilha clássica guiada por Michael, o protagonista, eleva a experiência a um balé animado, perfeito para todas as idades. <strong>Bobby’s in Deep</strong> – Filme único <em>Estúdio: Madhouse / Project Team Argos</em> Akihiko Nomura fala pouco, mas suas corridas de motocicleta dizem tudo. O filme constrói o personagem pelas interações, em especial pelas cartas misteriosas que recebe. Visualmente, é uma aula de iluminação noturna. <strong>Oshin</strong> – Filme único <em>Estúdio: Sanrio</em> Num recorte histórico sobre pobreza e trabalho infantil, vemos uma garota de sete anos lutar pela família. Sem apelos fáceis, a dublagem infantil traz crueza a cenas que ainda chocam em 2026. <strong>Baoh, o Visitante (Baoh the Visitor)</strong> – OVA de 47 minutos <em>Estúdio: Studio Pierrot</em> É o elo perdido entre violência oitentista e a imaginação de Hirohiko Araki. Implante parasitário, poderes psíquicos e sangue em profusão criam um sandbox de ação que antecede o estilo exagerado de JoJo.  Trabalho de direção e roteiros: por que ainda impressionam Cada um desses animes cult dos anos 80 carrega a assinatura de nomes que moldaram a indústria. Rintarou, em A Adaga de Kamui, concilia realismo histórico com estética quase onírica. Já Lady Georgie ousa ao encarar tabus em pleno horário infantil, mérito de roteiristas que não subestimaram o público-alvo. Viagem pelo Mundo das Fadas, apesar de ser produção Sanrio, foge do lugar-comum fofo; a companhia investiu em um conto sobre música erudita, demonstrando flexibilidade criativa. Esse cuidado autoral explica por que essas obras continuam pedindo uma segunda vida em HD. Impacto cultural e potencial de retorno Mesmo distantes das listas de “melhores da temporada”, esses títulos influenciam criadores atuais. A trama de classe social em O Pequeno Príncipe Cedie ecoa em dramas recentes, enquanto Baoh pavimentou o caminho para protagonistas antieróis em OVAs posteriores. Além disso, muitos deles cabem na categoria de <a href="https://saladadecinema.com.br/lista-10-animes-ate-50-episodios/">animes com até 50 episódios</a>, facilidade que atrai o espectador que não dispõe de tempo para sagas infinitas. É um ponto forte para qualquer plataforma que avalie reboots ou remasterizações. Vale a pena maratonar esses clássicos? Se o interesse por narrativas densas e estilos de animação variados existe, vale – e muito. Cada obra apresenta camadas que dialogam com dilemas modernos, provando que a estética oitentista não se resume a nostalgia vazia. Para o leitor do Salada de Cinema, fica a dica de reservar um fim de semana e redescobrir, sem pressa, esses animes cult dos anos 80 que continuam atuais em 2026.
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    A aposta cinematográfica do estúdio MAPPA

    Quando a MAPPA anunciou que adaptaria Chainsaw Man, muita gente esperava a adrenalina explosiva vista em Jujutsu Kaisen. Nakayama, porém, priorizou uma experiência de “filme de prestígio”: iluminação hiper-realista, cenários detalhados e ritmo mais contemplativo.

    Cada quadro recebe tratamento de live-action. A forma como a luz da manhã invade a cozinha de Denji importa tanto quanto um demônio decapitado em pleno voo. A MAPPA também mistura 2D e CGI com parcimônia, dando ao metal das motosserras um peso físico que raramente se vê em séries semanais.

    Esse refinamento visual, elogiado pela crítica internacional, alçou o anime aos 97% no Rotten Tomatoes. Para o público ocidental, tornou-se exemplo de animação voltada a adultos, algo que Hell’s Paradise tenta emular, segundo a análise do portal sobre a segunda temporada.

    Personagens imperfeitos e química de elenco

    Denji (voz de Kikunosuke Toya) funde-se ao cão-motosserra Pochita e vira funcionário da Segurança Pública. Ao lado dele surgem Aki Hayakawa, interpretado com melancolia por Shogo Sakata, e Power, vivida pela explosiva Fairouz Ai. Longe da tríade tradicional de “melhores amigos”, eles começam como colegas obrigados a dividir um apartamento apertado e migalhas de pão.

    CRÍTICA: Chainsaw Man – quando a MAPPA decepa o herói shonen clássico - Imagem do artigo

    Imagem: Divulgação

    O elenco de voz vende cada nuance dessa convivência disfuncional. Toya alterna ingenuidade esfomeada e fúria animalesca em milissegundos, enquanto Fairouz Ai injeta histeria cômica sem perder o lado selvagem. Sakata, por sua vez, carrega a dor de Aki nas pausas e suspiros, fazendo de cada xícara de café um lamento por vingança.

    Makima, dublada por Tomori Kusunoki, domina a tela com doçura controladora. Sua entonação suave contrasta com o terror que ela inspira, sublinhando a crítica de Fujimoto às estruturas de poder. A direção de Nakayama amplifica isso em enquadramentos fechados, onde um leve sorriso da personagem basta para gelar o sangue.

    Divisão de opiniões no Japão

    Apesar do sucesso global, parte da comunidade japonesa rejeitou a série. Surgiu até petição pedindo remake “mais fiel ao mangá”. Críticas apontavam realismo excessivo, uso “limpo” de CGI e falta de energia frenética. Para esses fãs, Chainsaw Man deveria ser frenético, não uma meditação sobre existência e morte.

    Também incomodou ver Aki fazendo tarefas banais — tomar café, lavar louça — mesmo após traumas. Fujimoto, no entanto, retrata sobreviventes que seguem respirando, não mártires congelados no tempo. Esse choque entre expectativas otaku e a visão autoral de Nakayama criou um abismo cultural difícil de transpor.

    Vale a pena assistir?

    Chainsaw Man não entrega conforto nem lições de moral. Entrega motosserras, silêncios incômodos e um retrato visceral da juventude usada como ferramenta. Se você busca subversão visual e temática, aliado a atuações vocais de tirar o fôlego, a aposta da MAPPA merece cada gota de sangue derramada na tela.

    Anime Chainsaw Man crítica MAPPA Ryu Nakayama
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    Matheus Amorim
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    Sou redator especializado em conteúdo de entretenimento para o mercado digital. Desde 2021, produzo análises, dicas e críticas sobre o mundo do entretenimento, com experiência como colunista em sites de referência.

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