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    Supergirl abriu com $38 mi e o chefe do DC Studios foi ao New York Times explicar por quê isso não muda os planos

    Matheus AmorimBy Matheus Amorimjunho 28, 2026Nenhum comentário5 Mins Read
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    Supergirl (Milly Alcock) em cena do filme de 2026 do DCU
    Abertura de US$ 38 milhões aquém das projeções iniciais. (Reprodução / Warner Bros.)
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    Peter Safran, co-chefe do DCU, foi ao New York Times reconhecer o que os números já mostravam: Supergirl não chegou perto do que a Warner Bros. esperava nas salas de cinema.

    “Supergirl não atendeu nossas expectativas de bilheteria, mas é apenas um componente de uma estratégia mais ampla e de longo prazo no DC Studios, na qual continuamos confiantes.”

    Peter Safran, em tradução livre, ao New York Times

    O filme abriu com US$ 38 milhões no fim de semana de estreia nos Estados Unidos — bem abaixo das projeções iniciais, que giravam entre US$ 50 milhões e US$ 55 milhões. É a segunda produção do Capítulo Um do DCU, lançada após o estrondoso sucesso de Superman em 2025.

    Resumo rápido

    • Abertura real: US$ 38 milhões no fim de semana de estreia nos EUA (26 de junho de 2026)
    • Projeção inicial: entre US$ 50 e US$ 55 milhões
    • Notas no Rotten Tomatoes: cerca de 56–60% da crítica; 77% do público
    • Declaração oficial: Peter Safran admitiu a frustração ao New York Times, mas manteve o tom de confiança na estratégia do DCU
    • Próximo filme do DCU: Cara-de-Barro, com orçamento de US$ 40 milhões

    O contraste com Superman pesa na leitura dos números

    Superman chegou às salas com 83% de aprovação da crítica e 90% do público no Rotten Tomatoes. Supergirl, com Milly Alcock no papel de Kara Zor-El, recebeu entre 56% e 60% dos críticos — as fontes variam um pouco nesse número — e 77% do público.

    A diferença de tom entre os dois filmes é intencional. James Gunn, responsável pela estratégia criativa do DCU, sempre deixou claro que quer cada produção com uma identidade própria. Enquanto Superman apostou no colorido e no otimismo, Supergirl é deliberadamente mais sombrio.

    O problema é que o público ainda não embarcou nessa lógica. As críticas elogiaram a atuação de Alcock, mas boa parte apontou o roteiro como o ponto fraco. Houve também relatos de review bombing nos primeiros dias — embora não haja confirmação oficial de que esse fenômeno tenha impactado diretamente as vendas de ingresso.

    Supergirl (Milly Alcock) e Krypto em cena do filme Warner Bros.
    Cena destaca abordagem narrativa mais sombria do filme. (Reprodução / Warner Bros)

    Safran defende a visão de longo prazo, mas os números cobram resposta

    A declaração de Safran ao New York Times é cuidadosa: ele não minimiza o resultado, mas recusa a leitura de que Supergirl representa uma crise para o DCU. O argumento é que o plano foi construído para ser avaliado como um todo, não filme a filme.

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    Faz sentido estrategicamente. A Marvel levou anos para o público confiar na proposta do universo compartilhado, e mesmo assim teve tropeços no caminho. O DCU de Gunn está no segundo longa — qualquer veredicto definitivo sobre a saúde da franquia seria prematuro.

    Mas a indústria não costuma esperar. Uma abertura 30% abaixo da projeção mínima é o tipo de número que alimenta dúvidas sobre o apetite do público por uma Supergirl fora do registro otimista que consagrou Superman.

    O caminho para recuperar o investimento passa pelo streaming

    Para Supergirl equilibrar as contas, estimativas apontam para algo entre US$ 300 milhões e US$ 375 milhões em bilheteria global — são projeções, não um número confirmado pela Warner Bros. Com a estreia abaixo do esperado, esse caminho fica mais difícil.

    O contexto de mercado também não ajuda. O verão norte-americano de 2026 está movimentado: filmes de horror como Backrooms e Obsession já complicaram o desempenho de outras franquises nas semanas anteriores. Nos próximos fins de semana, animações como Toy Story 5 e o novo filme dos Minions devem concentrar boa parte da audiência familiar.

    A saída mais provável é o streaming e o mercado doméstico — plataforma e data ainda não foram confirmadas pela Warner Bros. O que se sabe é que a segunda vida de filmes do DCU em serviços de vídeo sob demanda tem sido relevante para a base de fãs.

    O que a estratégia de Gunn diz sobre os próximos lançamentos do DCU

    O próximo filme do Capítulo Um é Cara-de-Barro — e já pelo gênero dá para medir o risco. Trata-se de um filme de horror corporal com orçamento de apenas US$ 40 milhões, ou seja, Gunn está gerenciando a aposta com consciência do desafio.

    Depois de Cara-de-Barro, a previsão é o retorno de David Corenswet como Clark Kent em Superman: Man of Tomorrow, desta vez com Lex Luthor e Brainiac como vilões. Esse lançamento pode recalibrar a percepção do público sobre o DCU — especialmente de quem adorou o primeiro Superman e não se identificou com o tom de Supergirl.

    Jason Momoa, que aparece como Lobo em Supergirl, também deve ter papel mais central nos próximos projetos da franquia.

    A declaração de Safran foi calculada: reconhecer sem alarmismo, defender sem negar o tropeço. O DCU ainda está construindo sua base — e Supergirl, com ou sem bilheteria robusta, já faz parte dessa fundação. Resta saber se o público vai revisitar o filme quando ele chegar ao streaming com outro contexto ao redor.

    O que a bilheteria de Supergirl indica para o futuro do DCU de James Gunn

    A estratégia de diversificar o tom entre os filmes do DCU é uma aposta legítima, mas exige que o público confie no plano antes de vê-lo funcionar. Supergirl foi o primeiro teste real dessa confiança — e os resultados sugerem que ainda há trabalho a fazer para que os fãs acompanhem os saltos de gênero e registro que Gunn tem em mente para o Capítulo Um.

    Fonte principal: comicbook.com. Informações complementares: New York Times.

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    Matheus Amorim
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    Sou redator especializado em conteúdo de entretenimento para o mercado digital. Desde 2021, produzo análises, dicas e críticas sobre o mundo do entretenimento, com experiência como colunista em sites de referência.

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