Ads

Supergirl, estrelado por Milly Alcock como Kara Zor-El, estreia nos cinemas em 26 de junho de 2026 com orçamento estimado entre US$ 170 e US$ 175 milhões — e dois números bem diferentes circulando na indústria sobre o que seria, de fato, um bom resultado de bilheteria para o segundo filme do DCU.

Anúncios

Resumo rápido

  • Orçamento estimado: entre US$ 170 e US$ 175 milhões (produção), segundo IMDb e Deadline; James Gunn negou cifra de US$ 200 milhões
  • Meta convencional: US$ 425 milhões globais (2,5x o orçamento de produção)
  • Ponto de equilíbrio alternativo: US$ 315 milhões, conforme análise do Deadline
  • Projeção de abertura doméstica: entre US$ 47 e US$ 50 milhões no primeiro fim de semana (Variety)
  • Projeção de abertura global: entre US$ 80 e US$ 90 milhões (Deadline)
  • Comparação: Superman (2025) abriu com US$ 220 milhões globalmente e fechou em US$ 618 milhões

O orçamento de Supergirl e o cálculo da lucratividade

Pela lógica tradicional de Hollywood, um filme precisa arrecadar 2,5 vezes seu orçamento de produção para cobrir custos e gerar lucro — isso porque estúdios e cinemas dividem a receita de bilheteria, então só o custo de produção de volta não basta.

Com um orçamento estimado em torno de US$ 170 milhões, a meta-padrão para Supergirl seria alcançar US$ 425 milhões no mundo todo. Some a isso uma campanha de marketing que pode chegar perto dos US$ 125 milhões que a Warner gastou para divulgar Superman, e o custo total do projeto fica na casa dos US$ 295 milhões.

Há, porém, um segundo número em circulação. Algumas semanas antes da estreia, o Deadline publicou que o ponto de equilíbrio do filme estaria em US$ 315 milhões — cálculo baseado em um orçamento ligeiramente diferente de US$ 175 milhões e em condições específicas de distribuição. A própria publicação deixou de citar esse valor em artigos mais recentes, sem explicar a mudança.

Ads

O resultado são dois alvos com naturezas distintas: US$ 315 milhões seria o mínimo para não operar no vermelho, enquanto US$ 425 milhões representa o padrão industrial para chamar o filme de sucesso.

Milly Alcock Supergirl pilotando nave com Krypto
Kara Zor-El no comando da espaçonave. (Reprodução / DC Studios)

As projeções de abertura caíram nas últimas semanas

No início de junho, as estimativas de abertura doméstica de Supergirl passavam de US$ 55 milhões. Na reta final antes da estreia, esse número recuou. Segundo o Variety, a projeção mais recente aponta para um intervalo entre US$ 47 e US$ 50 milhões nas bilheterias dos Estados Unidos no primeiro fim de semana — o filme estreia em cerca de 3.600 salas no mercado norte-americano.

Globalmente, o Deadline projeta uma abertura entre US$ 80 e US$ 90 milhões. Para comparar: Superman abriu em US$ 220 milhões ao redor do mundo em 2025 e terminou sua corrida com US$ 618 milhões — um multiplicador de 2,8 vezes o fim de semana de estreia.

Supergirl dificilmente vai replicar esse desempenho. Se o filme seguir um ritmo de pernas parecido com o do primo, a projeção total ficaria em torno de US$ 250 milhões — abaixo dos dois limiares de lucratividade discutidos acima.

Supergirl Milly Alcock dentro de aeronave filme
Kara em momento tenso dentro de veículo. (Reprodução / DC Studios)

A recepção crítica morna pode pesar no desempenho

Outro fator que complica o cenário é a recepção da crítica. Supergirl chegou às salas com 58% no Rotten Tomatoes — bem melhor do que o fiasco de 1984, que registrou apenas 18%, mas muito distante dos 83% que Superman acumulou.

Esse tipo de aprovação dividida tende a desacelerar o boca a boca positivo e pode fazer o público esperar pelo streaming em vez de ir ao cinema na semana de estreia. Em blockbusters de super-herói, o primeiro fim de semana é especialmente sensível a esse efeito.

O filme dirige por Craig Gillespie e escrito por Ana Nogueira tem 108 minutos de duração e escala também Jason Momoa em um novo papel dentro do DCU: Lobo. A presença de Momoa é um trunfo de marketing, mas ainda não há como medir quanto esse fator pesou nas pré-vendas.

Imagem promocional de Supergirl
Arte promocional oficial de Supergirl. (Reprodução / DC Studios)

O contexto do DCU: Superman criou uma régua difícil de alcançar

O sucesso de Superman (2025) foi, ao mesmo tempo, um bom presságio e um problema de expectativa para Supergirl. Com US$ 618 milhões de arrecadação e lucro reportado de cerca de US$ 100 milhões — segundo análises de indústria, não há confirmação oficial da Warner —, o primeiro filme do reboot de James Gunn estabeleceu uma referência alta para o segundo.

Supergirl, porém, parte de um ponto diferente. É uma heroína menos conhecida do grande público, sem franquia anterior bem-sucedida no cinema e sem o peso simbólico do lançamento de um universo inteiro. A expectativa, portanto, nunca foi de igualar ou superar o primo.

Se o filme alcançar US$ 315 milhões, pode ser encarado como resultado razoável para um segundo título de franquia em construção. Qualquer coisa abaixo disso colocaria pressão extra sobre os próximos projetos do DCU — incluindo Cara-de-Barro (Clayface), previsto ainda para 2026, e Man of Tomorrow, o sequel de Superman esperado para 2027.

O que os números de bilheteria de Supergirl significam para o futuro do DCU

No fim das contas, Supergirl não precisa ser um fenômeno de bilheteria para cumprir seu papel na estratégia de James Gunn. Precisa, no mínimo, não sangrar dinheiro — e, de preferência, mostrar que o DCU consegue sustentar mais de um personagem nas telas ao mesmo tempo.

US$ 425 milhões é o padrão da indústria para chamar de sucesso. US$ 315 milhões é o piso de sobrevivência. E as projeções atuais, se confirmadas, sugerem que o filme pode terminar bem abaixo dos dois números — o que tornaria o Superman sequel de 2027 ainda mais decisivo para a saúde financeira do universo que Gunn está construindo.

Fonte principal: screenrant.com. Informações complementares: Deadline, Variety, IMDb, Forbes.

Share.

Toni Morais Ferreira editor do Salada de Cinema, cobre cinemas, séries e streaming desde 2021. Especializado em análise de séries de plataformas como Netflix, Prime Video e Paramount+, acompanha estreias, finais e bastidores com foco em cobertura aprofundada para o público brasileiro. Já analisou produções de mais de 30 países e escreve críticas, finais explicados e coberturas semanais de séries em alta.

Leave A Reply