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    O que os chefes do DCU disseram ao New York Times sobre os ataques a Milly Alcock em Supergirl

    Toni MoraisBy Toni Moraisjunho 29, 2026Nenhum comentário3 Mins Read
    Pôster oficial Supergirl Milly Alcock DCU 2026
    Milly Alcock como Kara Zor-El em Supergirl (2026. (Reprodução / DC Studios)
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    Dias depois de Supergirl estrear nos cinemas, em 26 de junho de 2026, os executivos do DCU foram ao New York Times falar pela primeira vez sobre o backlash que cercou a escalação de Milly Alcock no papel de Kara. A declaração, reproduzida pelo ComicBook.com, não é um discurso de apoio formal à atriz, mas deixa claro onde o estúdio se posiciona.

    O que chama atenção não é apenas o conteúdo da fala, mas o que ela revela sobre a expectativa interna do DCU antes do lançamento. O estúdio aparentemente não previa que as críticas pessoais chegariam com tanta força, e admitir isso publicamente tem um peso específico num momento em que o filme ainda está em cartaz.

    Surpresa com a ferocidade, não só com as críticas

    Milly Alcock cena Supergirl personagem Kara Zor-El
    Cena de Supergirl com Milly Alcock como protagonista. (Reprodução / DC Studios)

    Segundo o New York Times, as pessoas por trás do DCU disseram estar “surpresas tanto com a ferocidade do backlash quanto com seu alcance”. O texto também indica que elas “acreditavam que a cultura havia evoluído além desse tipo de campanha”.

    É uma declaração duplamente reveladora. Primeiro, porque confirma que o estúdio monitorou e levou a sério as críticas. Segundo, porque a escolha da palavra “ferocidade” não é casual: ela separa a discussão legítima sobre o filme da campanha pessoal contra a atriz.

    Milly Alcock já havia falado publicamente sobre a natureza dos ataques, que incluíam comentários sobre sua aparência física e sua capacidade de interpretar um ícone da DC. A resposta dos executivos, mesmo que indireta, reconhece que esse tipo de crítica existiu e que o estúdio não ficou alheio a ela.

    “Surpresos tanto com a ferocidade do backlash quanto com seu alcance.”

    Executivos do DCU, em entrevista ao The New York Times — em tradução livre

    A atriz em um filme que dividiu, mas não por causa dela

    Há uma ironia clara no caso de Supergirl: a atuação de Milly Alcock está entre os aspectos mais elogiados do filme. Quem assistiu e gostou, em geral gostou dela. As críticas mais duras se concentraram no roteiro, escrito por Ana Nogueira, e nas sequências de ação, dirigidas por Craig Gillespie.

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    Isso cria uma separação bastante nítida: enquanto o produto como um todo divide opiniões, a performance da atriz no centro da história não é o problema apontado pela crítica especializada. O backlash que ela enfrentou veio de outro lugar, e com outra natureza.

    O filme é apenas o segundo lançamento do novo DCU supervisionado por James Gunn e Peter Safran como co-presidentes da DC Studios. Colocar uma heroína solo tão cedo no calendário da franquia foi uma escolha deliberada, e a recepção ao personagem vai pesar nas decisões seguintes sobre onde Kara aparece nos próximos projetos.

    O que o posicionamento do DCU significa para Supergirl daqui pra frente

    A declaração ao New York Times não muda a bilheteria nem resolve as críticas ao roteiro. Mas ela estabelece, de forma pública, que o estúdio entende a diferença entre debate sobre uma obra e ataque pessoal a quem a protagoniza.

    Para o futuro de Kara no DCU, o sinal mais relevante não vem dessa nota de bastidor, mas da própria recepção à atuação de Alcock. Se a performance é o ponto forte de um filme que enfrenta comparações difíceis no histórico de super-heroínas no cinema, o estúdio tem razão em não deixar que o ruído externo defina o legado da personagem antes que ela apareça novamente.

    Fonte principal: The New York Times (via ComicBook.com). Informações complementares: Variety.

    DC Studios dcu James Gunn Milly Alcock Supergirl
    Toni Morais
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    Toni Morais Ferreira editor do Salada de Cinema, cobre cinemas, séries e streaming desde 2021. Especializado em análise de séries de plataformas como Netflix, Prime Video e Paramount+, acompanha estreias, finais e bastidores com foco em cobertura aprofundada para o público brasileiro. Já analisou produções de mais de 30 países e escreve críticas, finais explicados e coberturas semanais de séries em alta.

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