A Apple TV+ esconde em seu catálogo um drama que prova que a força de um filme, às vezes, está na sua quietude. Palmer, a produção que figura no Top 10 da plataforma, traz Justin Timberlake em um papel que troca o brilho dos palcos pela poeira de uma cidade pequena.
Com uma sólida nota de 7.3 no IMDb, o filme de 2021 é uma história sobre segundas chances. Palmer é um drama que argumenta que a família não é o lugar de onde você vem, mas o lugar para onde você escolhe voltar. E isso manteve e continua mantendo, os espectadores totalmente apaixonados pela sua história.
A história de Palmer
Eddie pisa de volta em sua cidade natal na Louisiana. O antigo astro do futebol americano do colégio agora é um ex-presidiário. Ele carrega doze anos de prisão nas costas e a desconfiança em cada olhar que recebe na rua. Sua única âncora é a avó que o acolhe.
Seu plano é simples: cabeça baixa, trabalho duro e zero confusão. Esse plano é virado de cabeça para baixo por Sam, o garoto vizinho. Sam é uma criança que prefere brincar com bonecas e usar tiaras, em uma cidade que não tem espaço para sua doçura.
Quando a mãe de Sam desaparece, Palmer, o homem que menos queria se envolver, se torna o guardião relutante do garoto que a cidade mais rejeita.
A paternidade como um ato de rebelião
A força da obra está em sua quietude. O roteiro não se apoia em grandes discursos sobre aceitação. Em vez disso, ele constrói sua mensagem em pequenos gestos.
A forma como o protagonista, a princípio hesitante, ensina Sam a jogar boliche. O jeito como ele defende o garoto dos olhares de julgamento na escola. A direção de Fisher Stevens filma a cidade com uma paleta de cores desbotadas, que reflete a falta de esperança.
E claro, o filme não é uma lição de moral. Ele apenas nos mostra um homem quebrado, encontrando em uma criança igualmente quebrada um motivo para se consertar. É uma história sobre a paternidade que nasce não do sangue, mas da escolha.
A equipe que deu alma a um drama sobre a vida real
Palmer é dirigido por Fisher Stevens, um ator que se tornou um diretor premiado com o Oscar por A Enseada. A obra vive na interação de seu elenco. Justin Timberlake troca o carisma de popstar por uma performance contida e interna, vemos a batalha do protagonista em seus ombros tensos e em seu olhar cansado.

O jovem Ryder Allen, no papel de Sam, é a alma do filme. Ele não interpreta um personagem, ele o habita com uma naturalidade que desarma qualquer preconceito. E Juno Temple, como a mãe de Sam, não é uma vilã caricata, mas uma figura trágica em sua própria espiral de autodestruição.
O que torna o filme uma recomendação tão forte é essa honestidade. É uma obra para quem aprecia dramas que não têm medo de serem quietos, mas que falam muito sobre decência humana.
A obra argumenta que uma família não é definida pelo sangue que compartilhamos, mas pelo lar que construímos no coração do outro. Palmer te espera no Apple TV!
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