Daniel Radcliffe voltou a falar sobre um dos momentos mais tensos que viveu no set de Harry Potter e o Cálice de Fogo (Harry Potter and the Goblet of Fire). Durante sua participação no programa “Hot Ones”, o intérprete do bruxo revelou que quase se afogou enquanto ensaiava a prova do Lago Negro.
O incidente ocorreu durante um exercício simples de mergulho, quando o ator esqueceu de encher os pulmões antes de retirar o regulador. Sem ar para limpar o equipamento, ele sinalizou emergência e foi levado à superfície. O susto, segundo Radcliffe, jamais será esquecido.
Prova do Lago Negro exigiu seis semanas de filmagem
O quarto filme da saga, lançado em 2005 sob direção de Mike Newell, exigiu que o elenco passasse boa parte do cronograma submerso. A segunda tarefa do Torneio Tribruxo pedia que Harry resgatasse Rony das profundezas do Lago Negro, sequência que se transformou numa verdadeira maratona aquática.
Radcliffe contou que as gravações levaram seis semanas inteiras e produziram, em média, cinco segundos de material aproveitável por dia. A estatística impressiona e mostra o grau de complexidade enfrentado pela equipe liderada pelo veterano coordenador de dublês Greg Powell.
Ator acumulou duas otites durante o processo
Além do quase afogamento, o protagonista revelou já em 2005 que terminou o trabalho com duas infecções de ouvido. O tempo prolongado na água, aliado ao uso constante de equipamentos de mergulho, cobrou um preço físico considerável.
Ainda assim, o esforço rendeu frutos. Harry Potter e o Cálice de Fogo arrecadou US$ 895 milhões mundialmente, superando seu antecessor imediato, O Prisioneiro de Azkaban. A recepção do público e da crítica foi sólida: 88% de aprovação no Rotten Tomatoes, contra 74% no índice popular.
Direção de Mike Newell apostou em drama adolescente
Sem o estilo autoral de Alfonso Cuarón, Newell optou por enfatizar as tensões adolescentes que afloram em Hogwarts. O baile de inverno, os ciúmes de Rony e os primeiros flertes de Harry e Hermione ampliaram o apelo para uma audiência que crescia junto com o elenco.
Imagem: Warner Bros.
O roteiro de Steve Kloves, baseado na obra de J.K. Rowling, equilibrou momentos de aventura e elementos mais sombrios, preparando o terreno para os capítulos seguintes. Essa transição para um tom maduro foi bastante comentada na época e segue elogiada em retrospecto.
Elenco principal manteve química afiada
Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint já dominavam seus papéis quando entraram no set desse quarto filme. A familiaridade permitiu mergulhar, literalmente, em cenas mais exigentes sem perder a espontaneidade que conquistou o público desde A Pedra Filosofal.
A entrega física de Radcliffe nas filmagens subaquáticas reforçou o comprometimento do trio, que ainda encararia quatro longas da franquia até 2011. O profissionalismo demonstrado pelo ator serve de inspiração para produções que retomam universos consagrados, como o futuro seriado de Harry Potter anunciado pela HBO ou projetos similares, a exemplo de Face/Off 2, cuja produção foi recentemente repensada após a saída do diretor Adam Wingard.
Vale a pena rever Harry Potter e o Cálice de Fogo?
Com seus 157 minutos, o filme segue sendo um dos capítulos mais empolgantes da saga. A mistura de romance juvenil, perigos mortais e efeitos visuais marcantes garante boa dose de nostalgia para fãs antigos e diversão para quem descobre a franquia agora. No Salada de Cinema, a produção continua figurando entre as preferidas dos leitores, especialmente por mostrar a evolução dos protagonistas em meio a desafios cada vez mais sombrios.









