Quinze anos depois do lançamento da animação original, a Disney finalmente definiu quem vai dar vida aos protagonistas de Tangled em carne e osso. A heroína Rapunzel ficará nas mãos de Teagan Croft, enquanto o ladrão mais carismático do estúdio, Flynn Rider, será interpretado por Milo Manheim.
O ator, conhecido pela trilogia Zombies, conversou com a imprensa e deixou claro que mescla empolgação e nervosismo diante do papel. Fãs da animação colocam Flynn no topo da lista de príncipes mais queridos, e Manheim sabe que precisará equilibrar fidelidade ao material original com suas próprias escolhas artísticas.
Escalação de Milo Manheim agita fãs de Tangled
Milo Manheim revelou que encara Flynn Rider como um personagem “sagrado” dentro do panteão Disney. Segundo ele, a pressão para corresponder às expectativas do público é real, uma vez que o ladrão charmoso ganhou popularidade por seu humor autodepreciativo e química com Rapunzel. O ator comentou que pretende “encarnar o espírito do desenho”, mas sem copiar cada gesto do personagem animado.
O histórico de Manheim indica facilidade com musicais, algo essencial para Tangled, que mantém o formato de aventura cantada. Em Zombies, o artista demonstrou domínio de coreografias e números vocais, atributos que agora precisarão ser elevados. A própria Disney deposita confiança nessa bagagem, tentando repetir o sucesso obtido com adaptações like action anteriores, enquanto busca evitar críticas que recaíram sobre obras recentes do estúdio.
Química com Teagan Croft é aposta do estúdio
A interação entre Flynn e Rapunzel sustenta boa parte da narrativa. Manheim descreveu Teagan Croft como “um raio de sol” e afirmou que a atriz australiana traz frescor à heroína. Ambos ainda não dividiram cenas, mas o primeiro encontro de leitura foi suficiente para indicar sinergia, segundo fontes internas.
Croft, que se destacou em Titans, traz experiência em cenas de ação e emoção. Essa combinação promete dinamismo na torre de Rapunzel e nas sequências de fuga pelo reino de Corona. Se a dupla alcançar metade da química vista entre Anna Kendrick e Miles Teller em Laggies, o estúdio já terá meio caminho andado para conquistar plateias de diferentes faixas etárias.
Desafios físicos e técnicos do set espanhol
As gravações começam em junho, com locações na Espanha. Manheim brincou que se considera “bem menos atlético do que a Disney imagina”, citando cenas de cavalgada e saltos sobre telhados. A preocupação faz sentido: Flynn passa boa parte do tempo escalando paredes ou desviando de guardas reais, sequências que exigem treinamento intenso de parkour e equitação.
Além do trabalho físico, o filme precisará integrar efeitos práticos e digitais para reproduzir o icônico cabelo de 21 metros de Rapunzel. A abordagem técnica ainda não foi detalhada, mas espera-se que o departamento de efeitos especiais siga o padrão de realismo já aplicado em produções recentes do estúdio. A experiência espanhola também deve aproveitar castelos históricos para dar verossimilhança ao reino, movimento similar ao que Fernando Meirelles fez ao usar locações autênticas em Dois Papas.
Imagem: Divulgação
Direção, roteiro e legado da animação
Mesmo sem confirmação oficial do diretor, circula nos bastidores o nome de talentos acostumados a filmes musicais, o que reforça o cuidado com a herança deixada por Byron Howard e Nathan Greno. O roteiro continua nas mãos de Dan Fogelman, responsável pelo texto original, fator que pode garantir manutenção do humor afiado e das canções queridas pelos fãs.
Ainda falta definir Mother Gothel, antagonista crucial para a trama. Rumores apontam Kathryn Hahn, atriz que navegou entre o cômico e o sinistro em WandaVision. Se confirmada, sua escalação repetiria a estratégia de contratar performers que transitem por múltiplos registros, algo que funcionou em filmes como Cloverfield, onde a versatilidade do elenco impulsionou o clima de tensão.
Vale a pena ficar de olho no live-action de Tangled?
O remake só chega aos cinemas, na melhor das hipóteses, em 2027, mas já desperta curiosidade. A mistura de elenco jovem, locações reais e retorno do roteirista original cria perspectiva animadora para fãs da animação e para quem busca novos musicais familiares.
Para o Salada de Cinema, o projeto se encaixa na estratégia da Disney de revitalizar clássicos com rostos populares de gerações atuais. Se a adaptação entregar números musicais vibrantes, atuação carismática e efeitos que façam justiça ao conto de fadas, Flynn Rider versão Milo Manheim pode se tornar referência para um novo público.
Enquanto as câmeras não começam a rodar, resta acompanhar o desenvolvimento, de olho em como o estúdio transformará a cena “I’ve Got a Dream” em um espetáculo live-action que mantenha o humor e a exuberância do original. O jogo só termina após a luz da lanterna final, e o reino de Corona promete brilhar novamente.



