E se seu parceiro ideal não fosse encontrado, mas programado para você em um laboratório? O Homem Ideal, a premiada produção alemã disponível na Max e no Prime Video, pega essa premissa de ficção científica e a transforma em uma das comédias românticas mais inteligentes dos últimos anos.
Com uma sólida nota de 7.1 no IMDb, O Homem Ideal não é sobre robôs. É sobre a bagunça que é o coração humano e a nossa dificuldade em aceitar uma felicidade que parece fácil demais.
A história do algoritmo que aprendeu a amar (ou a fingir muito bem) em O Homem Ideal
A narrativa nos apresenta a Alma, uma cientista cética que, para conseguir verba para sua pesquisa, aceita uma tarefa inusitada. Ela precisa passar três semanas testando Tom, um robô humanoide de última geração, programado para ser seu parceiro perfeito.
Tom é um algoritmo em forma de homem. Ele sabe seu poema favorito, prepara seu café da manhã ideal e antecipa cada desejo seu em O Homem Ideal.
A perfeição dele, no entanto, irrita Alma profundamente. O que começa como um experimento científico se transforma em um jogo de sedução e resistência. Aos poucos, as linhas entre o que é real e o que é simulado começam a se apagar.
Uma comédia romântica para quem pensa demais
O que eleva esse longa de 2021 é a sua inteligência. A diretora Maria Schrader, que já nos deu a aclamada série Nada Ortodoxa, troca a grandiosidade da ficção científica pela intimidade de um drama de apartamento.
O filme se sente como uma prima distante de Her, de Spike Jonze. Usa a tecnologia para fazer perguntas sobre a solidão e a natureza do amor. E o maior detalhe aqui é que a comédia não vem de piadas, mas do desconforto.
É o constrangimento de uma máquina perfeita tentando navegar pela imprevisibilidade de uma mulher real. O filme nos faz questionar: se a felicidade pudesse ser programada, ela ainda seria real?
A equipe que deu alma a um homem de lata
A direção de O Homem Ideal é de Maria Schrader, que também co-escreveu o roteiro com Jan Schomburg. Maren Eggert, que ganhou o Urso de Prata de Melhor Atriz no Festival de Berlim por seu papel, constrói Alma não como uma cientista fria, mas como uma mulher que ergueu muros ao redor de seu coração, sua performance é a jornada da demolição desses muros.
Em contrapartida, Dan Stevens, conhecido pelo público como o Matthew Crawley de Downton Abbey, tem o desafio de interpretar a perfeição de uma forma que seja ligeiramente errada. Ele consegue isso com um leve inclinar de cabeça, um sorriso que é um pouco rápido demais.

E por fim, Sandra Hüller, que anos depois explodiria em Anatomia de uma Queda, tem uma participação que já mostrava seu imenso talento.
Para quem busca uma comédia romântica que troca os clichês pela filosofia, como em Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, O Homem Ideal é uma sessão obrigatória.
A obra nos deixa com uma pergunta: o que é mais assustador, um amor que nunca existiu ou um que foi programado para ser perfeito demais para ser real?
Para não perder nenhuma das principais dicas de filmes e séries, siga o TaNoStreaming no INSTAGRAM e no FACEBOOK.
VEJA TAMBÉM!
- A nova obra-prima do criador de ‘Sobre Meninos e Lobos’: já está no Apple TV
- Filme perfeito com Emily Blunt e Ryan Gosling está escondido no streaming; saiba onde assistir
- O confronto mais insano do cinema chegou à Netflix – e vai te deixar sem fôlego



