Esqueça a trama complexa. Esqueça o drama humano profundo. Godzilla vs. Kong é sobre uma promessa simples e gloriosa: dois monstros lendários trocando socos no meio do oceano, e agora este espetáculo pode ser visto na Netflix.
A produção de 2021 é o evento principal do MonsterVerse da Legendary Pictures, a luta que os filmes anteriores passaram anos construindo. E com uma aprovação de 91% do público no Rotten Tomatoes, Godzilla vs. Kong prova que, às vezes, tudo o que a gente quer é um espetáculo de ação.
A história de Godzilla vs. Kong: o confronto entre um Rei e um Deus
A humanidade vive em uma paz tensa após a ascensão dos Titãs. Kong, agora bem maior, é o rei de sua Ilha da Caveira, monitorado de perto por cientistas. Já o Godzilla, patrulha os oceanos, mantendo os outros monstros na linha.
Tudo explode quando Godzilla, sem motivo aparente, ataca uma instalação na Flórida. Visto agora como uma ameaça, os humanos bolam um plano desesperado: usar Kong como uma arma para deter o kaiju.
O que se segue é uma jornada que leva Kong do centro da Terra a uma Hong Kong encharcada de neon, com Godzilla em seu encalço. A batalha deles não é apenas por dominância; é pelo título de predador alfa do planeta.
A celebração do exagero consciente
O que explica a nota modesta de 6.3 no IMDb e a adoração do público? Godzilla vs. Kong sabe exatamente o que é. O diretor Adam Wingard não está interessado no terror do Godzilla de 2014.
Ele dirige o filme como se fosse uma partida de videogame: barulhenta, colorida e focada na recompensa visual. As cenas de luta são o coração da obra. A batalha em porta-aviões no meio do oceano é um balé de destruição.
O confronto final em Hong Kong é um espetáculo de luzes, onde os monstros são iluminados por arranha-céus como se estivessem em um ringue.
Mas e a trama humana? Ela existe, principalmente, para nos levar de uma briga de monstros para a outra. Reclamar disso é como reclamar que tem muita luta em um filme de Rocky. Você veio para ver o soco.
A equipe que orquestrou o nocaute do século
A direção, como mencionado anteriormente, é de Adam Wingard, um cineasta que já mostrou seu amor pelo cinema de gênero em obras como Você é o Próximo e The Guest.

O elenco é liderado por Alexander Skarsgård, que interpreta o cientista desacreditado que serve como guia. Millie Bobby Brown e Rebecca Hall retornam de filmes anteriores para conectar o universo.
Mas sejamos honestos: os verdadeiros astros são digitais. O que torna o filme uma recomendação tão fácil é sua falta de pretensão. Com a aprovação de 91% do público no Rotten Tomatoes, é um entretenimento de altíssima voltagem, feito para ser visto no maior volume possível.
A obra não busca redefinir o cinema. Ela busca nos lembrar de uma verdade simples: às vezes, tudo o que queremos é sentar, desligar o cérebro e ver dois gigantes quebrando tudo. E, nisso, ela é perfeita. Veja na Netflix!
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