Entre um episódio e outro de High Potential, o Hulu guarda um tesouro pouco lembrado que merece atenção: Graceland. A produção policial, exibida entre 2013 e 2015, reúne 39 capítulos que misturam procedimento criminal com tramas seriadas de tirar o fôlego.
Com Daniel Sunjata no centro das duas obras, a maratona se torna ainda mais interessante. A seguir, o Salada de Cinema detalha como o elenco, a direção e os roteiros de Graceland podem conquistar quem já vibrou com o sucesso de Morgan Gillory e companhia.
O elo entre High Potential e Graceland
High Potential, sensação da ABC desde 2024, acompanha Morgan Gillory (Kaitlin Olson) usando seu QI altíssimo para decifrar crimes ao lado do detetive Adam Karadec (Daniel Sunjata). Em sua estreia, a série cravou 96% no Rotten Tomatoes; na segunda temporada, alcançou 100% e consolidou o interesse popular.
Já Graceland apresenta Sunjata em papel oposto: Paul Briggs, agente sênior do FBI que vive infiltrado em uma casa apreendida na Califórnia com colegas de diferentes agências. A mudança radical de perfil entre Karadec e Briggs cria contraste perfeito para quem deseja ver o ator explorando extremos de personalidade.
Daniel Sunjata transita entre opostos
Em High Potential, Karadec segue regras à risca, pauta-se por ética inflexível e, inicialmente, desconfia da consultora genial que tem ao lado. A dinâmica rende diálogos afiados e situações em que o ator sustenta rigidez sem parecer engessado.
Onze anos antes, no piloto de Graceland, Sunjata surge como um mito dentro do FBI. Briggs quebra protocolos sempre que necessário, manipula aliados e deixa até o público sem certeza de suas verdadeiras motivações. A performance, calcada em ambiguidades, destaca-se pela forma como o ator oscila entre charme e ameaça, mantendo tensão contínua por três temporadas.
Roteiristas e diretores mantêm o ritmo
Graceland nasceu da mente de Jeff Eastin, criador de White Collar, e contou com equipe de roteiristas encabeçada por Ryan Scott, Aaron Fullerton e William L. Rotko. A proposta combina casos semanais — tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, contrabando — a um arco maior que investiga possíveis corrupções dentro do próprio FBI.
Imagem: Divulgação
A direção, dividida entre nomes como Renny Harlin, Lucy Liu e Larysa Kondracki, aposta em câmeras ágeis, luz natural de praia californiana e montagem que alterna investigação tensa com momentos de convivência na casa. Esse equilíbrio sustenta a maratona, assim como ocorre na segunda temporada de Paradise, também disponível no streaming.
Por que as três temporadas continuam relevantes
O diferencial de Graceland reside na convivência forçada de seis agentes de agências distintas: além de Briggs, estão Charlie DeMarco (Vanessa Ferlito), Johnny Tuturro (Manny Montana), Paige Arkin (Serinda Swan), Dale “Jakes” Jenkins (Brandon Jay McLaren) e o novato Mike Warren (Aaron Tveit), encarregado de investigar o colega veterano.
Essa configuração de “família encontrada” gera conflitos morais: até onde a missão vale mais que o laço de amizade? A cada temporada, a série coloca essa pergunta na mesa, mantendo o espectador na dúvida se os fins justificam os meios. A presença de Pedro Pascal em participações recorrentes no primeiro ano adiciona carisma extra ao conjunto.
Vale a pena assistir agora?
Com apenas 39 episódios, Graceland entrega uma narrativa fechada, personagens complexos e um Daniel Sunjata em performance radicalmente oposta à vista em High Potential. Para quem busca mais conteúdo policial inteligente no Hulu, a maratona é compromisso certeiro.









