Imagine um telefone morto. O fio cortado, o aparelho coberto de poeira. E então, ele toca. Do outro lado da linha, não há ninguém vivo. Esta é a premissa arrepiante de O Telefone Preto, um dos terrores mais elogiados da década, que pode ser visto no Prime Video.
Dirigido por Scott Derrickson, o homem que nos deu pesadelos com A Entidade, e baseado em um conto de Joe Hill (que herdou o talento para o horror de seu pai, Stephen King), o filme não é um simples slasher. É uma história de fantasmas disfarçada de um thriller de sequestro. E O Telefone Preto, logo terá sua sequência.
A história de O Telefone Preto
A narrativa nos joga em um subúrbio de Denver, em 1978. A tranquilidade da cidade é quebrada por uma série de desaparecimentos de crianças, obra de um mágico sádico conhecido como “O Sequestrador”. A mais nova vítima é Finney, um garoto de 13 anos tímido e inteligente.
Ele acorda em um porão à prova de som. O único mobiliário é um colchão sujo e um telefone preto desconectado na parede. Quando o assassino está fora, o telefone toca.
As vozes na linha são os fantasmas das vítimas anteriores. Juntas, elas começam a passar para Finney as lições que aprenderam antes de morrer, em uma tentativa desesperada de ajudá-lo a fazer o que elas não conseguiram: escapar.
O terror da conexão em um slasher com alma
O que eleva O Telefone Preto é que ele é, em sua essência, uma história de esperança no lugar mais sombrio. Scott Derrickson usa a claustrofobia do porão para criar uma tensão quase insuportável.
A obra não se apoia em sustos fáceis, mas no pavor da antecipação, no som dos passos do andar de cima. A obra se recusa a ser apenas um filme de terror. É uma história de amadurecimento sobre um garoto que aprende a lutar.
E as ligações dos mortos não são apenas um artifício de roteiro. São o coração emocional do filme, uma irmandade trágica de vozes que se recusam a serem silenciadas.
A influência de Stephen King, através do conto de seu filho, é nítida: crianças confrontando um mal absoluto com uma força que os adultos não possuem.
A equipe que deu voz aos fantasmas e rosto ao medo
A direção do filme, O Telefone Preto, de 2021 é de Scott Derrickson, que co-escreveu o roteiro com seu parceiro de longa data, C. Robert Cargill.
A obra se apoia em um elenco que entendeu a mistura de terror e emoção. Ethan Hawke, escondido atrás de uma série de máscaras demoníacas, cria um dos vilões mais memoráveis do terror recente.
Já o jovem Mason Thames carrega o filme nos ombros, interpretando Finney, que evolui de uma vítima aterrorizada para um sobrevivente engenhoso.

Mas a verdadeira revelação é Madeleine McGraw, no papel da irmã de Finney, Gwen. Ela é a alma do filme. O que torna o filme uma recomendação essencial é essa combinação.
Para quem busca um terror que é mais do que apenas sustos, mas que tem uma história de superação, esta é uma das melhores produções da década.
O Telefone Preto nos deixa com uma ideia poderosa. As vozes dos que se foram não são apenas ecos; são um chamado. E, às vezes, a única forma de sobreviver ao presente é ouvindo atentamente os fantasmas do passado.
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