Timothée Chalamet pode ter saído de mãos vazias do Oscar, mas o longa Marty Supreme segue ampliando sua trajetória de sucesso. A produção da A24, que se tornou o maior faturamento do estúdio, estreia no catálogo norte-americano da HBO Max em 24 de abril e chega ao canal HBO no dia seguinte, às 20h (horário de Brasília).
Com 93% de aprovação no Rotten Tomatoes e nove indicações ao Oscar, o filme consolidou mais um marco na carreira do astro. Agora, a história do habilidoso Marty Mauser alcança o streaming pouco depois de quebrar recordes de bilheteria para a distribuidora independente.
Chegada ao streaming marca nova fase do longa
Segundo o cronograma divulgado pela plataforma, Marty Supreme ficará disponível para assinantes dos Estados Unidos a partir de 24 de abril. No Brasil, a data ainda não foi oficializada, mas a expectativa é que a estratégia de lançamento siga o padrão da HBO Max para títulos da A24.
O movimento mantém o filme em evidência quatro meses após o lançamento nos cinemas, quando abriu com US$ 27,1 milhões no fim de semana prolongado de Natal. A marca transformou-se na segunda melhor estreia da A24 e, em seguida, impulsionou a produção a um total global de US$ 147 milhões, superando todos os projetos anteriores do estúdio.
Um estudo de personagem guiado por Timothée Chalamet
Chalamet encarna Marty Mauser, um malandro bom de lábia que vive à sombra de um sonho desacreditado. Ao longo de 150 minutos, o ator sustenta ritmo e intensidade, alternando cinismo, vulnerabilidade e explosões de autoconfiança. Críticos apontaram que a preparação física — com treinos de tênis de mesa — contribuiu para a autenticidade das cenas esportivas.
A performance foi apontada por diversos veículos como digna da estatueta de Melhor Ator, ainda que, na votação final, Michael B. Jordan tenha levado o prêmio por Sinners. Mesmo assim, o papel reforça o excelente momento do astro, que em breve dividirá a tela com Brad Pitt em Playground, adaptação anunciada recentemente pelo Salada de Cinema.
Direção solo de Josh Safdie e roteiro em ritmo de pingue-pongue
Marty Supreme marca o primeiro longa de Josh Safdie sem a parceria profissional do irmão Benny, responsável por títulos como Joias Brutas. Aqui, o cineasta assume tom de comédia dramática, apostando em cortes rápidos que simulam a cadência de uma partida de tênis de mesa, esporte dominado pelo Marty real, Marty Reisman.
Imagem: Divulgação
O roteiro, assinado pelo próprio Safdie ao lado de Ronald Bronstein, se inspira livremente na vida do excêntrico atleta novaiorquino, falecido em 2012. A narrativa evita seguir todos os fatos históricos e dá preferência ao mito ao redor do personagem, destacando a obstinação quase anárquica de um homem disposto a tudo para provar seu valor.
Elenco de peso reforça o show
Além do protagonista, o filme reúne nomes conhecidos. Gwyneth Paltrow surge em participações calculadas, Odessa A’zion fornece contraponto emocional, enquanto Kevin O’Leary e Tyler Okonma ampliam o tom cômico. Abel Ferrara, Fran Drescher, Luke Manley e Koto Kawaguchi completam um conjunto diversificado que sustenta diferentes camadas da trama.
Cada ator recebe espaço para imprimir personalidade, mas sem ofuscar o eixo principal. A distribuição equilibrada das cenas permite que a história avance de forma ágil, mantendo o espectador engajado, fator reconhecido pelas críticas positivas que colaboraram para a alta pontuação no agregador Rotten Tomatoes.
Marty Supreme vale o play?
Com estreia agendada no streaming, a produção oferece aos assinantes a oportunidade de conferir a atuação celebrada de Chalamet, a condução enérgica de Josh Safdie e um elenco afiado. Fãs de biografias pouco convencionais, com doses iguais de humor e tensão, encontram aqui um prato cheio.









