Lançado nos cinemas no último Natal, Anaconda (2025) soma US$ 134,3 milhões mundialmente e já se prepara para encarar um novo habitat: o catálogo da Netflix. A plataforma confirmou que o meta-reboot desembarca em 25 de março, apenas três meses após sua estreia nas telonas.
O longa, que custou US$ 45 milhões, chegou perto de ultrapassar a marca do filme original de 1997 — faltaram menos de US$ 2,5 milhões para igualar o desempenho de bilheteria. Agora, a aposta é que o streaming possa ampliar a conversa em torno da produção, mantendo o título em cartaz digitalmente enquanto ainda ocupa algumas salas físicas.
Chegada à Netflix impulsiona o meta-reboot
Com o lançamento no streaming, Anaconda (2025) passa a atingir um público mais amplo em um intervalo curto, estratégia cada vez mais comum em Hollywood. Quem perder o longa na Netflix terá outras opções: o filme já pode ser alugado ou comprado no Prime Video por US$ 5,99, enquanto a versão de 1997 está disponível no STARZ e gratuitamente no Tubi.
A proximidade entre a janela de cinema e a de vídeo sob demanda pode ajudar o título a ultrapassar o faturamento do original. Como parte desse movimento, outras produções recentes, como o épico sobre Aníbal estrelado por Denzel Washington também apostam em cronogramas híbridos, reforçando a tendência que o Salada de Cinema vem acompanhando.
Atuações: carisma de Jack Black e Paul Rudd domina a tela
Boa parte do apelo de Anaconda (2025) vem da dupla principal. Jack Black interpreta Doug McCallister, enquanto Paul Rudd vive Ronald “Griff” Griffen Jr. A química entre os dois sustenta o tom de escracho que o roteiro propõe, brincando com o próprio processo de refazer um clássico dentro da história.
Steve Zahn se junta ao trio, ampliando o contraste entre bravura e trapalhadas. Thandiwe Newton, Daniela Melchior e Selton Mello completam o núcleo central, oferecendo contrapesos dramáticos em meio à comédia. Até Jennifer Lopez surge rapidamente, em uma participação especial como ela mesma, gesto que reforça a pegada meta do projeto.
Tom Gormican assume direção e assina roteiro ao lado de Kevin Etten
Responsável por comandar a produção, Tom Gormican divide o texto com Kevin Etten. A dupla opta por um ponto de vista debochado: quatro amigos de infância, todos vivendo crises de meia-idade, decidem refilmar Anaconda (1997) em plena Floresta Amazônica. O resultado, claro, envolve uma jiboia assassina que atrapalha os planos amadores do grupo.
Imagem: Divulgação
Gormican equilibra elementos de aventura, horror leve e humor autorreferente. Ainda que críticos apontem choques de tom e falhas na costura desses gêneros — o longa soma 48% de aprovação no Rotten Tomatoes —, a intenção de brincar com as convenções é clara. Na prática, a condução do cineasta favorece o elenco, que navega pelo absurdo com total consciência do ridículo.
Recepção do público contrasta com críticas divididas
Se os analistas especializados não se renderam por completo, o público abraçou a proposta. A nota de audiência no Rotten Tomatoes alcança 75%, sinalizando que a mistura entre nostalgia e piada interna convenceu a plateia. A avaliação de 6,7/10 em agregadores confirma um meio-termo confortável para produções de gênero.
Esse retorno positivo é atribuído, sobretudo, à vitalidade de Jack Black e Paul Rudd, que transformam cada cena em um jogo de improviso. A despretensão da obra, descrita por muitos como “deliciosamente absurda”, contrasta com a expectativa de uma aventura séria, o que pode explicar parte da divisão crítica.
Vale a pena assistir?
Para quem procura uma comédia recheada de referências a clássicos dos anos 90, Anaconda (2025) entrega exatamente o que promete: diversão ligeira, mortes cartunescas e piadas que quebram a quarta parede. A combinação deve funcionar ainda melhor em casa, onde o espectador pode embarcar sem compromisso.
O ritmo de 100 minutos favorece maratonas e empata bem com os valores de produção. Se a curiosidade falar mais alto, vale conferir o original de 1997 antes ou depois da sessão; ambos estarão acessíveis em serviços distintos, facilitando comparações.
No fim, o meta-reboot se sustenta pelo carisma de seu elenco e pode ganhar vida longa no streaming, replicando a trajetória de outras franquias nostálgicas que reaparecem com novos rostos e pitadas de humor — tendência reforçada por rumores de futuros reboots, como o possível retorno de Jubileu em X-Men no MCU. Se a premissa soa divertida, aperte o play no dia 25.









