Os motores ainda estão aquecendo, mas Top Gun 3 acaba de receber sinal verde para taxiar rumo à pista de decolagem. Em entrevista recente, o veterano produtor Jerry Bruckheimer revelou que o roteiro da aguardada continuação está prestes a ficar pronto, colocando a franquia mais uma vez no radar dos fãs de ação.
Depois do sucesso estrondoso de Top Gun: Maverick, que faturou quase US$ 1,5 bilhão e beliscou uma indicação ao Oscar de Melhor Filme, o terceiro capítulo promete manter o nível de adrenalina. Bruckheimer confirmou que o texto assinado por Christopher McQuarrie e Ehren Kruger chega “muito em breve”, o que pode acelerar o cronograma de volta de Tom Cruise aos ares.
Elenco deve repetir química consagrada em Maverick
Mesmo sem data oficial para início das filmagens, a expectativa é de que Tom Cruise retome o posto de Pete “Maverick” Mitchell. O astro, que reassumiu o manche com vigor no último longa, se tornou peça‐chave para o charme da franquia. Sua entrega física, incluindo as cenas dentro do cockpit, foi determinante para a recepção calorosa do público e da crítica.
Miles Teller também deve regressar como Bradley “Rooster” Bradshaw, reforçando a dinâmica mentor-pupilo que sustentou grande parte da carga dramática de Maverick. Além dele, Glen Powell, intérprete do convencido e carismático Jake “Hangman” Seresin, é outro nome praticamente certo. O ator, que vem colhendo elogios pelo humor sombrio no projeto How to Make a Killing, já declarou interesse em retornar, o que manteria o trio central intacto.
Outros rostos familiares, como Jennifer Connelly e Jon Hamm, seguem em compasso de espera. Por enquanto, a produção prefere manter silêncio sobre participações adicionais, mas o peso dramático dos veteranos pode ser decisivo para dar equilíbrio às acrobacias aéreas.
Direção de Joseph Kosinski ainda não está 100% assegurada
Joseph Kosinski, responsável pela combinação de nostalgia e modernidade que revitalizou a marca, está ligado ao projeto, porém não há confirmação contratual. Em declarações recentes, o cineasta sugeriu que Top Gun 3 mergulhará Maverick em uma “crise existencial” de escala inédita, prometendo um arco conclusivo para o lendário piloto.
Segundo Kosinski, a nova missão fará o protagonista se sentir “pequeno” diante do desafio, indicando que a narrativa pode ir além da rivalidade entre aviadores e questionar o lugar de Maverick em um mundo militar cada vez mais automatizado. Essa abordagem, se executada com o mesmo pulso de Maverick, pode oferecer um contraponto humano às sequências de tirar o fôlego, reforçando a assinatura emocional da franquia.
Vale lembrar que, após Maverick, Kosinski, Bruckheimer e Kruger se uniram em F1: The Movie, previsto para 2025. O trio demonstrou sinergia ao transformar corridas de Fórmula 1 em espetáculo cinematográfico, sinal de que Top Gun 3 deve manter um padrão técnico alto, com ênfase em cenas práticas dentro das aeronaves.
Roteiristas apostam em escala maior e questionamentos íntimos
Ehren Kruger, já entrosado com a mitologia Top Gun, divide a escrita com Christopher McQuarrie, parceiro habitual de Tom Cruise em Missão: Impossível. A dupla promete um roteiro que expande o escopo sem perder o foco no drama individual. Kruger antecipou que só avançará se a história for “forte o bastante”, deixando claro que o trio criativo prioriza substância, não apenas espetáculo.
Imagem: Divulgação
Em termos de estrutura, o terceiro filme precisará equilibrar nostalgia, novos personagens e uma ameaça diferenciada. Depois de Maverick explorar drones e antigas feridas emocionais, Top Gun 3 pode aprofundar o debate sobre relevância do piloto humano frente à tecnologia militar. Tal caminho justificaria a “existencialidade” mencionada por Kosinski, oferecendo material para Cruise exibir vulnerabilidade, algo raro em seus papéis de ação.
Ainda no campo dos bastidores, Bruckheimer comparou o desenvolvimento do projeto com a sexta aventura de Piratas do Caribe, dizendo que Top Gun 3 está “um cabelo” à frente. A imagem de corrida de cavalos reforça a disputa interna no estúdio, onde ambas as franquias são grandes geradoras de bilheteria.
Previsão de estreia indica longa espera, mas entusiasmo segue alto
Com o roteiro chegando e a agenda sempre concorrida de Tom Cruise, analistas estimam que Top Gun 3 só deva pousar nos cinemas em 2028, no mínimo. Esse intervalo reflete não apenas a atenção minuciosa aos detalhes técnicos, mas também a prioridade de Cruise em concluir Missão: Impossível – Acerto de Contas Parte 2 antes de vestir novamente o macacão de voo.
Para os fãs, a espera pode ser longa, porém o histórico recente de Bruckheimer e Cruise indica que o tempo será bem utilizado. Maverick levou quase quatro anos do fim das filmagens até a estreia, em parte devido à pandemia, mas resultou em uma das experiências de ação mais elogiadas da década. Se o mesmo cuidado se repetir, a terceira parte tem potencial para consolidar a série como referência definitiva no subgênero de aviação.
No Brasil, o Salada de Cinema acompanhará cada passo da produção, que promete atrair olhares curiosos de cinéfilos acostumados a blockbusters como Avengers: Doomsday ou projetos originais como Helldivers, de Justin Lin.
Top Gun 3 vale a pena ficar no radar?
Se a promessa de “uma última viagem” para Maverick se cumprir, Top Gun 3 pode oferecer não só ação aérea impecável, mas também um estudo de personagem que encerra 40 anos de história. A confirmação do trio Cruise-Teller-Powell garante carisma, enquanto a perspectiva de um conflito maior — possivelmente envolvendo tecnologias autônomas — acrescenta frescor ao enredo.
Com roteiro quase finalizado, elenco afiado e produtores empenhados em manter o alto padrão, a terceira decolagem tem tudo para justificar a ansiedade. Até lá, resta aos fãs afivelar os cintos e aguardar o som dos motores F/A-18 dominando novamente as telonas.



