Faltam meses para a segunda metade de NCIS temporada 23 chegar à grade da CBS, mas a emissora já adiantou o que muitos fãs preferiam descobrir apenas na estreia de inverno. Novas fotos e a sinopse do episódio “Her” cravam que Ellie Bishop retornará ao Navy Yard em clima amistoso, deixando pouco espaço para especulação.
A revelação pegou o público de surpresa, já que o final de outono encerrou com um gancho dramático: Jessica Knight, agora na unidade ELITE, recebeu ordem de caçar a ex-analista que foi declarada cyberterrorista. A prévia encerra a ansiedade ao mostrar Bishop abraçando Kasie Hines e trocando olhares cúmplices com Timothy McGee, sinal de que qualquer rusga será rapidamente superada.
Imagens inéditas de NCIS eliminam o suspense
Um dos maiores atrativos da temporada 23 era justamente descobrir como o roteiro resolveria a saída turbulenta de Bishop em 2021. No entanto, ao divulgar duas fotos promocionais com a personagem nos corredores familiares do quartel-general, a CBS tornou oficial que o conflito será solucionado ainda no episódio 10.
O retorno harmonioso também aparece na descrição oficial: “Designada terrorista cibernética, Bishop recorre a Nick Torres para provar sua inocência.” Com isso, o espectador já sabe que a atriz Emily Wickersham desfrutará de cenas intensas ao lado de Wilmer Valderrama, abrindo espaço para um reencontro emocional do antigo casal.
Apesar da quebra de mistério, a manobra de marketing garante outra camada de expectativa: observar como a escrita de Steve D. Binder, showrunner de longa data, vai conciliar investigação, drama pessoal e o resgate de histórias não resolvidas da temporada 18.
Atuação de Emily Wickersham no centro das atenções
Desde sua estreia em 2013, Wickersham construiu uma Ellie Bishop marcada pelo equilíbrio entre vulnerabilidade e perspicácia técnica. Ao ser reintroduzida como alvo do próprio time, a atriz tem a chance de retomar nuances que ficaram adormecidas: a tensão interna de quem carrega segredos de missões clandestinas e, ao mesmo tempo, o carinho genuíno pela equipe.
No breve cameo exibido antes da pausa, a intérprete já demonstrou domínio da personagem, transmitindo urgência apenas com a linguagem corporal. A nova participação promete aprofundar essa faceta, aproveitando o atual momento em que séries de ação valorizam protagonistas femininas complexas, como visto na minissérie Dead Set, onde atuação afiada sustenta o ritmo frenético.
Outro ponto alto será o confronto emocional com Torres. O adeus do casal, no final da temporada 18, deixou espaço para frustração e saudade. Agora, a promessa de redenção parece vir embalada por olhares cúmplices nas fotos divulgadas, reforçando a química que conquistou parte da fanbase.
Direção e roteiro equilibram ação e nostalgia em NCIS
O episódio “Her” será comandado por Dennis Smith, veterano que dirigiu capítulos icônicos da franquia. Conhecido por favorecer enquadramentos que destacam expressões faciais, o diretor deve explorar de perto a reação de cada personagem ao rever Bishop. Esse cuidado visual ajuda o público a entender a carga emocional sem recorrer a diálogos expositivos.
Do lado do texto, os roteiristas optam por uma trama interna, encerrando pendências antigas antes do marco de 500 episódios que se aproxima. Ao rotular Bishop como “terrorista” e converter a acusação em falso alarme, o enredo mantém a tradição de NCIS de colocar a honra dos agentes no centro, estratégia semelhante à usada no longa-metragem de escalada vertiginosa analisado em Skyscraper Live, onde o suspense se sustenta por revelações pontuais.

Imagem: Divulgação
Outro acerto de Binder e equipe é evitar vilões genéricos. A ameaça surge de dentro do próprio serviço, o que fortalece o subtexto sobre confiança e lealdade que sempre caracterizou a série. Além disso, a escolha de incluir somente Bishop como convidada pontual mantém o foco na narrativa principal, evitando dispersão em participações especiais excessivas.
Impacto na dinâmica do elenco original
As imagens com Kasie Hines e McGee indicam que o clima no laboratório forense voltará a ser caloroso, recuperando a leveza perdida na temporada 18. Essa reconciliação carrega peso dramático, pois McGee precisou lidar com a partida da colega enquanto subia de posto. Agora, ao vê-la de volta em segurança, o personagem ganha espaço para mostrar o alívio que o público também sente.
Já Jessica Knight, interpretada por Katrina Law, tem a oportunidade de crescer narrativamente. Sua designação para capturar Bishop reforça o dilema ético enfrentado por agentes que dividem lealdade entre ordens superiores e vínculos pessoais. A obstinação de Knight apresenta ecos temáticos de histórias recentes que tratam de honra militar em universos futuristas, como a série sobre Academia da Frota Estelar citada em Starfleet Academy.
Wilmer Valderrama, por sua vez, recebe uma chance rara de atuar em registros mais contidos. Torres acostumou o público à postura impulsiva, mas, diante da volta de Bishop, a expectativa é ver o agente equilibrar adrenalina e sentimento. Se executado com sutileza, o reencontro deve ampliar a profundidade do personagem, tornando-o menos unidimensional.
NCIS temporada 23 ainda vale a maratona?
A prévia divulgada estraga parte do suspense, porém preserva a curiosidade sobre como a equipe lidará com o status de “terrorista” atribuído a Bishop. A jornada para limpar o nome da agente promete cenas de investigação robusta e diálogos afiados, marca registrada do drama criminal.
Com Emily Wickersham exibindo carisma intacto, direção de Dennis Smith e roteiro focado em arco emocional, o episódio “Her” tende a ser um ponto alto da temporada. Mesmo quem ficou afastado nos últimos anos encontra aqui um gancho acessível para retomar a série sem sentir grandes lacunas.
No fim das contas, NCIS continua entregando a combinação de camaradagem e ação policial que sustenta sua longevidade. Para o leitor do Salada de Cinema que busca entretenimento honesto, a temporada 23 demonstra fôlego suficiente para justificar uma nova maratona antes do retorno previsto para 2026.



