O suspense criminal Steal, protagonizado por Sophie Turner, desembarcou no Prime Video e já emplacou uma aprovação de 80% entre os críticos no Rotten Tomatoes. A trama acompanha Zara Dunne, funcionária de escritório que, sem perceber, se vê no epicentro de um assalto de grandes proporções.
Com apenas cinco avaliações contabilizadas – quatro positivas e uma negativa –, esse índice ainda deve oscilar, mas já indica que a produção pode encontrar seu público quando os seis episódios forem disponibilizados em 21 de janeiro. A seguir, o Salada de Cinema reúne o que se sabe sobre a performance do elenco, o olhar dos críticos e os elementos narrativos que definem a série Steal.
Série Steal estreia com 80% no Rotten Tomatoes
O pontapé inicial de Steal no Rotten Tomatoes apresenta 80% de aprovação, fruto de quatro selos “Fresh” e um “Rotten”. Ainda é cedo para cravar a posição definitiva da produção, mas o número já posiciona a série acima de muitas estreias recentes em streaming.
Ben Gibbons, do ScreenRant, elogiou a carga dramática e as sequências de ação, embora tenha notado que a obra “luta para sustentar o suspense prometido desde o primeiro episódio”. Por outro lado, Therese Lacson, do Collider, classificou a narrativa como “um dos mais fortes exemplos recentes da versatilidade de Turner”, destacando a chuva de reviravoltas que acompanha cada capítulo.
Sophie Turner no centro do assalto
Sophie Turner empresta intensidade a Zara Dunne, personagem que se equilibra entre vítima e peça-chave do crime. De acordo com Richard Roeper, do RogerEbert.com, a atriz entrega uma interpretação “excepcional”, dando vida a uma figura “complexa e empática”.
Turner, conhecida mundialmente por Game of Thrones, explora aqui registros diferentes da heroína épica Sansa Stark. Em Steal, a protagonista flerta com a ambiguidade moral ao navegar pelo caos deixado depois do golpe. Esse foco no “pós-assalto”, segundo a própria atriz, foi o que a atraiu: “É revigorante mostrar o que acontece quando a poeira baixa”, comentou à imprensa internacional.
O roteiro aposta na presença magnética da atriz: cenas de confrontos verbais, olhares fugidios e dilemas éticos aproveitam a espontaneidade de Turner, garantindo que o público permaneça investido mesmo quando a narrativa recorre a lugares-comuns do gênero.
Ritmo, reviravoltas e limites do roteiro
A estrutura de Steal inverte a fórmula tradicional ao iniciar a história depois da execução do roubo. Essa escolha – celebrada por parte da crítica – cria espaço para flashbacks e pistas que mantêm o mistério vivo. Archie Madekwe, que vive Luke, colega e confidente de Zara, afirmou que “o seriado vira a receita de ponta-cabeça”, trocando a tensão da preparação pelo impacto emocional das consequências.
Imagem: Divulgação
Apesar da ousadia, alguns analistas apontaram tropeços. Roeper sublinhou a dependência excessiva de clichês de assalto e a falta de “carisma sombrio” na equipe criminosa. Já Gibbons frisou que, embora o drama funcione, o suspense nem sempre acompanha o ritmo. Ainda assim, o conjunto de reviravoltas mantém a audiência alerta – mérito de roteiristas que apostam em cliffhangers agressivos para fisgar o espectador.
O resultado é um thriller que transita entre ação, drama e crime, sem firmar residência definitiva em nenhum dos gêneros. Essa multiplicidade, elogiada pelo Collider, pode ser justamente o atrativo para quem busca experiências menos lineares em séries de roubo.
Elenco de apoio e investigação liderada por DCI Covac
Jacob Fortune-Lloyd assume o detetive Rhys Covac, encarregado de remontar o quebra-cabeça do crime. O ator entrega um policial metódico, cuja postura fria contrasta com a vulnerabilidade de Zara. A dinâmica entre os dois impulsiona os momentos de investigação, trazendo frescor aos tradicionais interrogatórios.
Archie Madekwe, por sua vez, serve como ponto de equilíbrio emocional. Luke funciona tanto como ombro amigo quanto como elo duvidoso na cadeia de confiança estabelecida pela protagonista. Segundo resenhas, a química entre Madekwe e Turner injeta humanidade em uma premissa potencialmente mecânica.
Completam o elenco Andrew Howard, escalado como um atirador de elite envolvido no golpe, e demais membros da quadrilha, descritos como funcionais, porém carentes de magnetismo – crítica recorrente nas análises iniciais. Mesmo assim, o embate entre criminosos e investigadores sustenta a tensão até o último episódio.
Vale a pena assistir à série Steal?
Os primeiros pareceres apontam que a série Steal se destaca, sobretudo, pela atuação de Sophie Turner e pela estrutura narrativa que privilegia o “depois” do crime. Ainda que o roteiro incorra em fórmulas conhecidas, o jogo de gato e rato entre Zara e o detetive Covac, somado às sucessivas reviravoltas, oferece entretenimento sólido para fãs de drama e suspense. Quem procura uma vitrine da evolução artística de Turner após Game of Thrones deve encontrar em Steal um convite interessante, disponível integralmente no Prime Video a partir de 21 de janeiro.









