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    O vencedor do Oscar, de Guillermo del Toro, agora pode ser visto de graça

    A Forma da Água de Guillermo del Toro nos ensina que o amor está nos lugares mais inesperados (e que o monstro não é o vilão).
    Matheus AmorimBy Matheus Amorimoutubro 7, 2025Nenhum comentário3 Mins Read
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    A Forma da Água
    Imagem: Divulgação/A Forma da Água - Fox Searchlight Pictures
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    Imagine um conto de fadas onde a princesa não é uma princesa, mas uma faxineira muda. E o monstro não é um vilão, mas o herói. Essa é a premissa de A Forma da Água, a obra-prima de Guillermo del Toro que, acredite, ganhou o Oscar de Melhor Filme.

    Disponível de graça no Mercado Play, A Forma da Água, filme de 2017 é uma história de amor inusitada e visualmente espetacular. É um lembrete de que as mais belas conexões acontecem onde menos se espera. E por isso, vale a pena adicioná-lo a lista de filmes que ainda precisam ser vistos em 2025.

    A Forma da Água é a história do encontro de duas almas solitárias

    A narrativa, com 2 horas e 3 minutos, nos transporta para Baltimore, em 1962. Neste lugar, conhecemos Elisa, uma zeladora que trabalha no turno da noite em um laboratório secreto do governo.

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    Ela vive uma rotina silenciosa, marcada pela solidão. A vida de Elisa muda com a chegada de uma “cobaia” misteriosa: uma criatura anfíbia humanoide, capturada na Amazônia.

    Enquanto o coronel Strickland a trata com brutalidade, Elisa se aproxima do ser com gentileza, oferecendo-lhe ovos cozidos e música. Uma conexão nasce entre os dois seres marginalizados.

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O boom dos reboots e a força dos animes cult dos anos 80 Reboots movimentam cifras robustas e, ao mesmo tempo, apresentam clássicos a novas gerações. Esse fenômeno impulsiona catálogos de streaming e abastece eventos como a AnimeJapan com anúncios que fazem o fã mais veterano suspirar. Mesmo nesse cenário, existe uma parcela de obras esquecidas que, caso ganhassem nova roupagem, teriam tudo para repetir o sucesso recente de algumas franquias. O segredo está no material original: roteiros sólidos, temáticas universais e diretores que marcaram época. Sete joias esquecidas que continuam relevantes  <strong>O Pequeno Príncipe Cedie (Little Prince Cedie)</strong> – 43 episódios <em>Estúdio: Nippon Animation</em> A trajetória do garoto nova-iorquino que descobre ser herdeiro de um condado inglês rende um drama histórico com recados sobre classe social e reconciliação familiar. A atuação de voz infantil contrasta com a rigidez do avô, criando tensão genuína em tela. <strong>Lady Georgie</strong> – 45 episódios <em>Estúdio: Tokyo Movie Shinsha</em> Representante máximo do shoujo trágico, a série revisita o triângulo amoroso de uma menina adotada que busca suas origens. Os dubladores entregam emoções à flor da pele, enquanto o roteiro não teme escancarar segredos sombrios de família. <strong>A Adaga de Kamui (The Dagger of Kamui)</strong> – Filme único <em>Estúdio: Madhouse</em> Dirigido por Rintarou, o longa acompanha Jiro, descendente de Ainu, num Japão turbulento. A fotografia cheia de pinceladas aquareladas e as coreografias de luta transformam cada quadro numa pintura em movimento. <strong>Viagem pelo Mundo das Fadas (A Journey Through Fairyland)</strong> – Filme único <em>Estúdio: Sanrio</em> Fantasia musical que mistura oboé, jardins mágicos e criaturas travessas. A trilha clássica guiada por Michael, o protagonista, eleva a experiência a um balé animado, perfeito para todas as idades. <strong>Bobby’s in Deep</strong> – Filme único <em>Estúdio: Madhouse / Project Team Argos</em> Akihiko Nomura fala pouco, mas suas corridas de motocicleta dizem tudo. O filme constrói o personagem pelas interações, em especial pelas cartas misteriosas que recebe. Visualmente, é uma aula de iluminação noturna. <strong>Oshin</strong> – Filme único <em>Estúdio: Sanrio</em> Num recorte histórico sobre pobreza e trabalho infantil, vemos uma garota de sete anos lutar pela família. Sem apelos fáceis, a dublagem infantil traz crueza a cenas que ainda chocam em 2026. <strong>Baoh, o Visitante (Baoh the Visitor)</strong> – OVA de 47 minutos <em>Estúdio: Studio Pierrot</em> É o elo perdido entre violência oitentista e a imaginação de Hirohiko Araki. Implante parasitário, poderes psíquicos e sangue em profusão criam um sandbox de ação que antecede o estilo exagerado de JoJo.  Trabalho de direção e roteiros: por que ainda impressionam Cada um desses animes cult dos anos 80 carrega a assinatura de nomes que moldaram a indústria. Rintarou, em A Adaga de Kamui, concilia realismo histórico com estética quase onírica. Já Lady Georgie ousa ao encarar tabus em pleno horário infantil, mérito de roteiristas que não subestimaram o público-alvo. Viagem pelo Mundo das Fadas, apesar de ser produção Sanrio, foge do lugar-comum fofo; a companhia investiu em um conto sobre música erudita, demonstrando flexibilidade criativa. Esse cuidado autoral explica por que essas obras continuam pedindo uma segunda vida em HD. Impacto cultural e potencial de retorno Mesmo distantes das listas de “melhores da temporada”, esses títulos influenciam criadores atuais. A trama de classe social em O Pequeno Príncipe Cedie ecoa em dramas recentes, enquanto Baoh pavimentou o caminho para protagonistas antieróis em OVAs posteriores. Além disso, muitos deles cabem na categoria de <a href="https://saladadecinema.com.br/lista-10-animes-ate-50-episodios/">animes com até 50 episódios</a>, facilidade que atrai o espectador que não dispõe de tempo para sagas infinitas. É um ponto forte para qualquer plataforma que avalie reboots ou remasterizações. Vale a pena maratonar esses clássicos? Se o interesse por narrativas densas e estilos de animação variados existe, vale – e muito. Cada obra apresenta camadas que dialogam com dilemas modernos, provando que a estética oitentista não se resume a nostalgia vazia. Para o leitor do Salada de Cinema, fica a dica de reservar um fim de semana e redescobrir, sem pressa, esses animes cult dos anos 80 que continuam atuais em 2026.
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    Ao descobrir que a criatura será morta, Elisa arquiteta um plano de resgate perigoso em A Forma da Água, arriscando tudo pelo amor que encontrou neste ser.

    Um conto de fadas moderno

    O que eleva A Forma da Água é a sensibilidade de seu diretor. Guillermo del Toro, um mestre em encontrar a beleza no grotesco, cria aqui sua obra mais poética. O filme é uma homenagem explícita a O Monstro da Lagoa Negra, mas com uma diferença crucial: aqui, o monstro tem a chance de ser amado.

    A produção se destaca por sua direção de arte, que merecidamente levou o Oscar. Del Toro pinta seu mundo com tons de verde e azul, mergulhando o espectador em uma atmosfera aquática.

    O elenco e a produção que deram o Oscar a um romance fantástico

    O filme é uma criação do diretor e roteirista vencedor do Oscar, Guillermo del Toro. A produção foi a grande vitoriosa do Oscar de 2018, levando os prêmios de Melhor Filme e Melhor Diretor.

    A Forma da Água
    Imagem: Divulgação/A Forma da Água – Fox Searchlight Pictures

    O elenco é o coração da obra. Sally Hawkins entrega uma performance que transcende a ausência de diálogos; sua Elisa comunica um universo de desejo e coragem apenas com o olhar.

    Já Michael Shannon constrói um vilão aterrorizante em sua mediocridade. E Richard Jenkins e Octavia Spencer, ambos indicados ao Oscar, formam o núcleo de apoio que dá calor à trama.

    O que torna o filme imperdível é sua beleza e sua coragem. A Forma da Água é diferente, mas é aí que reside seu charme. E com 92% de aprovação no Rotten Tomatoes, é impossível não assistir agora que está de graça. Confira no Mercado Play clicando aqui.

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    Matheus Amorim
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    Sou redator especializado em conteúdo de entretenimento para o mercado digital. Desde 2021, produzo análises, dicas e críticas sobre o mundo do entretenimento, com experiência como colunista em sites de referência.

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