Toy Story 5 estreou nos cinemas no fim de semana de 19 de junho de 2026 e arrecadou aproximadamente US$ 160 milhões apenas no mercado doméstico norte-americano, com outros US$ 152 milhões vindos do exterior — chegando a um total global de US$ 312 milhões em três dias. É a segunda maior abertura da história da Pixar, atrás somente de Os Incríveis 2, que estreou com US$ 182 milhões em 2018.
Para uma franquia com mais de três décadas e quatro filmes anteriores nas costas, esses números têm peso duplo: confirmam que o público ainda quer ver Woody e Buzz na tela grande — e enterram, ao menos por ora, a narrativa de que a Pixar havia perdido o fio.
Resumo rápido
- Estreia doméstica: aproximadamente US$ 160 milhões (2ª maior da Pixar)
- Bilheteria global no fim de semana: US$ 312 milhões
- Orçamento reportado: US$ 250 milhões
- Nota no Rotten Tomatoes: 93% (a mais baixa da franquia, ainda assim forte)
- Direção: Andrew Stanton; estreia: 19 de junho de 2026
O que esses números representam dentro da Pixar
Nos últimos anos, o estúdio acumulou resultados bem abaixo do que construiu como padrão. Lightyear arrecadou US$ 226 milhões ao longo de toda a sua exibição. Elio estreou com míseros US$ 20,8 milhões. Hoppers, o original mais recente lançado nos cinemas ainda em 2026, abriu com US$ 45,3 milhões — um número razoável para um filme novo, mas distante do que a marca Pixar já foi capaz de gerar.
Toy Story 5 superou a bilheteria vitalícia de Lightyear só no primeiro dia. E, considerando que o spin-off com Chris Evans no lugar de Tim Allen foi visto por muitos como o ponto mais baixo criativo e comercial do estúdio nos últimos tempos, isso tem um certo sabor simbólico.

O ponto de comparação mais relevante, no entanto, é Divertida Mente 2. O filme de 2024 quebrou todos os recordes possíveis para a Pixar, tornou-se o maior lançamento animado de todos os tempos (por um tempo) e reacendeu a fé do mercado no estúdio. Toy Story 5 estreou acima de Divertida Mente 2 no mercado doméstico — o que coloca o novo filme num patamar de expectativa real de cruzar a marca de US$ 1 bilhão no total global.
Um retorno que o estúdio precisava — e que a franquia sustentou
Dirigido por Andrew Stanton, responsável por clássicos como Procurando Nemo e WALL-E, o quinto filme da série acompanha os brinquedos de Bonnie diante de uma ameaça nova: um tablet infantil chamado Lilypad, que vai ganhando espaço na rotina da menina e colocando o grupo em alerta. A voz do dispositivo é de Greta Lee, a grande adição ao elenco.
Os retornos já esperados estão todos lá: Tom Hanks de volta como Woody, Tim Allen como Buzz Lightyear e Joan Cusack como Jessie. A trilha sonora ganhou uma música inédita de Taylor Swift, intitulada I Knew It, I Knew You — detalhe que, evidentemente, ajuda na visibilidade fora do circuito tradicional de fãs de animação.
A recepção da crítica ficou em 93% no Rotten Tomatoes — nota alta em termos absolutos, mas a mais baixa da franquia principal. O consenso do site diz que o filme “prova que brinquedos velhos ainda podem aprender truques novos, ao mesmo tempo que enfrenta a era do tempo de tela infinito”. Não faltaram vozes dissonantes: o crítico Peter Bradshaw, do The Guardian, deu dois de cinco estrelas e disse que a franquia “já esgotou as pilhas”.
A recepção dividida na crítica, porém, não segurou o público. E esse é um dado que conta.
A franquia tem mais de US$ 3 bilhões acumulados — e ainda não parou
A série Toy Story existe há mais de três décadas. Os quatro filmes anteriores geraram juntos mais de US$ 3 bilhões em bilheteria global. Toy Story 3 e Toy Story 4 ganharam o Oscar de Melhor Animação — os dois primeiros só não concorreram porque a categoria ainda não existia quando foram lançados.
Isso não é detalhe de trivia. É o peso que o quinto filme carrega. Qualquer tropeço seria tratado como sinal de declínio irreversível. Uma estreia como essa, especialmente depois de um ciclo instável para a Pixar, muda o tom da conversa.
De acordo com projeções de veículos especializados como Box Office Pro e Deadline, o total doméstico do filme pode chegar à faixa de US$ 465 milhões a US$ 602 milhões ao longo de toda a exibição — o que também representaria um recorde para 2026. São números ainda especulativos, que dependem do desempenho nas próximas semanas, mas a base de estreia é sólida o suficiente para sustentar a expectativa.
O que esperar agora
O desafio imediato da Pixar é segurar o ritmo. Estreias expressivas podem desabar rapidamente se o boca a boca não acompanhar — e a nota mais baixa da franquia no Rotten Tomatoes, ainda que longe de ser ruim, pode indicar que parte do público vai sair do cinema com expectativas não totalmente atendidas.
Por outro lado, o filme tem orçamento de US$ 250 milhões e uma franquia que historicamente mantém tração nas semanas seguintes, especialmente com o público familiar durante o período de férias escolares. O desfecho do filme e a recepção do personagem Lilypad devem pautar boa parte das conversas nas próximas semanas.
Para a Pixar, o recado mais imediato é claro: quando a propriedade intelectual é forte o suficiente e o estúdio entrega com cuidado, o público vai ao cinema. A questão que fica em aberto é se esse fôlego se sustenta além de Toy Story — ou se o estúdio ainda depende dos nomes que construiu há três décadas para lotar as salas.
Fonte principal: collider.com. Informações complementares: Deadline, Variety, Box Office Pro, Factlen.






