Desde os picos enevoados de Twin Peaks até as cercas brancas suspeitas de A Cidade dos Amaldiçoados, o subgênero do “thriller de cidade pequena” nos ensina que a normalidade é apenas uma fachada. E a nova minissérie da Netflix, Desobedientes (Wayward), segue essa tradição.
Desobedientes acaba mergulhando o espectador em uma conspiração que ferve sob a superfície de uma comunidade aparentemente perfeita, em uma obra de oito episódios.
Qual é a história de Desobedientes?
A narrativa é ambientada em uma cidade pitoresca e aparentemente tranquila. O local abriga a misteriosa instituição Tall Pines, um colégio interno para adolescentes considerados “problemáticos” por suas famílias ricas.
E o problema aqui, começa, quando um jovem aluno tenta uma fuga desesperada, um evento que desencadeia uma investigação que une duas jovens a um policial local.
Juntos, eles começam a desvendar os segredos perturbadores que se escondem por trás dos muros da instituição, percebendo que a chefia do local pode estar envolvida em algo muito mais sinistro do que imaginavam.
A crítica amou e o público também, série no TOP 10 da Netflix
O grande mérito de Desobedientes está em sua construção atmosférica, que bebe diretamente da fonte de David Lynch. A série aposta em um suspense crescente, onde o mal não é explícito, mas sim uma sensação constante de estranheza que permeia cada cena.
A produção se diferencia ao focar na jornada psicológica de seus jovens protagonistas, em uma veia que lembra o cinema de Sofia Coppola, explorando a rebelião contra um sistema de controle adulto que é opressor e sedutor.
Além disso, a presença de Toni Collette ancora a trama com uma gravidade inconfundível. Sua habilidade em transitar entre o maternal e o monstruoso, como já vimos em Hereditário, eleva o material.
A produção e o elenco

A minissérie, Desobedientes, é uma criação da comediante e roteirista canadense Mae Martin (Feel Good). E para sua surpresa, o elenco estelar é liderado pela vencedora do Emmy Toni Collette.
A própria Mae Martin assume um papel central, ao lado de Sarah Gadon, veterana do cinema de David Cronenberg, e Laurie Davidson. A dica, portanto, é valiosa para quem aprecia suspenses que exigem mais do que apenas atenção.
É uma obra que recompensa o espectador com uma trama inteligente e cheia de camadas, na tradição dos grandes thrillers psicológicos dos anos 70, mas com uma sensibilidade totalmente contemporânea. Vale a pena ver na Netflix.
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