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    Nove séries de mitologia grega para preencher a espera por Percy Jackson & the Olympians

    Thais BentlinBy Thais Bentlinfevereiro 2, 2026Nenhum comentário5 Mins Read
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    A segunda temporada de Percy Jackson & the Olympians mal acabou e o hiato até 2026 já pesa no coração dos semideuses de plantão. Enquanto o set não volta a ferver, o espectador encontra na TV diversas produções que dialogam, direta ou indiretamente, com o universo de Rick Riordan.

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    O Salada de Cinema listou nove séries de mitologia grega que valem cada minuto de maratona. O foco aqui é analisar como elenco, direção e roteiro sustentam a aventura, criando pontes narrativas ideais para quem ainda sente cheiro de néctar e ambrosia pelas manhãs.

    Releituras modernas: Kaos e Atlantis

    Em Kaos, Jeff Goldblum encarna um Zeus neurótico que estabelece o tom cínico da produção. A escolha do ator, conhecido pela mistura de humor e estranheza, favorece o roteiro de Charlie Covell, que reimagina os olimpianos como executivos viciados em poder. A direção alterna planos grandiosos — dignos de tragédia clássica — com closes sufocantes, reforçando a paranoia do rei dos deuses. Visualmente, o alto investimento salta aos olhos, com figurinos que misturam alfaiataria contemporânea e detalhes mitológicos.

    Já Atlantis, da BBC, traz Jack Donnelly como Jason em uma pegada mais aventuresca. O ator convence ao equilibrar ingenuidade e coragem, enquanto os roteiristas Howard Overman e Johnny Capps inserem humor britânico em meio a minotauros e oráculos. A fotografia quente e a direção de arte, que leva barro e bronze a sério, transportam o público a uma Atlântida vibrante. O contraste entre o protagonismo de Goldblum, puro egocentrismo divino, e o de Donnelly, o herói relutante, evidencia como a mitologia pode ganhar tons diferentes sem perder sua essência.

    Animação em destaque: Blood of Zeus e Class of the Titans

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    Blood of Zeus confirma que animações “para adultos” podem ir além da comédia. A dublagem de Derek Phillips (Heron) e Jessica Henwick (Alexia) injeta emoção suficiente para transformar batalhas sangrentas em conflitos pessoais. A dupla de criadores, Charley e Vlas Parlapanides, aposta em um roteiro enxuto, mas recheado de reviravoltas, enquanto o estúdio Powerhouse Animation capricha nos traços inspirados em vasos helênicos. Não à toa, o debate sobre a validade de animações como entretenimento adulto também ganhou força em listas como Animações para todas as idades.

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O boom dos reboots e a força dos animes cult dos anos 80 Reboots movimentam cifras robustas e, ao mesmo tempo, apresentam clássicos a novas gerações. Esse fenômeno impulsiona catálogos de streaming e abastece eventos como a AnimeJapan com anúncios que fazem o fã mais veterano suspirar. Mesmo nesse cenário, existe uma parcela de obras esquecidas que, caso ganhassem nova roupagem, teriam tudo para repetir o sucesso recente de algumas franquias. O segredo está no material original: roteiros sólidos, temáticas universais e diretores que marcaram época. Sete joias esquecidas que continuam relevantes  <strong>O Pequeno Príncipe Cedie (Little Prince Cedie)</strong> – 43 episódios <em>Estúdio: Nippon Animation</em> A trajetória do garoto nova-iorquino que descobre ser herdeiro de um condado inglês rende um drama histórico com recados sobre classe social e reconciliação familiar. A atuação de voz infantil contrasta com a rigidez do avô, criando tensão genuína em tela. <strong>Lady Georgie</strong> – 45 episódios <em>Estúdio: Tokyo Movie Shinsha</em> Representante máximo do shoujo trágico, a série revisita o triângulo amoroso de uma menina adotada que busca suas origens. Os dubladores entregam emoções à flor da pele, enquanto o roteiro não teme escancarar segredos sombrios de família. <strong>A Adaga de Kamui (The Dagger of Kamui)</strong> – Filme único <em>Estúdio: Madhouse</em> Dirigido por Rintarou, o longa acompanha Jiro, descendente de Ainu, num Japão turbulento. A fotografia cheia de pinceladas aquareladas e as coreografias de luta transformam cada quadro numa pintura em movimento. <strong>Viagem pelo Mundo das Fadas (A Journey Through Fairyland)</strong> – Filme único <em>Estúdio: Sanrio</em> Fantasia musical que mistura oboé, jardins mágicos e criaturas travessas. A trilha clássica guiada por Michael, o protagonista, eleva a experiência a um balé animado, perfeito para todas as idades. <strong>Bobby’s in Deep</strong> – Filme único <em>Estúdio: Madhouse / Project Team Argos</em> Akihiko Nomura fala pouco, mas suas corridas de motocicleta dizem tudo. O filme constrói o personagem pelas interações, em especial pelas cartas misteriosas que recebe. Visualmente, é uma aula de iluminação noturna. <strong>Oshin</strong> – Filme único <em>Estúdio: Sanrio</em> Num recorte histórico sobre pobreza e trabalho infantil, vemos uma garota de sete anos lutar pela família. Sem apelos fáceis, a dublagem infantil traz crueza a cenas que ainda chocam em 2026. <strong>Baoh, o Visitante (Baoh the Visitor)</strong> – OVA de 47 minutos <em>Estúdio: Studio Pierrot</em> É o elo perdido entre violência oitentista e a imaginação de Hirohiko Araki. Implante parasitário, poderes psíquicos e sangue em profusão criam um sandbox de ação que antecede o estilo exagerado de JoJo.  Trabalho de direção e roteiros: por que ainda impressionam Cada um desses animes cult dos anos 80 carrega a assinatura de nomes que moldaram a indústria. Rintarou, em A Adaga de Kamui, concilia realismo histórico com estética quase onírica. Já Lady Georgie ousa ao encarar tabus em pleno horário infantil, mérito de roteiristas que não subestimaram o público-alvo. Viagem pelo Mundo das Fadas, apesar de ser produção Sanrio, foge do lugar-comum fofo; a companhia investiu em um conto sobre música erudita, demonstrando flexibilidade criativa. Esse cuidado autoral explica por que essas obras continuam pedindo uma segunda vida em HD. Impacto cultural e potencial de retorno Mesmo distantes das listas de “melhores da temporada”, esses títulos influenciam criadores atuais. A trama de classe social em O Pequeno Príncipe Cedie ecoa em dramas recentes, enquanto Baoh pavimentou o caminho para protagonistas antieróis em OVAs posteriores. Além disso, muitos deles cabem na categoria de <a href="https://saladadecinema.com.br/lista-10-animes-ate-50-episodios/">animes com até 50 episódios</a>, facilidade que atrai o espectador que não dispõe de tempo para sagas infinitas. É um ponto forte para qualquer plataforma que avalie reboots ou remasterizações. Vale a pena maratonar esses clássicos? Se o interesse por narrativas densas e estilos de animação variados existe, vale – e muito. Cada obra apresenta camadas que dialogam com dilemas modernos, provando que a estética oitentista não se resume a nostalgia vazia. Para o leitor do Salada de Cinema, fica a dica de reservar um fim de semana e redescobrir, sem pressa, esses animes cult dos anos 80 que continuam atuais em 2026.
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    Class of the Titans, por sua vez, soa quase como irmão gêmeo animado de Percy Jackson & the Olympians. Aqui, sete descendentes de heróis clássicos trocam o acampamento meio-sangue por um colégio moderno. Robert Tinkler (Jay) lidera um elenco de vozes que entrega carisma mesmo em tramas episódicas. O design absurdo de 2005 envelheceu, mas mantém charme retrô. Se o roteiro raramente aprofunda dilemas psicológicos, compensa com ritmo frenético e vilão convincente: Cronos, dublado por David Kaye, exala ameaça em cada sílaba.

    Aventuras clássicas revisitadas: Jason & the Argonauts, Olympus e Helen of Troy

    A minissérie Jason & the Argonauts (2000) adota uma abordagem fiel ao mito original. Jason London assume o papel-título com mistura de obstinação e vulnerabilidade, conduzida pela direção segura de Nick Willing. O texto de Matthew Faulk e Mark Skeet simplifica a epopeia sem mutilar a essência, permitindo que o espectador acompanhe o herói em busca do Velocino de Ouro sem se perder em genealogias e subtramas.

    Olympus, exibida pelo Syfy em 2015, confessa o orçamento modesto logo no primeiro cenário, mas compensa a limitação visual com performance explosiva de Tom York (Hero). O roteiro de Nick Willing abraça o camp, entregando diálogos melodramáticos que lembram novelas de fantasia. A fotografia, às vezes saturada demais, sublinha a sensação de sonho — ou pesadelo — mitológico.

    Nove séries de mitologia grega para preencher a espera por Percy Jackson & the Olympians - Imagem do artigo original

    Imagem: Divulgação

    Helen of Troy completa o trio com uma narrativa que devolve às divindades o protagonismo ausente em adaptações como Troy. Sienna Guillory interpreta Helen sem caricatura, conduzida pela direção de John Kent Harrison, que equilibra romance e intriga política. Roteiristas Ronni Kern e Ted Kurdyla exploram o ponto de vista feminino, antecipando discussões de representatividade presentes em Percy Jackson & the Olympians, onde Annabeth e Clarisse recusam o papel de mera coadjuvante.

    Narrativas antológicas e cult: Great Greek Myths e Xena: Warrior Princess

    Great Greek Myths aposta em formato documental animado. O narrador fraciona cada lenda em atos objetivos, enquanto as ilustrações ganham movimento mínimo, quase como pinturas vivas. O resultado é uma experiência hipnótica que serve de guia histórico para quem quer contextualizar as liberdades criativas de Percy Jackson & the Olympians. A série funciona também como porta de entrada para quem ainda confunde Medusa com as górgonas em geral.

    Xena: Warrior Princess, eterna campeã de reprises, continua relevante por escancarar o protagonismo feminino na mitologia. Lucy Lawless transita de ações bruscas a olhares cúmplices com facilidade, sustentada por roteiro que mistura ironia e filosofia. A direção de episódios varia, mas a média entrega coreografias de luta pensadas para valorizar a presença física da atriz. É impossível ignorar a influência da produção em personagens como Annabeth, que em Percy Jackson também assume a postura estratégica de uma guerreira experiente.

    Vale a pena mergulhar nessas releituras?

    Se o objetivo é suprir a carência deixada por Percy Jackson & the Olympians, o pacote acima atende a variados gostos. Os que buscam ironia contemporânea encontram em Kaos sua dose de humor ácido, enquanto fãs de animação musculosa se divertem com Blood of Zeus.

    Aqueles em busca de fidelidade ao mito podem recorrer à minissérie Jason & the Argonauts ou ao formato quase acadêmico de Great Greek Myths. Já quem prefere um toque de nostalgia, Xena permanece como referência cult, em diálogo constante com discussões de representatividade presentes nas produções atuais.

    Com a terceira temporada de Percy Jackson prevista apenas para 2026 — ano que também promete várias estreias listadas em séries de ação mais aguardadas de 2026 —, vale aproveitar o intervalo para visitar (ou revisitar) essas histórias que mantêm a chama olímpica acesa na cultura pop.

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    Thais Bentlin

    Sou formada em Marketing Digital e criadora de conteúdo para web, com especialização no nicho de entretenimento. Trabalho desde 2021 combinando estratégias de marketing com a criação de conteúdo criativo. Minha fluência em inglês me permite acompanhar e desenvolver materiais baseados em tendências globais do setor.

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