Segundo relatos do insider Daniel Richtman, Reed Richards (Pedro Pascal) e Doutor Destino (Robert Downey Jr.) formarão uma aliança em Vingadores: Doutor Destino para construir canhões especiais capazes de repelir Incursões multiversais — o evento de colisão entre universos que ameaça toda a existência no MCU. A informação, ainda não confirmada oficialmente pela Marvel Studios, vem de Richtman via Patreon e coloca os dois personagens no centro da estratégia narrativa do filme.
Resumo rápido
- Segundo o insider Daniel Richtman, Reed Richards e Doutor Destino trabalharão juntos em Vingadores: Doutor Destino
- O plano seria construir canhões especiais em cada Terra para repelir as Incursões multiversais
- A aliança é descrita como temporária — Doom entra no filme com uma “vendetta contra o Multiverso”, segundo relatos anteriores do mesmo insider
- O trailer exibido na CinemaCon 2026 mostra Doom como vilão implacável: ele paralisa o Stormbreaker de Thor com uma mão
- Vingadores: Doutor Destino reunirá Vingadores, Thunderbolts, Quarteto Fantástico e X-Men em crise multiversal
A contradição no centro do plano: o vilão que precisa salvar o que quer destruir

O dado mais revelador no relato de Richtman não é a aliança em si, mas o que ela exige que Doom abdique — mesmo que temporariamente. Segundo o próprio insider em reportagens anteriores, Doctor Doom chega ao filme movido por uma vendetta contra o Multiverso. Ele não quer salvar a realidade: quer acertar contas com ela. Trabalhar ao lado de Reed Richards para construir uma infraestrutura de salvamento em múltiplas Terras seria, na superfície, a contradição mais flagrante de seu arco.
Mas essa contradição pode ser exatamente o ponto. Na trajetória do personagem nos quadrinhos — especialmente na run de Jonathan Hickman com os FF em 2011 —, Doom e Richards fecham alianças contra ameaças cósmicas maiores não por altruísmo, mas porque ambos reconhecem que nenhum dos dois resolve o problema sozinho. O Conselho dos Reeds dessa história é um paralelo direto com o cenário multiversal que o MCU está construindo na Fase 6. A lógica é a mesma: quando o problema é grande o suficiente para destruir a todos, até inimigos históricos calculam que cooperar é mais vantajoso do que competir.
Reed Richards chega sem experiência, Doom chega sem escrúpulos — e os dois precisam um do outro

A parceria faz sentido estrutural dentro do que o MCU estabeleceu até agora. Pedro Pascal está interpretando um Reed Richards que acaba de entrar no universo compartilhado mais amplo — vindo de Quarteto Fantástico: Primeiros Passos (2025), onde o personagem enfrentou seus primeiros desafios no contexto do MCU. Reed é o maior cientista de sua realidade, mas não tem familiaridade com o funcionamento das Incursões em escala multiversal. Ele traz o método, as conexões com os outros heróis e a credibilidade moral necessária para que o plano seja aceito.
Doom, por outro lado, traz o que Reed não tem: vontade de escalar, acesso a recursos de múltiplas realidades e ausência de qualquer hesitação ética. Construir canhões em cada Terra sobrevivente exige logística de guerra, não de laboratório. É um projeto que demanda poder bruto, influência sobre fronteiras entre universos e disposição para agir antes de pedir permissão. Essas são especialidades de Doom, não de Richards.
O trailer da CinemaCon 2026 deixa uma pista que o relato confirma
O material exibido na CinemaCon 2026 mostrou um Doom de armadura completa, capuz verde, sotaque latviano carregado e presença física avassaladora. Sua fala central no trailer — “Antes deste dia terminar, enfrentaremos uma decisão impensável” — foi lida até agora como ameaça direta aos heróis. Mas à luz do relato de Richtman, essa “decisão impensável” pode ser justamente a aliança com Reed: Doom aceitando que salvar o Multiverso é necessário, mesmo que o odeie.
O momento mais impactante do trailer reforça a escala do personagem: quando Thor (Chris Hemsworth) arremessa o Stormbreaker em direção a Doom, o vilão o paralisa no ar com uma mão. É uma declaração de poder que contextualiza por que os heróis precisariam de sua cooperação — e por que essa cooperação é tão perigosa quanto a ameaça que pretendem combater.
Os canhões podem ser a armadilha — e Doom pode ser o único que sabe disso
A história em quadrinhos de Doom é pontuada por um padrão específico: ele colabora com heróis na construção de tecnologia que, ao final, serve exclusivamente aos seus próprios objetivos. Não é traição no sentido convencional — é reapropriação. Doom raramente mente sobre suas intenções; ele simplesmente não revela todas elas.
Nesse sentido, o cenário mais plausível não é Doom traindo Reed de forma óbvia. É Doom ajudando sinceramente a construir os canhões enquanto garante, em paralelo, que ele seja o único com controle total sobre o gatilho. Uma rede de armas instalada em cada Terra sobrevivente é exatamente o tipo de infraestrutura que, nas mãos erradas, transforma um plano de salvamento em instrumento de dominação absoluta. Reed pode estar construindo a solução para as Incursões sem perceber que está construindo, simultaneamente, o trono de Doom.
Essa leitura também explicaria por que os Irmãos Russo, que dirigem Vingadores: Doutor Destino, optaram por estruturar o conflito central não como uma batalha direta entre heróis e vilão, mas como uma crise de confiança dentro de uma aliança forçada. O verdadeiro enfrentamento pode não ser físico — pode ser o momento em que Reed percebe o que ajudou a construir.
O que isso significa para a Fase 6 e para Vingadores: Guerras Secretas
A Fase 6 do MCU foi reestruturada depois que a Marvel Studios abandonou Kang como eixo central da saga do Multiverso. Doom não é apenas um substituto de vilão — ele é uma aposta em um personagem cuja inteligência e ambiguidade moral permitem tramas que Kang, como estava sendo desenvolvido, dificilmente sustentaria. A aliança com Reed é o exemplo mais direto disso: Kang seria improvável nesse papel. Doom, não.
Se os canhões forem construídos e funcionarem — ou se funcionarem de forma torta —, as consequências diretas alimentarão Vingadores: Guerras Secretas (previsto para 2027). A infraestrutura multiversal que Reed e Doom constroem juntos pode ser exatamente o cenário físico e político que dá origem ao Battleworld — a realidade patchwork das HQs onde Doom literalmente se torna deus. Se essa leitura se confirmar, Vingadores: Doutor Destino não termina com a derrota do vilão. Termina com sua ascensão.
O que fica em aberto
O relato de Richtman é de uma fonte que tem histórico de acertos no MCU, mas a informação ainda não foi confirmada pela Marvel Studios ou por qualquer declaração oficial do elenco ou da produção. A aliança Reed-Doom pode ser um arco central do filme ou uma sequência pontual — a diferença narrativa entre os dois é enorme e os dados disponíveis não permitem determinar o peso dessa cooperação na estrutura final do roteiro.
O que o conjunto das informações sugere, no entanto, é que Vingadores: Doutor Destino não tratará Doom como um antagonista unidimensional. Um vilão que entra com vendetta e aceita construir armas ao lado do herói que mais lhe desafia intelectualmente é um personagem com camadas — e isso coloca Robert Downey Jr. em território dramaticamente mais rico do que qualquer outra vez em que interpretou Tony Stark.
Fonte principal: thedirect.com. Informações complementares: The Direct, CinemaCon 2026, Daniel Richtman (Patreon).









