Até onde uma mãe vai para salvar um filho? E o que acontece quando o inimigo não é um vilão de carne e osso, mas um sistema de papelada e indiferença? Essa é a luta no coração de A Mulher da Fila, o novo drama argentino da Netflix.
Baseado em uma história real, o filme de 1 hora e 45 minutos mostra a história de uma mulher comum forçada a se tornar uma guerreira no labirinto da burocracia judicial. Se gosta de filmes fortes, A Mulher da Fila com certeza, será uma ótima opção na sua lista.
Qual é a história de A Mulher da Fila?
A vida de Andrea vira de cabeça para baixo. Seu filho de 18 anos é preso, falsamente acusado de um crime. Ela acredita que a justiça será rápida, mas rapidamente descobre que a lei não foi feita para ela. Ela entra em um limbo de formulários, advogados públicos sobrecarregados e portas fechadas.
Na fila do presídio, ela conhece outras mulheres na mesma situação. Mães, esposas e irmãs que passam seus dias na mesma luta silenciosa. Aos poucos, Andrea, que antes vivia em sua própria bolha, se une a elas.
No meio dessa batalha em A Mulher da Fila, um novo relacionamento a força a confrontar seus próprios preconceitos sobre aqueles que vivem à margem da sociedade.
O terror frio da burocracia
O filme acerta ao focar no inimigo mais frustrante de todos: o sistema. A direção de Benjamín Avila não cria um vilão com um rosto; o vilão é o processo. É a papelada que “se perdeu”, o oficial que “não pode fazer nada”, a audiência que é adiada indefinidamente.
A obra não busca a ação; ela foca na espera. Sentimos o cansaço de Andrea, a humilhação de ser tratada como um número. A produção se sente como um parente próximo de filmes como Eu, Daniel Blake, do diretor Ken Loach. Ambos usam a jornada de um indivíduo contra a máquina impessoal do governo para fazer um comentário social cortante.
O elenco e a produção que dão rosto à fila da esperança (e do desespero)
A direção de A Mulher da Fila é de Benjamín Avila, que também co-escreveu o roteiro com Marcelo Müller (roteirista de Tropa de Elite 2). A obra é definida pela sua protagonista.

Natalia Oreiro, um ícone do cinema e da música argentina, se despe de qualquer glamour para interpretar Andrea. Vemos a força e a exaustão de uma mãe comum em sua postura; ela carrega o filme com uma determinação silenciosa.
Amparo Noguera e Alberto Ammann (conhecido por seu papel em Narcos) completam o elenco, provavelmente como os aliados ou os obstáculos que Andrea encontra em sua jornada.
Se você aprecia dramas sociais que trocam os grandes eventos pela observação humana, A Mulher da Fila é uma obra que te agarra pela sua verdade.
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