O subgênero da comédia adolescente, popularizado por clássicos como American Pie, ganha um toque alemão e surreal em Hormônios à Flor da Pele. A nova aposta da Netflix, que já figura em alta na plataforma, é um spin-off de uma franquia de sucesso dos anos 2000 na Alemanha.
A produção mergulha de cabeça em uma premissa absurda: e se os órgãos sexuais dos protagonistas começassem a falar? O resultado disso é Hormônios à Flor da Pele, uma comédia que, apesar de controversa, parece ter encontrado seu público no streaming.
A história vista em Hormônios à Flor da Pele
A narrativa, com 1 hora e 42 minutos, apresenta Charly (Tobias Schäfer) e Paula (Cosima Henman). Eles são melhores amigos, compartilhando segredos e a rotina escolar com uma cumplicidade platônica. Essa amizade, no entanto, é colocada à prova de uma forma bizarra.
De um dia para o outro, seus órgãos genitais desenvolvem consciência e voz próprias. As “vozes” têm um único e claro objetivo: fazer com que os dois finalmente fiquem juntos.
O que se segue é uma batalha cômica. Charly e Paula tentam resistir aos conselhos absurdos de seus próprios corpos, enquanto navegam pelas festas e pressões da vida adolescente de Hormônios à Flor da Pele.
O fenômeno da comédia ‘a prova de críticas’
O que explica o sucesso de um filme com uma nota tão baixa como 4,8/10 no IMDb? A resposta está em sua honestidade como produto. O filme não tenta ser uma comédia sofisticada, mas sim, abraça o humor escatológico e absurdo.
A premissa, que remete à animação Big Mouth em sua abordagem de uma puberdade personificada, serve como um motor para uma série de piadas e situações constrangedoras.

A produção não busca profundidade, mas sim a gargalhada fácil. É o exemplo perfeito de um filme à prova de críticas: o público sabe exatamente o que esperar e o Hormônios à Flor da Pele entrega, tornando-se um sucesso de audiência.
A equipe por trás da puberdade alemã
A direção e o roteiro do longa alemão são de Granz Henman, que também esteve envolvido nos filmes originais da franquia. O elenco é liderado pelos jovens Tobias Schäfer e Cosima Henman.
O que torna Hormônios à Flor da Pele uma recomendação curiosa é exatamente essa discrepância entre a crítica e o público. É uma obra que serve como um estudo de caso sobre o que faz um conteúdo viralizar no streaming, mesmo sem o selo de aprovação da crítica.
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