O primeiro trimestre de 2026 terminou aquecido, mas a Netflix guardou seus maiores trunfos para os meses seguintes. Entre continuações aguardadas e estreias inéditas, o line-up do streaming mistura romance adolescente, ação explosiva e animação japonesa, garantindo fôlego extra à plataforma que muitos consideram vencedora da guerra dos streamings.
Nesta lista, o Salada de Cinema compila os 10 títulos que já têm data para desembarcar no catálogo entre abril e maio. A seleção foca no trabalho dos elencos, na condução criativa de diretores e roteiristas e no que cada produção traz de novo ao cardápio da empresa.
As 10 séries imperdíveis que chegam à Netflix em abril e maio
- XO, Kitty – 3ª temporada (2 de abril)
Anna Cathcart retorna como Katherine Song-Covey para encarar o último ano na KISS, em Seul. O elenco jovem, já entrosado, ganha espaço para conflitos mais maduros enquanto a criadora Jenny Han mantém o tom doce que consagrou a franquia.
- O Homem em Chamas (Man on Fire) – 1ª temporada (30 de abril)
Yahya Abdul-Mateen II assume o ex-agente John Creasy em adaptação do romance de A. J. Quinnell. A série combina o enredo clássico de proteção paterna com elementos de “The Perfect Kill”, ampliando a jornada dramática do protagonista sob direção focada em set pieces explosivos.
- Devil May Cry – 2ª temporada (12 de maio)
O anime de 2025 transformou Dante, dublado por Johnny Yong Bosch, em favorito do público otaku. Nos novos capítulos, a caçada ao Coelho Branco eleva o risco e aprofunda as consequências do final trágico da season 1, com animação estilosa que homenageia o game de 2001.
- Agente Celestial (Agent from Above) – 1ª temporada (2 de abril)
Depois de sete anos de produção, o taiwanês Kai Ko encarna Han Chieh, criminoso ligado a um deus temível. A direção aposta em cenas de ação vistosas e mescla fantasia urbana com mitologia taoista, recriando o universo dos romances “The Oracle Comes”.
- Caçadores de Dívidas (Bloodhounds) – 2ª temporada (3 de abril)
Woo Do-hwan e Lee Sang-yi voltam a distribuir socos cinematográficos contra agiotas. O roteiro aumenta a escala dos duelos, mantendo a coreografia de lutas como vitrine e explorando a química dos protagonistas. Quem curte tramas de investigação pode aproveitar e revisitar nossa lista de séries de detetive que envelheceram bem.
- Grandes Erros (Big Mistakes) – 1ª temporada (9 de abril)
Dan Levy e Taylor Ortega vivem irmãos nada afinados que tropeçam em conspiração criminosa. Comédia de situação que marca o retorno de Levy à veia humorística, agora também como showrunner, apostando em timing cômico rápido e personagens excêntricos.
- Berlim – 2ª temporada (15 de maio)
Pedro Alonso volta ao ladrão carismático Andrés de Fonollosa. A nova leva de episódios aprofunda o romance improvável iniciado na prequela de La Casa de Papel, enquanto roteiristas mantêm o frescor dos planos mirabolantes e o charme dos coadjuvantes.
- Golpe Viral (Viral Hit) – 1ª temporada (28 de maio)
Baseado no webtoon visto mais de 2 bilhões de vezes, o drama japonês mostra Oji Suzuka como Kota Shimura, adolescente que transforma bullying em fama on-line. A direção investe em lutas elaboradas e na dualidade entre popularidade digital e identidade real.
- Bola nas Mãos (Running Point) – 2ª temporada (23 de abril)
Kate Hudson continua no comando dos Los Angeles Waves após o suspense do jogo sete. A fábrica de piadas esportivas amplia o debate sobre machismo no backstage da NBA fictícia, enquanto Justin Theroux e Scott MacArthur elevam a comédia familiar disfuncional.
Imagem: Divulgação
- As Muralhas de Gelo (The Ramparts of Ice) – 1ª temporada (2 de abril)
Animação baseada no mangá homônimo acompanha a introvertida Koyuki, dublada por Anna Nagase, aprendendo a sair da concha ao fazer novos amigos. Direção de arte suave e roteiro que equilibra romance colegial com reflexões sobre vulnerabilidade.
Diversidade de gêneros reforça o catálogo
O recorte de lançamentos comprova a estratégia da Netflix de oferecer atrações para públicos distintos. Do K-drama movido a golpes certeiros ao anime high-fantasy, não falta variedade. Essa amplitude permite que o espectador transite entre maratona leve e narrativas carregadas de tensão.
Também chama atenção a presença de adaptações literárias e de webcomics, mantendo a tradição do streaming em garimpar histórias já testadas em outras mídias. Ao levar esses enredos para a TV, showrunners trabalham com bases de fãs consolidadas e ampliam o alcance global.
Elencos carismáticos e bastidores afiados
Boa parte do hype se apoia no retorno de nomes queridos. Anna Cathcart, Woo Do-hwan e Pedro Alonso já provaram química com seus respectivos universos e agora ganham material dramático mais denso. Nos inéditos, Yahya Abdul-Mateen II e Dan Levy surgem como forças motrizes, cada um em registro oposto.
No comando criativo, roteiristas como Jenny Han e a equipe de “Berlim” experimentam expandir mitologias conhecidas sem perder a identidade, enquanto novos showrunners, caso de “Agente Celestial”, injetam frescor ao combinar folclore oriental e estética contemporânea.
Produção e expectativas de audiência
A janela de abril a maio costuma ser estratégica para captar assinantes antes do verão do hemisfério norte. Séries com temporadas curtas e ritmo acelerado, como “Grandes Erros” e “Golpe Viral”, foram planejadas para gerar boca a boca imediato e engajamento nas redes sociais.
Já dramas de ação com capítulos mais longos, a exemplo de “O Homem em Chamas”, miram quem busca experiência imersiva e maratonável. Com a concorrência de outros players, a Netflix aposta em orçamentos robustos para efeitos visuais e fotógrafo marcante, garantindo valor de produção que salta aos olhos.
Vale a pena assistir?
Seja pelo elenco carismático, seja pela ousadia dos roteiros, o pacote de estreias do segundo trimestre indica que a Netflix segue confiante em sua fórmula de variedade e alto investimento. Quem curte acompanhar tendências, discutir teorias em grupo ou simplesmente relaxar com uma boa história já tem agenda cheia até o fim de maio.



