Quatro imperadores governam os mares de One Piece com punhos de ferro: Shanks, Kaido, Big Mom e Barba Branca. A simples menção a esses nomes faz a Marinha tremer e mantém ilhas inteiras a salvo de saqueadores.
Ainda assim, alguns piratas — e até membros do Governo Mundial — já tiveram coragem (ou imprudência) de encará-los. O resultado raramente foi feliz. A seguir, reunimos os dez confrontos mais marcantes em que desafiantes saíram derrotados, destacando como a direção da Toei Animation, o roteiro de Eiichiro Oda e a performance dos dubladores potencializaram cada queda.
Por que enfrentar um Yonkou quase sempre dá errado
Os Yonkou concentram tanto poder militar quanto prestígio político. Quando dois deles se unem, o Governo Mundial interpreta o ato como ameaça direta. Dessa forma, qualquer indivíduo que atravesse o caminho de um Imperador automaticamente luta contra uma estrutura inteira: navios, oficiais de elite e a própria lenda construída ao redor do capitão.
Nesses embates, a equipe de direção de episódios — comandada, entre outros, por Hiroaki Miyamoto e Konosuke Uda — aposta em enquadramentos abertos para realçar a diferença de escala. Já o roteiro de Oda enfatiza a importância narrativa da derrota: caem corpos, mas cresce o mito dos Yonkou.
Ranking das derrotas mais emblemáticas
A lista abaixo mantém a ordem apresentada na obra original, respeitando a progressão proposta por Oda. Cada item traz o resumo do duelo e aponta como dubladores e animadores ampliaram o impacto dramático.
- Portgas D. Ace – Ace recusou o cargo de Shichibukai para tentar derrubar Barba Branca. A sequência, dirigida por Shimizu Junji, destaca o timbre desesperado de Toshio Furukawa (voz de Ace) enquanto o pirata é nocauteado.
- Gecko Moria – Em plena forma, Moria perdeu tudo contra Kaido. A animação sombreada acentua a espiral de loucura do personagem, reforçada pela interpretação rouca de Katsuhisa Hōki.
- Eustass Kid – Arrogante, Kid quis medir forças com Shanks. O braço arrancado em off oferece choque imediato, recurso de roteiro que dispensa gore explícito, mas ainda assim cala o espectador.
- Monkey D. Luffy – A primeira surra de Kaido em Wano mostra Luffy voando feito boneco de pano. Mayumi Tanaka alterna gritos e sorrisos, ajudando o público a sentir a distância entre promessas e realidade.
- Akainu (Sakazuki) – Mesmo como almirante, Sakazuki virou saco de pancada após matar Ace. A direção suaviza a velocidade de certos quadros para enfatizar cada golpe de Barba Branca que abalou a ilha de Marineford.
- Kozuki Oden – Oden quase venceu Kaido, mas caiu por distração. A trilha aflita mistura tambores e cordas, recurso que cresceu em popularidade graças a este episódio.
- Brook – No arco Whole Cake, o esqueleto enfrentou Big Mom. A cena curta coloca Cho (voz de Brook) cantando, contrastando leveza musical com a brutalidade visual da derrota.
- Nove Bainhas Vermelhas – Os retainers de Oden atacaram Kaido no telhado de Onigashima. A montagem paralela alterna golpes conjuntos, evidenciando trabalho de equipe antes do colapso coletivo.
- Crocodile – Muito antes de Alabasta, o ex-Shichibukai tentou eliminar Barba Branca e falhou. A série mostra o vilão ensandecido em flashback, ampliando a frustração que ele ainda carrega em Marineford.
- Rob Lucci – Na saga Egghead, Lucci desafiou Luffy já dominando o Gear 5. A dublagem contida de Tomokazu Seki expõe o choque de ver o herói brincar enquanto domina cada golpe.
Os embates reforçam o peso dos Yonkou dentro da trama. Além disso, estimam o espectador a imaginar futuras lutas — afinal, Shanks segue ativo, e novos Imperadores podem surgir. Para quem curte estudar poderes, vale conferir esta comparação de transformações mais fortes.
Direção e roteiro: como a Toei torna cada queda memorável
A Toei Animation aposta em painéis quase estáticos para incrementar o suspense antes do golpe fatal. Essa escolha respeita a arte de Eiichiro Oda e facilita a transição entre quadros do mangá e movimento na tela.

Imagem: Divulgação
No roteiro, as derrotas não são meros obstáculos, mas trampolins narrativos. Quando Kid perde o braço, por exemplo, abrimos espaço para a ambição de Killer e o interesse futuro de Shanks. O mesmo vale para Ace: sua falha leva a saga de Marineford e consolida Barba Branca como “pai” de dezenas de piratas.
Atuação vocal: a alma por trás das lutas
One Piece vive de exageros, mas dependeria menos do impacto se não fosse a entrega do elenco. Mayumi Tanaka injeta vulnerabilidade em Luffy; Tesshō Genda faz Barba Branca soar paternal e, ao mesmo tempo, monstruoso.
Essa performance é vital: sem ela, a diferença de poder seria apenas numérica. A cada grito de Ace ou riso maníaco de Moria, o público entende que desafiar um Yonkou mexe com mais do que músculos — fere orgulho, resolve rivalidades e molda lendas.
Caso você queira ver dublagens igualmente expressivas, há produções recentes, como Boruto: Two Blue Vortex, que mostram como a voz correta pode elevar cenas de ação.
Vale a pena assistir?
Para quem acompanha One Piece ou busca cenas de ação carregadas de emoção, esses dez confrontos oferecem estudo de personagem e espetáculo audiovisual. Do roteiro preciso de Oda à direção que valoriza cada expressão facial, as derrotas diante dos Yonkou são lições de narrativa — e de humildade pirata — que justificam as mais de mil aventuras da série exibida pela Fuji TV. O Salada de Cinema segue de olho em cada novo duelo que possa, quem sabe, mudar esse ranking no futuro.



