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O ser com chifres que aparece por um breve instante no primeiro episódio da terceira temporada de A Casa do Dragão não é alucinação nem acidente visual. Segundo a lore de Westeros, trata-se de um dos Homens Verdes — os guardiões místicos da Ilha das Faces, no centro do Lago dos Deuses. E a presença dele no episódio conecta a série diretamente a uma das mitologias mais antigas de Game of Thrones, que nunca chegou a ser mostrada na tela original.

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Resumo rápido

  • O homem com chifres aparece perto de Harrenhal, quando os dragonseeds Hugh Hammer, Addam de Casco e Ulf White estão acampados às margens do Lago dos Deuses.
  • Ele é identificado como um dos Homens Verdes, ordem que guarda a Ilha das Faces desde o Pacto entre os Primeiros Homens e os Filhos da Floresta.
  • Em Game of Thrones, os Homens Verdes existem apenas como menção — nunca aparecem em cena.
  • Em A Casa do Dragão, uma primeira aparição já havia ocorrido na segunda temporada, durante a estadia de Daemon em Harrenhal.
  • A terceira temporada estreou em 21 de junho de 2026 na HBO Max.

O que os dragonseeds viram perto de Harrenhal

A cena acontece quando Hugh Hammer e Addam de Casco estão discutindo se deveriam ter ficado em Pedra do Dragão para protegê-la de um possível ataque de Aemon e Vhagar. A conversa já tem aquela tensão de quem está longe de casa e sem ordens claras.

Ulf White some por um momento para fazer suas necessidades na floresta. Enquanto isso, um barulho gutural corta o ar — e o ser com chifres aparece no alto de uma colina, por segundos, antes de recuar para o escuro da mata. Ulf volta na sequência e anuncia que vai embora daquele lugar maldito.

Antes que eles possam processar o que viram, Alys Rivers surge do nada, apresenta-se como uma bruxa e diz que eles estão perdendo a ação — e estava certa: a Batalha do Golfão já havia começado.

Filhos da Floresta em cena de Game of Thrones
Children of the Forest em Game of Thrones /. (Reprodução / Children of the Forest in Game of Thrones / Credits: HBO)

Os Homens Verdes e o Pacto que moldou Westeros

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Para entender quem são essas figuras, é preciso voltar a um dos eventos mais antigos da história de Westeros: o conflito entre os Primeiros Homens e os Filhos da Floresta. Durante séculos, as duas raças guerrearam pelo controle do continente. A guerra terminou na Ilha das Faces, onde um pacto foi selado — os Primeiros Homens ficariam com as terras abertas, e os Filhos reteriam as florestas profundas.

Para marcar o acordo, rostos foram esculpidos nas árvores da ilha, para que os deuses pudessem testemunhar a paz. É daí que vem o nome: a Ilha das Faces. Os Homens Verdes foram então designados como guardiões desse lugar sagrado.

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A descrição deles na lore é ambígua de propósito. As lendas falam em pele verde e chifres. Os mestres, céticos como de costume, preferem acreditar que são simplesmente homens comuns usando vestes verdes e cocares de chifres. A série não resolve esse debate — e faz bem em não resolver.

Hugh Hammer e Addam de Casco em A Casa do Dragão
(Reprodução / Hugh Hammer and Addam of Hull in House of the Dragon / Credits: HBO)

Por que Game of Thrones nunca mostrou isso

Essa é a parte mais interessante para quem acompanha a franquia há anos. Em Game of Thrones, os Homens Verdes são citados de passagem — material de maestre, referência histórica, coisa que os personagens mencionam sem muita convicção. Nunca aparecem em cena. A Ilha das Faces existe no mapa, mas a câmera nunca foi até lá.

A Casa do Dragão muda isso. A primeira aparição aconteceu ainda na segunda temporada, também em Harrenhal, durante a estadia de Daemon. Agora, no episódio de abertura da terceira temporada, eles voltam — e dessa vez são vistos por três personagens ao mesmo tempo, o que retira a cena do campo puramente onírico.

Vale notar: essas aparições não têm base direta em Fogo e Sangue, o livro de George R.R. Martin que serve de fonte para a série. O único registro canônico na obra escrita é quando Addam voa com Fumaça do Mar até a Ilha das Faces para consultar os Homens Verdes. A série está expandindo esse material — o que pode ser uma escolha arriscada ou exatamente o tipo de enriquecimento que a adaptação precisa fazer.

Hugh Hammer e Addam de Casco em cena de A Casa do Dragão
Hugh Hammer e Addam de Casco em cena de A Casa do Dragão. (Reprodução / Hugh Hammer and Addam of Hull in House of the Dragon / Credits: HBO)

Magia em declínio — e por que isso importa para a Dança dos Dragões

Existe uma leitura mais ampla aqui que vale considerar, sem transformá-la em tese definitiva. Em Game of Thrones, a magia é escassa e tratada como algo que quase desapareceu do mundo. O que A Casa do Dragão parece construir, ao mostrar criaturas como os Homens Verdes de forma mais concreta, é que o mundo da Dança dos Dragões ainda tem uma conexão mais viva com o sobrenatural.

Isso pode indicar que a série pretende aprofundar o papel dos Homens Verdes na guerra civil Targaryen — algo que vai além do que o livro documenta. Ou pode ser uma escolha de atmosfera: Harrenhal como ponto de convergência do inexplicável, um lugar onde as regras do mundo real não se aplicam completamente.

Nenhuma das duas leituras é mutuamente exclusiva. E a série, ao manter a ambiguidade, deixa as duas portas abertas.

weirwood tree harrenhal A Casa do Dragão
weirwood tree harrenhal A Casa do Dragão. (Reprodução / Hugh Hammer and Addam of Hull in House of the Dragon / Credits: HBO)

O que a terceira temporada de A Casa do Dragão pode fazer com essa mitologia

O episódio inaugural da terceira temporada, “Sal e Mar, Fogo e Sangue”, foi dirigido por Loni Peristere com roteiro do showrunner Ryan Condal. Com a Batalha do Golfão em andamento e os dragonseeds em campo, a guerra civil está no ponto mais caótico — e é exatamente aí que a série escolhe inserir essa presença sobrenatural.

Se os Homens Verdes vão ter um papel ativo na história ou se serão usados apenas como elemento de atmosfera ainda não está claro. O que a estreia sinaliza é que a terceira temporada não tem medo de se afastar do registro puramente político e mergulhar em território mais estranho.

Para quem acompanha A Casa do Dragão pela conexão com a lore mais funda de Westeros — os Filhos da Floresta, o Pacto, a magia que se apaga com o tempo —, essa escolha narrativa é uma das mais promissoras da temporada. Desde que a série saiba onde quer chegar com ela.

Fonte principal: fandomwire.com. Informações complementares:  Wikipedia, HBO Max.

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Sou redator especializado em conteúdo de entretenimento para o mercado digital. Desde 2021, produzo análises, dicas e críticas sobre o mundo do entretenimento, com experiência como colunista em sites de referência.

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