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Harry Collett, o ator que interpretou Jacaerys Velaryon em A Casa do Dragão 3ª temporada , abriu o jogo sobre o que foi gravar a cena de morte do personagem: manter os olhos abertos submerso, não tossir e convencer o espectador de que estava morto, tudo ao mesmo tempo. O depoimento, dado à Variety, veio logo após a estreia da 3ª temporada da série, em 21 de junho de 2026 na HBO Max.

Resumo rápido

  • Jacaerys Velaryon morre no primeiro episódio da 3ª temporada, durante a Batalha da Goela.
  • Harry Collett disse à Variety que gravar a cena foi um dos maiores desafios técnicos de sua carreira.
  • O ator já sabia desde a 1ª temporada que sua passagem pela série duraria dois anos.
  • A cena estava planejada para a 2ª temporada, mas foi adiada por limitações orçamentárias.
  • A 3ª temporada de A Casa do Dragão 3ª temporada estreou em 21 de junho de 2026 na HBO Max.

Flutuar como um morto é mais difícil do que parece

A morte de Jace não é discreta. O príncipe emerge do mar depois que seu dragão Vermax é atingido por uma balista e afunda — e então leva três flechas de um navio inimigo. O corpo flutua. É essa imagem que Collett precisou sustentar embaixo d’água, com os olhos abertos, sem tossir e sem qualquer movimento que denunciasse vida.

“Foi muito difícil interpretar um morto. Na verdade, foi uma das coisas mais difíceis que já fiz como ator. Foi divertido, mas também um grande desafio manter os olhos abertos embaixo d’água, continuar flutuando e evitar que a água entrasse pelo nariz. Porque, se eu tossisse, obviamente eu não estaria morto.”

Harry Collett, em tradução livre, à Variety

O relato tem um humor involuntário — a ideia de que tossir arruinaria a morte de um príncipe —, mas o desafio técnico é real. Cenas aquáticas com atores em estado de inércia exigem controle físico que vai além do que a câmera mostra.

Jace sempre teve data de validade, e o ator sabia disso

Collett entrou na série com o destino selado. Jacaerys morre na Batalha da Goela no livro Fogo & Sangue, de George R.R. Martin, então não havia margem para surpresa narrativa — pelo menos não para quem acompanha o material original.

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O que surpreendeu o ator, por outro lado, foi o caminho até chegar lá. Ele revelou que, ao ler os roteiros da 2ª temporada, estranhou não receber uma ligação do showrunner Ryan Condal para conversar sobre seu arco — sinal de que a morte havia sido adiada sem aviso prévio.

“Eu já conhecia meu destino e aproveitei cada dia no set, sendo grato por fazer parte dessa série. Quando li o roteiro da segunda temporada, achei estranho não receber uma ligação do Ryan explicando meu arco. Mas a cena acabou sendo adiada, e sou muito grato por isso. É ótimo que tenha se tornado o primeiro episódio desta temporada.”

Harry Collett, em tradução livre, à Variety

O adiamento, segundo o feed original, teria sido motivado por limitações orçamentárias que impediram a Batalha da Goela de acontecer na 2ª temporada. Seja como for, Collett ganhou mais um ano no set — e a série ganhou uma sequência com mais espaço para respirar.

A Batalha da Goela como cartão de visitas da nova temporada

Abrir uma temporada com uma batalha de dragões é uma aposta arriscada. O risco não é técnico — é narrativo. A série precisa que o espectador já esteja emocionalmente investido nos personagens para que a morte de Jace doa de verdade, e não seja apenas mais um espetáculo visual.

O episódio tenta equilibrar os dois lados. Baela Targaryen (Bethany Antonia) entra em combate ao lado de Jacaerys. Rhaena (Phoebe Campbell) surge montando o dragão selvagem Rouba Ovelhas, elemento que vinha sendo construído na temporada anterior. O caos da batalha é real, mas a morte de Jace é pontual: três flechas, sem cerimônia, sem discurso final.

Essa escolha ecoa o que a série fez com Lucerys no final da 1ª temporada — mortes que chegam rápido demais para qualquer despedida formal. É uma linguagem que A Casa do Dragão vem cultivando desde o início, e que separa a série do romantismo de certas mortes memoráveis de Game of Thrones.

O contexto da guerra que a 3ª temporada herda

A nova temporada não começa do zero. A Dança dos Dragões — a guerra civil Targaryen — já está em andamento. Os Negros, liderados por Rhaenyra (Emma D’Arcy), enfrentam os Verdes de Aegon II (Tom Glynn-Carney) e Alicent Hightower (Olivia Cooke).

Do lado dos Negros, reforços chegam na forma dos Lobos do Inverno, guerreiros da Casa Stark. No mar, Corlys Velaryon (Steve Toussaint) e Addam de Hull (Abubakar Salim) lidam com a Tríade. Em Porto Real, Aemond (Ewan Mitchell) assume o controle efetivo do Trono de Ferro enquanto Aegon II segue afastado do poder.

A morte de Jacaerys entra nesse tabuleiro como uma perda estratégica e afetiva para Rhaenyra. Ela já havia perdido Lucerys. Agora perde o primogênito. A série usa esse acúmulo de luto como motor dramático para o que vem a seguir.

A saída de Harry Collett e o peso do legado de Jacaerys em A Casa do Dragão

Collett ocupou Jacaerys por duas temporadas inteiras — e saiu sem deixar a impressão de personagem incompleto. Jace teve arco, teve peso, teve consequência. A morte na Batalha da Goela fecha esse ciclo com uma cena que, pelo relato do próprio ator, custou mais do que parece na tela.

A 3ª temporada de A Casa do Dragão segue com novos episódios na HBO Max. A série é baseada em Fogo & Sangue, de George R.R. Martin, e tem Ryan Condal como showrunner. A produção já confirmou que a história se encerra na 4ª temporada, o que significa que a guerra que custou Jacaerys ainda tem bastante chão pela frente.

Fonte principal e Informações complementares: Variety, Estadão.

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Toni Morais Ferreira editor do Salada de Cinema, cobre cinemas, séries e streaming desde 2021. Especializado em análise de séries de plataformas como Netflix, Prime Video e Paramount+, acompanha estreias, finais e bastidores com foco em cobertura aprofundada para o público brasileiro. Já analisou produções de mais de 30 países e escreve críticas, finais explicados e coberturas semanais de séries em alta.

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