A Primeira Guerra Mundial foi um matadouro burocrático, e nenhum filme capturou essa verdade terrível com mais precisão e fúria do que Glória Feita de Sangue. A obra-prima anti-guerra de Stanley Kubrick, de 1957, é uma produção dilacerante que, mesmo décadas depois, permanece assustadoramente atual.
Disponível no Prime Video, Glória Feita de Sangue, o clássico em preto e branco não se interessa pelos heróis no campo de batalha. Em vez disso, aponta sua lente para a insanidade dos homens que, de seus castelos luxuosos, enviam outros para a morte em nome da vaidade.
A história de Glória Feita de Sangue
A narrativa, com 1 hora e 28 minutos, se passa nas trincheiras francesas em 1916. O General Mireau, em busca de uma promoção, ordena um ataque impossível a uma posição alemã fortificada, o “Formigueiro”.
O ataque, como esperado, fracassa de forma previsível e sangrenta. Para desviar a culpa de sua estratégia falha, o general acusa seus próprios soldados de covardia.
Ele exige que três homens, escolhidos arbitrariamente, sejam julgados em um tribunal marcial e executados para “servir de exemplo”. O Coronel Dax (Kirk Douglas), comandante dos homens e um advogado na vida civil, decide defendê-los em Glória Feita de Sangue.
Ele entra em uma batalha desesperada, não contra o inimigo alemão, mas contra a hipocrisia e a crueldade de seus próprios superiores.
O labirinto de trincheiras e a frieza dos salões
A genialidade de Kubrick neste filme está no contraste visual. Ele nos arrasta pelas trincheiras com a câmera na altura dos ombros, em longos planos que capturam o medo e a lama nos rostos dos soldados.
Em seguida, nos transporta para os salões palacianos da alta patente, onde a câmera é estática, os pisos são polidos como tabuleiros de xadrez e os generais discutem a morte de milhares com a mesma frieza com que pediriam outra taça de vinho.
É nesse choque de mundos que reside a crítica de Glória Feita de Sangue: a guerra como um jogo para os ricos e uma sentença para os pobres. Kirk Douglas entrega aqui uma de suas performances mais contidas.
Seu Coronel Dax é a personificação da razão em um mundo que abraçou a loucura. A fúria em seus olhos durante o julgamento de fachada é o coração moral de toda a obra.
A equipe por trás de um manifesto anti-guerra

A direção do clássico é do mestre Stanley Kubrick, que também co-escreveu o roteiro. A obra foi tão controversa que foi banida na França por quase duas décadas.
O elenco de Glória Feita de Sangue é liderado pela performance icônica de Kirk Douglas (Spartacus), ao lado de Ralph Meeker e Adolphe Menjou.
O que torna o filme uma recomendação essencial é sua relevância atemporal. É uma obra que transcende o gênero de guerra para se tornar uma reflexão poderosa sobre justiça, poder e a dignidade humana.
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