O live-action How to Train Your Dragon 2 entrou oficialmente em produção. A segunda aventura de Soluço e companhia começou a ser filmada sob clima de celebração, com direito a nova identidade visual exibindo o dragão estampado em vermelho vibrante.
Dean DeBlois, roteirista e diretor que orquestrou o sucesso do primeiro filme, divulgou nas redes uma foto sorridente do set no “Dia 1” das filmagens e confirmou que a estreia segue programada para 11 de junho de 2027. A imagem bastou para inflamar o buzz em torno da sequência, que carrega a responsabilidade de superar a bilheteria de 636,6 milhões de dólares do capítulo anterior.
Início das filmagens impulsiona expectativa
A divulgação do novo logotipo, agora em tom escarlate, destaca o desejo de atualizar a marca sem perder a essência da saga. A cor mais intensa sinaliza uma narrativa emocionalmente mais densa, refletindo o arco dramático que a animação de 2014 apresentou e que, agora, ganhará versão em carne e osso.
Enquanto as câmeras rolam, a Universal Pictures mantém o foco no cronograma apertado. O trabalho de fotografia principal deve se estender pelos próximos meses em locações que combinam sets práticos com o suporte de efeitos visuais de ponta – elemento decisivo para recriar a química entre humanos e dragões que encantou o público global.
Elenco retorna afinado para sequência ambiciosa
Mason Thames e Nico Parker voltam como Soluço e Astrid, respectivamente, reafirmando o carisma que alavancou a recepção do primeiro longa – 97% de aprovação do público no Rotten Tomatoes. Gerard Butler também reprisa Stoico, mantendo a força paternal que se tornou pedra angular da história.
Nessa leva de retornos, Nick Frost garante o humor de Bocão, enquanto Julian Dennison, Bronwyn James, Gabriel Howell e Harry Trevaldwyn sustentam a camaradagem viking que a plateia espera. O reforço de Cate Blanchett como Valka empolga: a vencedora do Oscar traz para o set a mesma personalidade aguerrida que imprimiu na versão animada, mas agora com nuances ainda mais humanas.
Ólafur Darri Ólafsson assume o antagonista Drago, promessa de ameaça física e psicológica à altura. A produção mantém mistério sobre quem interpretará Eret, nova peça crucial da trama. O suspense em torno desse anúncio lembra recentes movimentações de Hollywood, como as filmagens encerradas de “Werwulf”, nas quais o elenco foi revelado aos poucos para sustentar o interesse da audiência.
Dean DeBlois equilibra fidelidade e inovação no live-action
À frente do roteiro e da direção, DeBlois assume a missão de traduzir, quadro a quadro, momentos icônicos da animação sem cair no “mais do mesmo”. A estratégia passa por mergulhar em performances capazes de transmitir emoção crua, algo que o formato live-action favorece sobretudo nos dramas familiares que permeiam a história.
O cineasta aposta em sets práticos para maximizar a interação dos atores com dragões criados em CGI. A fórmula, já testada no primeiro filme, ajudou o elenco a reagir de forma mais genuína às criaturas digitais. Para Thames, isso significa aprofundar a relação entre Soluço e Banguela, agora sob a sombra de eventos mais sombrios que desafiarão o herói a crescer.
Imagem: Dreamworks
Desafios de adaptar momentos mais sombrios da animação
Ainda que o primeiro live-action tenha conquistado o público, a crítica se manteve mais cautelosa – o Tomatometer marcou 77%. Dessa vez, How to Train Your Dragon 2 lida com um ponto de virada devastador da franquia, exigindo sensibilidade para equilibrar espetáculo e sentimento.
A morte, o luto e a herança familiar serão explorados de maneira frontal. Butler, conhecido pela presença imponente, terá a chance de exibir vulnerabilidade ao lado de Thames, numa dinâmica que pretende impactar fãs antigos e espectadores de primeira viagem. Cate Blanchett deve servir de alicerce emocional, algo que pode ampliar a intensidade dramática de cena em cena.
Além disso, as sequências de batalha prometem escala maior. Drago, interpretado por Ólafsson, deve encarnar físico ameaçador, enquanto novas táticas de captura de movimento permitirão duelos aéreos mais fluidos. A Synergy entre ação e sentimento deverá definir se o longa alcança o mesmo patamar de adaptações high-profile que circulam atualmente em Hollywood.
Vale a pena ficar de olho?
Com a equipe original reforçada por talentos de peso, How to Train Your Dragon 2 parece alinhado para entregar uma experiência cinematográfica ainda mais rica. A evolução técnica, somada às performances emocionais prometidas por Thames, Parker e Blanchett, coloca a sequência como forte candidata a se destacar no calendário de 2027.
Se repetir o cuidado visual e o coração do capítulo anterior, o filme pode não só manter o selo “Certified Fresh” da crítica, mas também avançar nos números de bilheteria. A expectativa é que o público encontre um equilíbrio entre aventura épica, humor e uma carga dramática que se aprofunda.
Para os leitores do Salada de Cinema, vale acompanhar cada nova imagem de bastidor divulgada por DeBlois. Afinal, quando dragões entram em cena, a promessa de entretenimento de alto nível costuma ser gigante.









