Brendan Fraser e Rachel Weisz voltarão a enfrentar maldições antigas em The Mummy 4, agora sob comando da dupla Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett. A Universal definiu 19 de maio de 2028 como data de lançamento e, segundo os cineastas, o filme seguirá com censura PG-13, mas buscará a borda máxima do selo.
Em entrevista ao site Inverse, Bettinelli-Olpin confirmou a classificação, enquanto Gillett avisou que a equipe vai “encontrar o limite” da Motion Picture Association e, inevitavelmente, terá de “dar um passo atrás” após exagerar na intensidade. A promessa acende o debate sobre até onde a franquia pode ir sem esbarrar no R.
Dupla de diretores troca o terror “Rated R” pelo desafio PG-13
Responsáveis por Ready or Not, Scream e Scream VI, Bettinelli-Olpin e Gillett nunca haviam trabalhado com restrições mais brandas. Toda a filmografia deles recebeu censura R, marcada por violência explícita e humor ácido. The Mummy 4, portanto, representa território inédito para o coletivo Radio Silence, que terá de equilibrar ação de aventura com sustos moderados.
A decisão mantém coerência com os três primeiros longas estrelados por Fraser, todos PG-13 e somados a mais de US$ 1 bilhão em bilheteria. O estúdio, ao que tudo indica, quer preservar o acesso do público adolescente sem abrir mão de cenas de impacto.
Retorno do elenco original reforça conexão com a trilogia clássica
Depois de ficar fora de A Tumba do Imperador Dragão, Rachel Weisz retoma o papel de Evelyn Carnahan, enquanto Brendan Fraser volta como o aventureiro Rick O’Connell. A presença dos dois atores é peça-chave para resgatar o carisma que consolidou a marca nos anos 2000.
Fraser, além de protagonista, atuará como produtor executivo, aumentando sua influência criativa no set. Já Weisz traz o timing cômico e a química vista nos dois primeiros filmes. A dinâmica da dupla será crucial para sustentar as cenas de ação que prometem desafiar o PG-13.
Equipe criativa aposta em riscos “divertidos”
Sem detalhar quais sequências podem passar do ponto, Gillett apenas garantiu que The Mummy 4 testará “maneiras bem divertidas” de inovar. David Coggeshall assina o roteiro, cercado por um time de produção que inclui Sean Daniel, James Vanderbilt e Paul Neinstein.
O histórico de criatividade sangrenta da dupla pode transparecer em truques de montagem e insinuações visuais capazes de manter a atmosfera ameaçadora sem mostrar tudo. Essa habilidade ficou clara em Ready or Not 2: Here I Come, lançado recentemente e elogiado por equilibrar humor e suspense.
Imagem: Divulgação
Concorrência direta: outra múmia chega antes
Enquanto a Universal lapida seu retorno ao Egito, a Warner Bros. lança em 17 de abril de 2026 uma versão de A Múmia dirigida por Lee Cronin, focada no horror puro e possivelmente classificada como R. O movimento cria disputa de território e coloca The Mummy 4 diante da necessidade de diferenciar-se pelo tom aventureiro.
Não seria surpreendente ver comparações entre as duas produções nas redes sociais do Salada de Cinema, já que Cronin deve apostar em sustos e sangue, enquanto Bettinelli-Olpin e Gillett miram na aventura familiar — ainda que “no limite”.
Vale a pena ficar de olho em The Mummy 4?
Para quem curte a combinação de humor, romance e pancadaria que marcou a trilogia original, o retorno de Fraser e Weisz já é motivo suficiente para acompanhar o projeto. O interesse aumenta quando se considera a curiosidade sobre como diretores acostumados ao terror R vão se adaptar ao PG-13.
Além disso, o filme deve reforçar o catálogo de astros que transitam entre live-actions de grande orçamento. A estratégia lembra a transformação de Dwayne Johnson para viver Maui em Moana, mencionada nesta matéria sobre elenco, mostrando como franquias consagradas continuam atraindo nomes experientes.
No fim, a resposta definitiva virá em maio de 2028, quando The Mummy 4 chegar aos cinemas com sua censura “esticada” ao máximo.









