The Boys está perto de retornar e o novo trailer confirma o que muitos fãs queriam saber: Ryan, o filho de Becca e Homelander, continua firme na trama. A rápida aparição do garoto, agora bem mais alto e com feições de adolescente, levantou dúvidas sobre o elenco.
Afinal, o rosto é o mesmo das últimas temporadas ou houve substituição? A resposta revela não apenas a permanência de Cameron Crovetti no papel, mas também um histórico curioso de bastidores que envolve até um irmão gêmeo.
O retorno de Cameron Crovetti como Ryan
Apesar das mudanças físicas visíveis — algo natural para quem cresceu dois anos longe das câmeras —, Cameron Crovetti segue responsável por dar vida a Ryan na quinta temporada. O ator assumiu o papel ainda no segundo ano de The Boys e, desde então, acompanha a transformação do personagem de refém inocente em potencial peça-chave para o conflito central.
A manutenção do intérprete garante continuidade dramática. Crovetti domina os momentos de silêncio em que Ryan observa o comportamento de figuras como Homelander (Antony Starr) e Butcher (Karl Urban). Esse olhar contido ajuda o público a sentir a pressão que o menino sofre ao escolher entre dois modelos paternos opostos.
Um passado de trocas no elenco infantil
Nem sempre Cameron esteve nos bastidores de The Boys. No episódio final da primeira temporada, quando descobrimos que Becca escondia o filho do Capitão Pátria, Ryan era interpretado por Parker Corno. A troca veio logo no ano seguinte, consolidando Crovetti na trama.
Existe ainda um “terceiro” Ryan: Nicholas Crovetti, irmão gêmeo de Cameron. Ele substituiu o irmão em uma única cena de dublê na segunda temporada, quando Homelander empurra o menino do telhado em um momento de “treinamento”. Nicholas serviu de base para o registro de CGI, permitindo que a produção mantivesse o cronograma enquanto Cameron filmava outra sequência.
Os gêmeos já haviam atuado juntos em Big Little Lies, repetindo a dinâmica familiar agora no universo sangrento de The Boys. Essa curiosidade de set lembra como produções sobre dinâmicas familiares, a exemplo da comédia dramática Rooster, também recorrem a elencos jovens para sustentar conflitos adultos.
Por que Ryan é peça-chave para The Boys temporada 5
Desde a estreia, Ryan simboliza dois lados de The Boys. Pelo sangue, carrega os poderes de Homelander e, portanto, uma ameaça potencialmente maior que qualquer Vought poderia planejar. Pelo afeto, conviveu com a humanidade de Becca e recebeu conselhos de Butcher, ainda que permeados de ressentimento.
Imagem: Divulgação
A quinta temporada promete explorar ao máximo essa dualidade. O trailer destaca Ryan no exato momento em que Homelander pronuncia a palavra “traidores”, indício de que o jovem pode pender para o lado de Butcher. Embora o vídeo não confirme nada, a montagem sugere que as escolhas do rapaz terão repercussão direta no desfecho da série, prevista para terminar no ano de 2026.
Direção e roteiro apostam na tensão familiar
Eric Kripke, criador e showrunner, mantém o foco narrativo na tensão familiar entre super e humano. Os roteiros dão espaço suficiente para que Cameron Crovetti revele nuances: a postura encolhida quando se vê controlado pelo pai biológico, o olhar de culpa ao lembrar da morte da mãe e, mais recentemente, a chama de rebeldia que desponta conforme ele domina seus poderes.
A direção — dividida entre nomes como Karl Urban e Erin Moriarty, que também atuam — costuma privilegiar closes no rosto de Ryan. Esse recurso coloca o espectador dentro do conflito interno do garoto, sem precisar de diálogos expositivos. O resultado é tenso e, por vezes, desconfortável, reforçando que nele reside a chave moral do enredo.
Vale a pena acompanhar The Boys temporada 5?
The Boys sempre se vendeu como uma sátira ultraviolenta, mas a presença de Ryan traz um substrato emocional que poucos esperavam encontrar num universo de heróis cínicos. Ver Cameron Crovetti amadurecer junto ao personagem adiciona peso extra às cenas, um diferencial que mantém o interesse do público mesmo depois de quatro anos de carnificina televisiva.
Para quem acompanha o Salada de Cinema, a nova temporada representa uma oportunidade de testemunhar como um elenco mirim pode, de fato, redefinir o rumo de uma narrativa adulta — ainda mais quando carrega a responsabilidade de equilibrar duas faces tão contrastantes do mesmo conflito.



