Sarada Uchiha vinha sendo tratada como a nova sensação de Boruto: Two Blue Vortex. Desde que despertou o Mangekyō Sharingan, a jovem se colocou no mesmo patamar de monstros míticos do universo ninja. A aura de invencibilidade, no entanto, durou pouco.
O capítulo 32 quebrou o encanto e escancarou fragilidades graves: consumo excessivo de chakra, perda rápida de visão e dependência total de um único recurso. A seguir, analisamos como o roteiro expõe essas limitações e o que isso significa para o futuro da personagem.
O Mangekyō Sharingan cobra seu preço
Itachi foi o primeiro a mostrar, ainda em Naruto, que cada uso do Mangekyō traz cegueira progressiva. Sasuke, anos depois, ficou praticamente cego antes mesmo da Cúpula dos Cinco Kages. O roteiro de Boruto: Two Blue Vortex recupera esse ponto clássico para situar Sarada na mesma armadilha genética.
No mangá, a técnica de Sarada chama-se Ohirume. Mais poderosa do que os poderes individuais de Itachi ou Sasuke, ela acelera ainda mais a deterioração ocular. Em poucas batalhas, a visão da ninja já se torna turva, reforçando que toda a força conquistada tem um limite físico inescapável.
Ohirume: poder descomunal, custo altíssimo
A sequência decisiva do capítulo coloca Sarada contra múltiplos clones de Mamushi. Primeiro, a kunoichi elimina 16 unidades de uma vez; logo em seguida é pressionada a encarar cerca de 50 réplicas. O resultado é previsível: sem chakra, ela desmaia em campo, deixando o time vulnerável.
O roteiro deixa claro que o Mangekyō não pode ser acionado seguidamente. Sarada admite, ainda consciente, que só suportaria usar o jutsu “uma ou duas vezes por dia”. Para uma guerreira que sonha ser Hokage, tamanha limitação energética é alarmante.
Esse desequilíbrio também abre espaço para outros personagens brilharem. Vale lembrar que Rock Lee desponta como o shinobi mais poderoso de Konoha justamente por não depender de ninjutsu que consome chakra em excesso. A comparação sublinha a vulnerabilidade de Sarada quando o combustível acaba.
Cegueira iminente e falta de solução simples
A retórica clássica para escapar da cegueira é o transplante que gera o Eternal Mangekyō Sharingan. No caso de Sarada, o único doador viável seria Shin, personagem isolado da trama atual. O diretor e o roteirista jogam, assim, com um beco sem saída: o problema existe, mas a cura tradicional não.
Imagem: GameRant
Essa escolha criativa é interessante porque cria tensão permanente. Cada batalha vira um jogo de “tudo ou nada” para a futura Hokage. Ao mesmo tempo, força a narrativa a buscar alternativas coerentes, evitando repetição de soluções vistas em Naruto Shippuden.
Onde Sarada se posiciona no nível de poder atual
Mesmo limitada, Sarada continua capaz de derrotar um Shinju em golpe único, segundo o mangá. Isso a coloca num patamar elevadíssimo, mas com ressalvas importantes. Quem puder driblar o primeiro disparo do Ohirume praticamente garante a vitória, já que a Uchiha fica exaurida.
Outro ponto delicado é a dependência de ninjutsu. Inimigos que absorvem técnicas anulam por completo seu trunfo. O capítulo 32 funciona, então, como aviso duplo: a força bruta da jovem é enorme, porém frágil quando exposta a contra-estratégias simples, como absorção ou esgotamento de chakra.
Para o Salada de Cinema, essa guinada narrativa enriquece o arco da personagem. Longe de ser um mero “deus ex machina” ambulante, Sarada agora precisa lidar com escolhas táticas e consequências físicas sérias, o que humaniza sua trajetória.
Vale a pena acompanhar Boruto: Two Blue Vortex?
O capítulo 32 demonstra que a equipe criativa sabe adicionar tensão ao roteiro. Ao expor o calcanhar de Aquiles de Sarada Uchiha, a série ganha imprevisibilidade e estabelece desafios genuínos para a sucessora de Naruto. Para quem busca lutas vistosas, drama e reviravoltas, a resposta continua sendo sim: Boruto: Two Blue Vortex permanece uma leitura indispensável para fãs do universo ninja.



