Desde os primeiros capítulos de Boruto: Two Blue Vortex, a hierarquia de força entre os ninjas da Vila da Folha mudou de forma considerável. O desaparecimento de Naruto Uzumaki abriu espaço para uma nova liderança no campo de batalha.
Nesse cenário, Rock Lee, embora ainda não tenha aparecido em cena, desponta como o combatente mais temido de Konoha. Sua maestria no Taijutsu e o controle total sobre os Oito Portões Internos o colocam no topo da cadeia alimentar ninja.
O vácuo de poder deixado pelo Sétimo Hokage
Enquanto Naruto ostentava o poder de Kurama, aliado às habilidades do Seis Caminhos, poucos inimigos ousavam desafiá-lo. A derrota de Isshiki pelo Modo Bárion simbolizou o auge desse potencial. Porém, a perda da Raposa de Nove Caudas alterou drasticamente esse panorama.
Sem Kurama, Naruto e Sasuke já não mantinham vantagem absoluta. A situação piorou quando Naruto foi selado por Kawaki e Sasuke transformado em árvore por Code. Assim, a antiga dupla de heróis deixou a juventude de Konoha exposta, evidenciando brechas que só um shinobi experiente poderia suprir.
Rock Lee e o domínio absoluto do Taijutsu
Comandante de elite desde a Quarta Guerra Ninja, Lee alcançou total domínio dos Oito Portões. A técnica, antes restrita à lenda de Might Guy, concede aumentos temporários de velocidade e força que rivalizam, ou mesmo superam, o nível de um Jinchuuriki completo.
Vale lembrar que, apenas com o Sétimo Portão, Guy conseguiu pressionar Madara portando o Dez Caudas. No Oitavo Portão, quase eliminou o vilão. Logo, um Lee ainda mais treinado carrega potencial destrutivo semelhante, legitimando seu status de arma máxima da vila.
A distância entre gerações em Two Blue Vortex
Kawaki, Sarada e Boruto exibem feitos impressionantes, mas cada um deles lida com limitações claras: sobreaquecimento dos poderes de Kawaki, uso limitado do Mangekyō de Sarada e o caminho solitário trilhado por Boruto. Nenhum dos três garante estabilidade tática a longo prazo.
Nesse ponto, a presença de Rock Lee funcionaria como fator de equilíbrio. Sua evolução reflete o legado de Might Guy e prova que a tradição do Taijutsu ainda dita respeito. Assim como no divertido desafio proposto pelo Animeji, que testa a memória dos fãs por meio de emojis, a história atual coloca em jogo a capacidade do público de reconhecer referências clássicas do universo Naruto.
Imagem: GameRant
Impacto da ausência de Lee na narrativa
Os capítulos recentes optam por não mostrar o Jōnin em ação, escolha que desperta questionamentos. Afinal, uma ameaça de nível Ōtsutsuki exigiria, em tese, toda a força disponível de Konoha. A não participação de Lee aumenta a tensão dramática e deixa o leitor aguardando sua entrada triunfal.
Com Two Blue Vortex confirmado para seguir além do capítulo 32, programado para 18 de março de 2026 no Manga Plus, há expectativas de que os roteiristas dêem mais espaço ao especialista em Taijutsu. O título da obra, publicado no Brasil sob o guarda-chuva do anime original, permanece em evidência nos rankings de popularidade, algo acompanhado de perto pelo Salada de Cinema.
Vale a pena acompanhar Boruto: Two Blue Vortex?
Para quem deseja entender a nova hierarquia da Vila da Folha, o arco atual oferece pistas decisivas. A ascensão de Rock Lee como força suprema reforça o peso das técnicas corporais no universo ninja e promete batalhas de escala ainda maior.
Além disso, a ausência de figuras veteranas em ação cria suspense narrativo, mantendo o leitor atento a cada virada. A dinâmica entre gerações — veteranos, jovens prodígios e antagonistas — segue como principal motor dramático.
No fim, Two Blue Vortex continua a expandir o legado da franquia, explorando consequências reais para heróis consagrados e abrindo caminho para que Rock Lee, finalmente, mostre todo o seu poder.









